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NÃO PUBLICAR - PARA NATHAN
Em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido com Tiradentes, o feriado criado em 9 de novembro de 1965, celebra a importância do líder da revolta sucedida em Minas Gerais (MG), chamada de Inconfidência Mineira. A data, 21 de abril, faz referência ao dia da execução de Tiradentes, em praça pública, no ano de 1972.

Símbolo do movimento da Inconfidência Mineira, compreender a relação dessa figura no contexto vivenciado na época é fundamental para se dar bem no conteúdo programático de história do Brasil em vestibulares, provas gerais e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O professor de história, Wilson Santos, destaca a necessidade de compreensão do contexto histórico e análise crítica sobre os fatos no Exame. “É como se os alunos tivessem que interagir diretamente com os acontecimentos históricos”, explica.

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No século XVIII, o Brasil, ainda colônia de Portugal, tinha uma forte economia voltada a atividade de mineração. Na região de Vila Rica, hoje Ouro Preto (MG), a extração de ouro estava em alta. Mas a cobrança excessiva de impostos sobre a extração de ouro mobilizou a sociedade brasileira para se oporem contra o Sistema Colonial Português que obrigava o pagamento. “Um outro fator que explica isso era as pessoas importantes daquelas áreas não exerceram cargos importantes na administração política da província”, pontua o professor.

O grupo de inconfidentes era motivado pelos ideais liberais e busca pela autonomia política, econômica e administrativa. A nível de compreensão no contexto histórico mundial, principalmente na Europa, é preciso destacar a importância do momento para a influência no Brasil. “No fim do século XVIIl, a Europa vivia a plenitude das Revoluções Burguesas, muito presente na França, bem como a luta contra o Estado Absolutista e o desejo da criação de governos liberais e representativos. Tal processo culminou na acentuação das oposições à colonização das Américas, no caso de Tiradentes, a ideia de ensejar a Independência do Brasil”, pontua Wilson.

Mediante a essa luta, a figura de Tiradentes, conhecido com um "faz tudo" da época, um profissional geral, que implicava numa condição de vida difícil, financeiramente e com influência inferior propiciaram, segundo o professor, a sua morte - sendo o único participante da insurreição que condenado. A ação foi uma resposta de Portugal para tentar driblar o movimento que buscava a libertação do Brasil.

Perfil de Tiradentes

Mesmo com a ideia de “faz tudo”, o nome Tiradentes é associado à figura de dentista, mas, de fato, ele assumia outras profissões. Toda a cultura em volta de sua figura reforça a ideia de herói, mártir e ícone de nossa história. O professor destaca as interpretações variam de acordo com a situação e contexto incluído. “Há atribuições ligadas à inocência, sem reconhecer os riscos que corria. Já outros pontuaram seu lado ganancioso, só visando interesses próprios, mas que acabou perdendo a vida por ser financeiramente desfavorecidas”, diz o professor.

“Dependendo do contexto histórico, ele poder ser um grande herói, como foi justamente no início do Império brasileiro, pois ele foi usado pelo governo para forjar um personagem heróico, bravio e nacionalista. Já no início da República, ele pode ser analisado de forma muito diferente, por continuar associado a um governo Imperial, o que era um absurdo para aqueles que defendiam a república”, ressalta Wilson.

Vale ressaltar que o Tiradentes não lutou pela Independência do Brasil, mas sim pela melhoria de algumas condições no eixo minerador, e não em relação ao Brasil como um todo, muito menos as regiões Norte e Nordeste, como pontua o professor.

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De cocar exuberante e rosto pintado, o guerreiro Thafkhêa aparece como online no whatsapp. Poucos minutos após o convite da reportagem, a jovem liderança Fulni-Ô, de apenas 29 anos, se dispõe a ceder entrevista sobre a realidade dos povos indígenas brasileiros neste 19 de abril, instituído pelo Governo Vargas como o “Dia do Índio”. Em “mês de caçada”, como os guerreiros da tribo chamam abril, período em que saem para divulgar sua cultura e seus costumes em escolas de todo o país, Thafhkêa nos recebe entre as atividades da “Semana dos Povos Indígenas”. O evento é promovido por ele, em conjunto com outros seis guerreiros Fulni-ô e pelo Espaço Ciência, museu interativo de ciências de Pernambuco, em Olinda. Eles palestram, dançam e cantam para as caravanas de estudantes visitantes.

“Esse é Thafkhêa, um guerreiro Fulni-Ô. Ele vai falar um pouco sobre os costumes do povo dele para a gente”, apresenta uma professora empolgada. As crianças, espalhadas pela recepção do museu, ouvem atônitas às imponentes palavras de Thafkhêa, que carrega um sotaque arrastado, cheio de erres fortes, ao se comunicar em português. “Nosso povo preservou seu idioma, mas as escolas da aldeia também nos ensinam o português”, explica. Para Thafkhêa, alguns dos principais papéis do índio na contemporaneidade são levar conhecimento e educação ambiental aos outros povos. “Sem natureza, não existe humanidade. A gente tenta fortalecer esses pequenos guerreiros, que vivem na selva de pedra, com outra visão da terra”, comenta o Fulni-Ô, que se mostra bastante incomodado com a poluição do canal da avenida Agamenon Magalhães. “Muito bonito, mas muito sujo. Mesmo com toda essa sujeira, é importante para todos os seres humanos”, completa.

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"A gente usa essa tecnologia para nosso fortalecimento", diz Thafkhêa sobre redes sociais. (Marília Parente/LeiaJá Imagens)

Ativo nas redes sociais, Thafkhêa publica constantemente em seu instagram divulgações de suas palestras, registros de familiares e do artesanato Fulni-Ô, que, segundo ele, é a maior meio de sobrevivência da tribo. “A gente usa essa tecnologia para nosso fortalecimento, para nos manifestarmos numa rede social e divulgar nossa cultura. Por que os brancos podem evoluir e nós não? Só que a gente evolui mantendo nossa essência, nossa cultura viva”, afirma. Para o guerreiro, ainda existe forte influência de estereótipos do índio na televisão e na grande imprensa, que formam a opinião do país a respeito dos povos indígenas. “Eles mostram muitos mitos, nossa realidade é diferente. Muitas pessoas da aldeia são médicos, advogados e enfermeiros. Temos carros, usamos roupas e telefones. Mas não esquecemos do principal, que é: quem eu sou? Sou um índio fulni-ô”, coloca. 


Thafkhêa e guerreiros Fulni-ô recebem crianças no Espaço Ciência. (Paulo Uchôa/LeiaJá Imagens)

De acordo com relatório da ONG Front Line Defenders de 2017, Brasil e Colômbia são os países que mais matam ativistas nas Américas. Na época da publicação dos resultados, o Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras dos Ativistas garantiu que, das 58 mortes registradas, a maioria era composta por pessoas envolvidas com questões ligadas ao meio ambiente e às disputas de terras, como indígenas e trabalhadores rurais sem terra. O guerreiro Thafkhêa concorda com a afirmativa de que a maioria da população brasileira ainda não empatiza com as vidas indígenas. “Esse preconceito, digo logo assim, é algo que não existe para nós. Se você tem preconceito comigo por eu ser índio, vou rir de você, porque você tem preconceito consigo mesmo. Todo brasileiro tem um pouco de sangue indígena. Se você tem preconceito com isso, você ignora sua linhagem, seus próprios ancestrais”, conclui.

Thafkhêa fala sobre o índio contemporâneo, Governo Temer e luta pelas demarcações:

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Entre os dias 10 e 12 de maio, Pernambuco será palco de grandes discussões do universo do Direito. Isso porque, neste período, a UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau realizará o III Congresso Brasileiro de Processo Civil e Constitucional, no Centro de Convenções (Cecon-PE) do estado. A programação estará repleta de palestras, talk shows, conferências e painéis para debater o tema central “Os desafios da Ordem Constitucional: Democracia, Protagonismo e Efetividade”.

Para enriquecer o conhecimento dos participantes, o evento reunirá entre os palestrantes sete ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ): Moura Ribeiro, Paulo de Tarso Sanseverino, Joel Ilan Paciornik, Marco Buzzi, Ribeiro Dantas, Gurgel de Faria e Reynaldo Soares. Na ocasião, os magistrados apresentarão dois painéis que tratarão de temas constitucionais, de Direitos fundamentais e relacionados ao acesso à Justiça.

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De acordo com o reitor da UNINASSAU, Janguiê Diniz, o Congresso será uma excelente oportunidade para estudantes e profissionais de Direito se atualizarem a respeito dos conteúdos mais importantes que vem sendo discutidos no cenário jurídico do Brasil. “O momento político e social que o país está vivenciando, bem como a atuação de grandes juristas, permite que sejam abertas amplas conversas sobre o assunto. Escolhemos minuciosamente cada um dos convidados e as temáticas abordadas para que seja possível contribuir de forma brilhante com a formação dos congressistas”, reforça.

Ainda somam ao time de palestrantes nomes como José Luis Bolzan, Luiz Alberto David, Fernando Facury Scaff, Marcelo Novelino, Georges Abboud, Herval Sampaio Júnior, Anderson Furlan, entre outros. O evento promoverá, também, o Encontro da Nova Escola Jurídica do Recife, que levantará debates sobre temas que estão sendo destaque na área, a exemplo de a “Colegialidade e as cortes de superposição” e “Quais os maiores desafios para a concretização das normas do novo CPC?”, e permitirá que os participantes enviem artigos para serem apresentados. Confira a programação completa aqui.

Segundo a coordenadora do curso de Direito na UNINASSAU, Maria Amélia Calado, o evento é de grande utilidade para os profissionais e estudantes da área. "É uma excelente oportunidade para os discentes, bem como profissionais do campo jurídico, enriquecerem e atualizarem seus conhecimentos, participando na condição de ouvintes ou expositores de trabalhos científicos em evento de destaque no cenário do judiciário nacional", pontuou.

As inscrições para participar do III Congresso Brasileiro de Processo Civil e Constitucional já estão abertas. Os interessados podem realizá-las no site.

SERVIÇO

III Congresso Brasileiro de Processo Civil e Constitucional

Data: 10 a 12 de maio

Local: Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon-PE) | Avenida Professor Andrade Bezerra, S/N, Salgadinho, Olinda

Inscrições

*Da Assessoria

Criado em 1943, pelo presidente Getúlio Vargas, o Dia do Índio é comemorado anualmente no dia 19 de abril. Com a proposta de discutir temas sobre à valorização da cultura indígena e promover reflexões acerca dos valores culturais desse povo, a data foi proposta durante Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México, em 1940.

Desde o reconhecimento da data em nível nacional, várias discussões foram levantadas durante esse período sobre as questões indígenas. Debatido em sala de aulas, como conteúdo programático na disciplina de história, o povo indígena é assunto de questões de vestibular e principalmente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

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Situações em torno da problemática histórica vivenciada pelos povos indígenas intensificam as discussões nos exames. "A figura dos índios vem sendo apresentada nas provas com pontos relacionados ao termo indígena, características das civilizações americanas da época de colonização, questões de reconhecimento de terra e direitos", pontua Michel Chaves, professor de história. Os conteúdos podem exigir atenção do participante não só em questões de humanidades, mas, também, em uma possível proposta de redação, como destaca o professor.

Na chegada de Pedro Álvares Cabral ao litoral brasileiro, em 1500, estima-se que existiam em torno de 5 milhões de habitantes nativos. Os chamados "índios" - termo dado pelos europeus em referência à Índia - foi designado a todos nativos, sem restrições, por apresentarem características físicas semelhantes. Tal decisão levanta o debate sobre a utilização desse termo. “É até um pouco polêmica essa definição, tendo em vista que nem todos ali eram iguais, mas, também apresentavam muitas diferenças entre cada etnia. A aplicação do termo se deu para um todo sem levar em consideração alguns pontos culturais", pontua o professor. Os europeus tinham interesses apenas econômicos e de expansão política. Eles ignoraram esses fatores importantes na definição da cultura de cada etnia.

Na época, estima-se que eram faladas cerca de 1.300 línguas indígenas diferentes. Com tanta efervescência cultural, o professor explica a necessidade de compreender a diferenciação entre povos, para não cometer erros na resolução das questões. "É muito comum cobrar pontos referentes às diferenças nas civilizações americanas, como os astecas, maias, incas e os tupis - esse último com presença no Brasil, sendo classificado com diversas etnias -", alerta. O estudante, por sua vez, deve ficar atento às características de cada um deles.

Durante o processo de colonização das terras brasileiras, os índios tupi foram personagens influentes na extração do pau-brasil para venda em comércio exterior. Abordando a escravidão como ponto chave, Michel retoma outro ponto recorrente no Exame: o extermínio dos indígenas. “Esse processo pode ser observado em três pontos: conflito armado, doenças e escravidão. Esses pontos podem propiciar uma diminuição no número de indígenas”, explica.

O Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contabilizou o número total de 800 mil índios autodeclarados em território nacional. Ainda de acordo com os dados, apenas 57% das terras indígenas foram reconhecidas. A criação de reservas contribuem para a manutenção da cultura do povo indígena. “O estudante deve estar atento. Esse tipo de afirmação pode contribuir nos assuntos de concentração fundiária e esbarra na contenção do avanço do agronegócio”, explica o professor.

Mesmo com algumas preocupações para o reconhecimento da cultura e terra indígena, vale ressaltar momentos importantes na história. “No século XVIII, com a abolição da escravidão indígena, começaram alguns avanços. Podemos pontuar o reconhecimento do índio no direito à cidadania, devidamente referenciado com a Constituição de 88. Anos depois, em 1910, surgiram movimentos de proteção”, pontua o professor. Esses assuntos podem ser cobrado em questões do Enem, no que se refere ao contexto.

Na atualidade, os desafios do Estado para o garantir da preservação indígena também podem ser um assunto a ser observado. O professor destaca que questões ligadas à presença dos povos indígenas estão se modificando. Um exemplo disso é a participação dos índios na política. 

Por Luana Menezes

A leitura é um universo. Dar à criança a chave que abre a porta desse universo é motiva - lá a ser informada, independente e escritora da própria história. Nesse 18 de abril,  Dia Nacional do Livro Infantil, é importante lembrar que a leitura impulsiona o desenvolvimento, apura o senso crítico, é caminho para o conhecimento e também desenvolve afeto.   

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A data foi instituída pela Lei 10.402/02, em 1922, em homenagem ao escritor Monteiro Lobato, conhecido por obras que marcaram a literatura infantojuvenil brasileira. Com histórias que envolviam fatos do dia a dia infantil e fantasias do mundo imaginário das crianças, como o Sítio do Pica-pau amarelo. O hábito de leitura nessa fase gera benefícios para o desenvolvimento intelectual e emocional da criança. Ler melhora a comunicação, auxilia na construção de ideias e opiniões, enriquece vocabulário e adquirir cultura. Porém o contrário também acontece, quando a criança não é estimulada a ler, ela pode se tornar uma pessoa tímida, bloqueada mentalmente.  

Segundo a pedagoga Luna Moraism, normalmente as crianças aprendem a ler em torno dos seis anos, mas existe casos de crianças que começam a ler a partir dos quatro e cinco anos. " Isso acontece quando elas estão inseridas num contexto familiar onde os pais leem e incentivam a leitura. O ambiente favorece no estímulo a leitura, , completou a pedagoga. Ao entrar em contato com a leitura desde pequena, a criança mergulha no universo encantado e desenvolve rapidamente o desejo pela leitura. Isso ajuda no desempenho escolar e moral.  

A pedagoga explicou que há dois tipos de leitura: "ler por ler" e "ler e interpretar". A primeira é quando acontece apenas decodificação para o indivíduo. Já o segundo tipo traz um significado para o indivíduo como ele compreende a mensagem que foi transmitida.  

Na escola 

O maior desafio da escola nos dias atuais é conciliar as novas tecnologias (smartphones, tablets, internet) com a educação. A coordenadora e professora Suelini Barreto, do Colégio Carrossel Prisma, em João Pessoa, na Paraíba, diz que as crianças preferem a tela do celular ao invés do livro. E que isso tem atrapalhado na sala de aula. " Eles têm dificuldade em prestar atenção na aula. O celular principalmente afeta a concentração deles",  enfatizou Suelini. 

O incentivo a leitura é um trabalho conjunto entre escola e casa. Nas escolas, com rodas de conversa sobre o livro preferido entre eles, uma maneira nova de contar uma história, atividades lúdicas.  

Dicas de como incentivar a leitura nas crianças  

-Assistir a filmes originados de livros e motivar a comparação entre livro e filme; 

-Mesmo a criança não sabendo ler, deixa-la ter contato com objeto. Permitir que ela manuseei o livro;

-Procurar livros sobre assuntos que causam interesse nelas; 

-Ter um momento no dia resevado para a leitura.

Uma cartilha distribuída pela Prefeitura de São José dos Campos, interior de São Paulo, a alunos de uma escola municipal está no centro de uma polêmica. O material compara crianças gordas a um botijão de gás e muitos pais o consideraram preconceituoso e agressivo.

‘A Fantástica Mágica dos Alimentos - informações para uma alimentação saudável’ foi dado a crianças do 4º ano, do Ensino Fundamental, da Escola Maria Melo, e fazia parte de um projeto interdisciplinar sobre saúde e combate ao sedentarismo. Na história em quadrinhos, a personagem Alice sonha que está no mundo cheio de doces e acaba não resistindo às guloseimas. Ao se olhar no espelho, ela percebe que ganhou peso e, ao tentar fugir do lugar, Alice se questiona se passará pela porta.

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A compra da cartilha começou a ser investigada pelo Ministério Público do município paulista. Além disso, o promotor da Vara da Infância, Fausto Junqueira ressaltou que investigará se o material passou por uma avaliação técnica e que profissionais a fizeram. Ao todo, foram gastos R$ 60 mil com os exemplares produzidos pela Editora Amigos da Natureza. Em entrevista ao G1, o dono da editora, Alexandre Carlos, comentou que a obra foi mal interpretada e que o objetivo foi "entrar no imaginário da criança".

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O Projeto de robótica "Smart Genius", promovido pelo Plaza Shopping em parceria com a empresa Divertec Educacional, acontece nos dias 21, 22, 28 e 29 de abril no piso L4 do shopping. Voltado para o desenvolvimento da aprendizagem de crianças e adolescentes, de 6 a 14 anos, o evento inclue na programação oficinas de robótica, música e arte. 

As atividades acontecem das 12h às 13h, para escolas estaduais e filhos dos funcionários do shopping, e das 13h às 20h30 para o público em geral. Com 60 vagas por hora, os interessados devem agendar a participação previamente na entrada do evento. Os ingressos variam entre R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira) e estarão à venda no local do evento. O Plaza Shopping fica localizado na rua Dr. João Santos Filho, 255 - Casa Forte, Recife.

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A proposta das escolas particulares de rever parte dos direitos adquiridos pela categoria, com a reforma trabalhista, vem afetando a rotina dos estabelecimentos de ensino em São Paulo.

A convenção coletiva que estabelece cláusulas específicas, como recesso escolar e bolsa de estudo para filhos, por exemplo, não foi renovada em março. Sem um acordo, a definição sobre manter ou não os direitos está sendo feita caso a caso pelos colégios.

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De um lado, escolas maiores e com mensalidades mais altas - como Bandeirantes, Santi, São Luís, Oswald de Andrade - informaram seus professores que vão manter as cláusulas da convenção antiga. De outro, colégios com menos alunos dizem que continuar concedendo os direitos atuais compromete sua saúde financeira.

Justiça

O impasse fez o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP) recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que toda a categoria mantenha os mesmos direitos. Especialistas dizem que a falta de padronização das condições pode ampliar as diferenças de qualidade do ensino dentro da rede privada.

Dentre as alterações propostas pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp) estão, por exemplo, a redução da bolsa de estudos de dois para um filho de professor e limitada àqueles que têm carga horária semanal de ao menos 10 horas; reduzir o recesso escolar do fim de ano de 30 para 20 dias e aumentar o tempo de contratação de 22 para 60 meses para ter direito à garantia de semestralidade (que estabelece o pagamento dos salários restantes em caso de demissão sem justa causa antes do fim do semestre).

Mauro Aguiar, diretor do colégio Bandeirantes, na zona sul da capital, diz que já informou os docentes sobre a manutenção dos principais pontos da convenção. "Não temos nem o limite de dois filhos por professor. Sempre tivemos como visão que a bolsa faz parte da remuneração e é um atrativo para bons profissionais."

No Santi, também na zona sul, os direitos foram preservados para este ano. No entanto, Fernando Cury, diretor administrativo, diz que alguns pontos podem ser negociados nos próximos anos. Segundo ele, as escolas têm poucos dias disponíveis para as formações continuadas, já que 200 dias do ano são necessariamente para atividades com os alunos.

Luiz Antonio Barbagli, presidente do Sinpro-SP, avalia que as decisões individuais enfraquecem as conquistas adquiridas. "O que era um direito se torna um privilégio", diz. Sérgio Firpo, professor do Insper e especialista em Economia da Educação, diz que a mudança nos direitos aumenta as discrepâncias dentro da rede privada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A esposa do coronel João Batista que é um grande amigo de Michel Temer, pagou em dinheiro vivo despesas de reforma na casa de uma das filhas do presidente. Esse relato foi feito por um dos fornecedores da obra ao jornal Folha de São Paulo. De acordo com as informações da Polícia Federal que investiga a obra no imóvel da psicóloga Maristela Temer sob a suspeita de que tenha sido bancada com propinas da JBS. Na verdade, isso já não é mais novidade e o que todos esperam que o presidente investigado seja de fato punido. Por conta do foro privilegiado Temer escapa todo tempo de tudo, mas um dia o foro acaba e no caso de Temer no final deste ano. Lembremos aqui que o coronel foi preso por três dias no fim de março e a esposa, intimada a depor. Os dois ficaram em silêncio diante dos investigadores, lógico seguindo orientações dos advogados. Como diz o ditado popular, de grão e grão a galinha enche o papo, a polícia vai colhendo a cada dia peças e mais dia menos dia Temer vai cair em desgraça se é que já não está nela.

Sancionada lei que cria a Universidade Federal do Agreste

A Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE), uma reivindicação de pelo menos 16 anos da população da região, tornou-se realidade: o presidente Michel Temer sancionou, nesta quarta-feira (11), em solenidade no Palácio do Planalto, emenda do senador Armando Monteiro (PTB-PE) a projeto de lei criando a UFAPE, com sede em Garanhuns. “É um velho sonho que se concretiza”, assinalou Armando em rápido pronunciamento na cerimônia de sanção.

Mais educação e de graça

"Com a UFAPE, não só democratizamos o maior acesso à educação universitária, como estaremos formando quadros voltados para as demandas específicas da região”, comemorou. Lembrou que em Pernambuco há universidades que atendem a Região Metropolitana do Recife, a Zona da Mata e o sertão, mas faltava uma instituição para o agreste.

Estrutura

A nova universidade, cuja implantação está orçada em R$ 121 milhões, resultará do desmembramento do campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) em Garanhuns.

Votos de aplauso de Armando

Para o senador petebista, a UFAPE será “um ativo estratégico no desenvolvimento de Pernambuco”. O prefeito de Garanhuns, Izaías Regis (PTB), viu na iniciativa de Armando a realização de uma antiga aspiração do município, levada por ele em 2002 como deputado estadual ao então presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva, quando visitou a terra natal pela primeira vez após sua eleição. 

Mendonça Filho em sintonia com Armando

A criação da UFAPE resultou de parecer de Armando Monteiro a projeto de lei originário da Câmara dos Deputados implantando a Universidade Federal do Delta do Parnaíba, no Piauí, cuja instalação também foi sancionada por Temer nesta quarta-feira. Ele destacou a contribuição ao projeto da UFAPE do então ministro da Educação, Mendonça Filho. “O ministro sempre foi sensível à iniciativa”, completou.

Geração de empregos

A emenda de Armando Monteiro determina que os alunos do campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco passam a integrar automaticamente a UFAPE.  A lei cria os cargos de reitor e vice-reitor e até 600 cargos de professor na nova universidade federal, além de cargos administrativos.

Grande notícia

O campus da Universidade Federal Rural em Garanhuns, que será transformado na Universidade Federal do Agreste, oferece atualmente os cursos de veterinária, agronomia, ciência da computação, zootecnia, engenharia de alimentos e licenciatura em letras e em pedagogia.

Deputado Álvaro Porto denuncia desvalorização do corpo técnico e desmonte do IPA

A situação de desmonte do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), evidenciada com a negativa do governo estadual em conceder aos servidores do órgão reajuste salarial após quatro anos de congelamento, foi denunciada pelo deputado estadual Álvaro Porto (PTB) na tarde desta quarta-feira (11.04) na Assembleia Legislativa. Em discurso, Porto destacou que a defasagem salarial é gritante diante de uma inflação acumulada de 25% no período.

Críticas duras

O deputado disse que, enquanto os salários estão congelados, planos de saúde, por exemplo, tiveram aumentos sucessivos, chegando, em um ano, a mais de 100% do valor inicial. “Muitos funcionários foram obrigados a desligar seus filhos, parentes e eles próprios desses planos, por falta de condições de pagar”, afirmou. “Na mesma tônica das perdas, o vale-alimentação, o auxílio de interiorização e auxílio-creche e educação estão também defasados”, completou.

Dinheiro jogado fora

Segundo Porto, eles denunciaram ainda que, depois de investir R$ 1 milhão na estação de Arcoverde, equipando o laboratório para pesquisa com embriões e sêmen, o governo simplesmente deixou a unidade sem funcionar. No discurso, Porto lembrou que ele próprio já denunciara, há um ano, a situação de abandono do IPA de Garanhuns, após visita da bancada de oposição àquele município. “Escritórios estavam sem funcionar por falta de pagamento de aluguel ou por causa de cortes de energia em decorrência de débitos do Estado com a Celpe. Encontramos parados mais de dez carros que deveriam ser usados para o deslocamento de técnicos para propriedades rurais. Estavam lá virando sucata”.

Sucateamento e dinheiro perdido

O deputado disse que o mesmo foi constatado com inúmeras máquinas agrícolas que tinham sido repassadas ao estado pelo governo federal para municípios do Agreste.  "Estavam servindo de depósito de pó. Tudo isso foi registrado em fotos e filmes veiculados nas redes sociais, com apelo para que o governo do estado cumprisse o seu papel. Um ano depois, vimos que a situação de descaso só cresceu”.

Oposição não alivia contra Paulo Câmara

Um dos principais suportes do Sistema Único de Saúde em Pernambuco, o Hospital Agamenon Magalhães (HAM) tem sofrido com o abandono da gestão Paulo Câmara.  A falta de enfermeiros, superlotação na maternidade e insuficiência de leitos para alocar pacientes da emergência são alguns dos problemas enfrentados pela unidade de saúde. 

Deputado Silvio Costa Filho eleva tom

Para o líder da Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Silvio Costa Filho (PRB), o problema na unidade de saúde mostra a falta de compromisso do governador Paulo Câmara com a saúde do Estado. “O governo Paulo Câmara tem prometido obras, mas tem esquecido de manter o que já tem. Essa situação do Agamenon Magalhães é um retrato do que acontece em todo o Estado, do Litoral ao Sertão, em unidades como o Belarmino Correia, em Goiana, o Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, o Dom Moura, em Garanhuns, ou o Dom Malan, em Petrolina”, comparou.

A fala de Silvio

 “É importante que o Estado dê mais atenção aos serviços prestados à população. É preciso gastar menos com a manutenção da máquina, publicidade e consultoria e mais com saúde, educação e segurança, que são as áreas onde o povo pernambucano vem se sentindo abandonado”, reforçou. O parlamentar irá solicitar ao governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, informações sobre a situação da unidade, bem como os investimentos que deveriam ser feitos nos últimos anos.

Vereador Rinaldo Junior cobra da prefeitura do Recife ações de saúde

O vereador Rinaldo Junior subiu a tribuna da Câmara Municipal do Recife, nesta terça-feira (10/04), para informar que o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), órgão ao qual fez uma denúncia em outubro do ano passado, vai investigar o atraso na entrega da UPA-E do Ibura. A obra deveria ter sido iniciada no segundo semestre de 2013 conforme anúncio da Prefeitura do Recife (PCR), mas até o momento o terreno de 4.462 m² localizado na Avenida Dois Rios, está apenas com as fundações. E mais, segundo o contrato 65/2014, a UPA-E deveria ter sido concluída em abril de 2015.

Detalhamento do problema

O serviço da fundação, inclusive, já foi pago a empresa Jacil Empreendimentos LTDA, que recebeu o montante de R$ 3,6 milhões conforme constado pelo parlamentar no Portal da Transparência. Em virtude da demora e respostas vagas por parte da PCR, o vereador Rinaldo Junior acionou a Promotoria do Patrimônio Público do MPPE, que recebeu como resposta da PCR que foram gastos R$ 3,6 milhões na fundação. “A obra está paralisada há anos e o dinheiro empregado foi jogado fora. Fomos informados pela promotora que MPPE oficiou o Tribunal de Contas a fim de apurar a execução dessa obra, ” informou o vereador Rinaldo Junior.

Em busca de respostas

Sem resposta ao pedido de informação feito há sete meses sobre os recursos investidos e pagos na obra, o vereador ressaltou que a resposta enviada pela PCR é vaga e não responde aos seus questionamentos. “Na resposta enviada ao nosso gabinete a prefeitura afirmava que não foram R$ 3,6 milhões colocados na fundação da UPA-E e sim R$ 1 milhão, mas pude verificar que a obra em questão teve aditivos”, disse ao informar que a obra teve três aditivos.

Gilmar Mendes o falastrão

O ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal voltou a fazer críticas ao Ministério Público Federal e aos juízes federais Sérgio Moro e Bretas responsáveis, respectivamente, pelos processos da lava jato em Curitiba e Rio de Janeiro.

Fala muito

Na sessão do STF que analisa um habeas corpus do ex-ministro Palocci preso desde setembro de 2016 na Lava Jato, o ministro citou o que classifica como “arbítrio” de Moro e Bretas e atacou as prisões preventivas determinadas pelo magistrado paranaense.

O que disse o Doutor Gilmar?

“Na verdade, nós transformamos as prisões provisórias do doutor Moro em prisões definitivas. Esse é o resultado nesses casos. Então é melhor suprimir a Constituição. Já que tem o código penal de Curitiba, que se crie a Constituição de Curitiba. É isso que nós estamos fazendo. As prisões provisórias, as prisões cautelares, elas ganham caráter de definitividade. Por que se trata de decisões bem elaboradas? Esse sujeito fala com Deus? Do que nós estamos falando? Ou nós estamos fazendo populismo judicial?”.

A Prefeitura de Parnaíba, no Piauí, abriu inscrições, nesta segunda-feira (9), para processo seletivo que visa a contratação de 332 professores. Os interessados devem realizar a inscrição através do site.

Com vagas abertas para as áreas de artes, ciências, inglês, história, educação física e anos iniciais da educação básica, os candidatos devem ter a formação mínima, de acordo com critérios listados no edital, para cada função.

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O processo seletivo conta com realização de prova objetiva, de caráter classificatório, com aplicação prevista para o dia 27 de maio. O conteúdo programático inclui questões de língua portuguesa, informática e conhecimentos pedagógicos para todos os cargos, e conteúdo específico de acordo com a função.

Os selecionados receberão o vencimento básico de R$ 954, pelo cumprimento de 20h semanais. As inscrições seguem até o dia 30 de abril. Para validar o procedimento, os interessados devem efetuar o pagamento da taxa de R$ 60. O resultado final da prova objetiva será divulgado no dia 2 de setembro.

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Eles não pensam em seguir carreira acadêmica, mas consideram Filosofia uma das disciplinas mais importantes que tiveram na escola. Monique Murer, de 17 anos, e Pedro Lucas de Oliveira, de 18, vão representar o Brasil neste ano na 26ª Olimpíada Internacional de Filosofia, em Montenegro, na Europa.

Alunos do 3.º ano da Escola Móbile, na zona sul de São Paulo, os adolescentes dizem que a disciplina deu a possibilidade de refletir sobre situações cotidianas e desenvolver um olhar mais crítico - e mesmo empático.

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"Nas aulas de Filosofia, nós sempre debatíamos e fazíamos um paralelo da teoria com o que está acontecendo atualmente. Isso ajudou a mudar minha compreensão de mundo. Consigo me colocar mais no lugar do outro, lidar com opiniões diferentes da minha e esse aprendizado é importante para qualquer profissão que for seguir", afirma Pedro Lucas, que pretende cursar Psicologia.

O processo seletivo para a competição internacional consiste em escrever um ensaio filosófico a partir da escolha de um dos quatro fragmentos de textos de grandes filósofos. Pedro Lucas discorreu sobre questões político-sociais e Monique, sobre feminismo.

"Sempre fui apaixonada pelas ideias feministas e, nas aulas, a gente acabava abordando e debatendo o tema, o que me fez enxergar de outra forma, entender melhor e gostar ainda mais", diz a estudante, interessada na graduação de Relações Internacionais.

Em alta

Em um momento em que a Filosofia perdeu espaço na grade curricular do ensino médio como uma disciplina obrigatória - o texto da reforma não coloca Filosofia e Sociologia como disciplinas específicas, mas como "estudos e práticas" -, o interesse dos adolescentes parece ir na contramão da proposta do governo. Canais no YouTube que abordam a área chegam a ter mais de 100 mil seguidores, como o Alimente o Cérebro, em que um dos vídeos mais assistidos trata da "filosofia dos buracos negros".

Badalada na Netflix, a série Merlí também mostra como a Filosofia pode ser apaixonante para adolescentes. A história conta a trajetória de um professor do ensino médio em uma escola catalã. No programa, o ensino da disciplina não se resume a uma série chata de conceitos, mas é considerado uma janela para a descoberta de um mundo do pensamento.

O professor Merlí Bergeron propõe como tarefa que seus alunos aprendam a pensar por si mesmos. O diretor da série Héctor Lozano já disse em entrevistas que a Filosofia não é um saber "distante e inútil", mas pode ser usado como ferramenta para enfrentar desafios do cotidiano. Cada capítulo da série tem por título uma escola ou pensador da filosofia.

"É uma disciplina fundamental na escola, principalmente para adolescentes, que estão em um momento de questionar, de construir a própria identidade. A Filosofia provoca e isso é muito importante nessa idade", afirma Felipe Corazza, professor do Móbile. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Que tal ir para a escola e estudar física quântica, cosmologia, crítica teatral e biotecnologia? Em São Paulo, colégios particulares estão oferecendo até 78 disciplinas eletivas para os alunos do ensino médio só neste ano. Alguns programas têm mais de uma década, mas com a reforma aprovada pelo governo federal o formato vem mudando, ampliando a oferta ou aprofundando o conteúdo.

A reforma do ensino médio prevê que o aluno tenha 40% da carga horária reservada a disciplinas optativas. Os alunos poderão escolher percursos formativos em uma área (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza ou Ciências Humanas) ou formações técnicas.

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No Colégio Bandeirantes, na zona sul da capital paulista, os alunos sempre tiveram a possibilidade de fazer atividades extracurriculares. Mas, neste ano, a escolha de pelo menos uma eletiva por semestre se tornou obrigatória a partir do 2.º ano. A cada seis meses, haverá escolha entre 20 opções, independentemente da área.

"Nossa preocupação era de que o aluno tivesse liberdade, que a primeira opção não o deixasse amarrado em uma área até o fim do ensino médio", diz a diretora pedagógica, Mayra Lora. Apesar de a mudança ter começado em 2018, a ideia surgiu há alguns anos, quando o colégio decidiu não separar mais os alunos por áreas (até 2016, eles escolhiam entre as turmas de Exatas, Humanas ou Biológicas). "Muitos optam por eletivas de áreas diferentes. Essa curiosidade faz parte da adolescência e é reforçada no mundo em que vivemos, onde recebem muita informação", afirma.

No Band, todas as eletivas são interdisciplinares. A matéria de biotecnologia, com 5 turmas e 200 alunos, é um exemplo. "Como montamos um curso bastante interdisciplinar e com aulas práticas, atraímos tanto os que têm interesse pela área da Saúde, quanto os que querem Engenharia", diz a professora Lucianne Aguiar.

Em uma das aulas, a proposta era encontrar solução para um problema: uma escola queria vacinar os alunos, mas enfrentava a resistência de uma família. "Eles debateram, simularam estar em um lado e no outro, encontraram argumentos para defender a posição. No fim, muitos imaginaram como seria ser um advogado ou um médico."

Liberdade

O amplo interesse dos adolescentes também fez o Colégio Dante Alighieri, na região central, mudar e ampliar o número de eletivas oferecidas. Neste ano, havia 78 opções disponíveis, como gastronomia italiana, física quântica, astronomia, mercado de ações. "Mais da metade dos alunos escolheu disciplinas de áreas diferentes, poucos se restringem a apenas um campo. Desde o planejamento, nossa ideia era permitir que os alunos explorassem, experimentassem. Não queríamos criar itinerários formativos que prendessem o jovem em uma única área", diz a coordenadora Sandra Tonidandel.

No Dante, o aluno também escolhe as optativas a cada semestre. Cada uma delas é avaliada pelos estudantes para que o colégio identifique a necessidade de mudanças na grade, conteúdo ou metodologia. "É mais trabalhoso oferecer novas opções a cada semestre, mas nossa intenção é que eles vivenciem novas áreas, aprendizados. Para só depois decidirem o que fazer na faculdade", diz Sandra.

A chance de diferentes vivências, antes de escolher a carreira, também foi o que motivou o Colégio Santa Maria, na zona sul, a ampliar o número de eletivas. Elas passaram de 4 para 13 - vão de geopolítica e relações internacionais a linguagem teatral ou condicionamento físico.

No 3.º ano do médio do Santa Maria, Paula King, de 16 anos, já fez eletivas de redação, xadrez, italiano e geopolítica. "Gosto muito do formato porque a cada seis meses aprendemos sobre um assunto novo, estamos em uma turma diferente, com outros professores. Cada semestre temos uma nova experiência." Apesar de gostar da mudança, ela diz que em alguns cursos sentiu vontade de aprofundar mais o estudo, como no aprendizado da língua italiana.

Para o diretor Silvio Freire, a flexibilidade da reforma do ensino médio é positiva por permitir a oferta de mais eletivas, já que a grade traz menos disciplinas obrigatórias. "O que não concordo é que o aluno tenha de escolher ao fim do 9.º ano qual itinerário formativo quer fazer nos próximos três anos. Aqui os alunos escolhem só para o próximo semestre. Porque ainda são novos, têm muitos interesses e curiosidades, que mudam de tempos em tempos." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os gêmeos Felipe e Mariana Bagni, de 17 anos, nunca tiveram uma aula de música na vida. Mas, em poucos meses, desenvolveram um robô capaz de ler partituras e tocar, na íntegra, o tema de Star Wars em um teclado. Para tanto, foram pesquisar na internet. Programar nem era tão difícil, já que a dupla adquiriu a habilidade ainda no ensino fundamental. Eles participam de um grupo seleto do Colégio Objetivo Integrado, na região central de São Paulo, que identifica, desde os anos iniciais, estudantes que tenham altas habilidades - também conhecida como superdotação.

Este tipo de ação de identificar e preparar alunos com altas habilidades ainda é uma rara exceção. Segundo avaliação de uma consultoria a pedido do Ministério da Educação (MEC), a qual o Estado teve acesso, o Brasil está muito longe de identificar quem são esses alunos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) citados no documento, a estimativa mais conservadora aponta que 5% da população brasileira - ou 10 milhões de pessoas - são superdotados. O porcentual já foi confirmado, na prática, por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (mais informações na página A20). O Censo Escolar, porém, registrava até 2016 só 15,9 mil pessoas com altas habilidades na educação básica - a maioria (15,7 mil) em classes comuns, ante 244 em exclusivas. O País tem 48,8 milhões de estudantes.

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Mesmo quando os identifica, diz o relatório, o País tem um "grave problema de infraestrutura" para atendê-los. Faltam professores preparados e há "estrutura inadequada quanto ao tamanho, ventilação e iluminação", além da "impossibilidade de atendimento e de oferta de cursos de capacitação no turno noturno".

A análise foi encomendada pelo MEC em 2017 para avaliar as ações em todo o País dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (Naah/S), equipamentos públicos sob responsabilidades dos Estados, com apoio financeiro do governo federal. A proposta era criar um cadastro nacional desses alunos, finalizado no início deste ano, bem como oferecer formações para professores e equipamentos para as atividades.

Diferentes legislações tratam do atendimento para esses estudantes. A mais recente delas é uma alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 2015, que inclui um artigo que obriga Estados, Distrito Federal e municípios a estabelecerem "diretrizes e procedimentos para identificação, cadastramento e atendimento, na educação básica e na superior, de alunos com altas habilidades ou superdotação".

Em São Paulo, por exemplo, uma resolução da Secretaria Estadual da Educação (SEE) prevê, desde 2012, "aprofundamento e/ou enriquecimento curricular" em horário de aula ou turno diverso, processo de "aceleração" dos estudos e também "possibilidade de matrícula em ano mais avançado". Apesar da determinação, no entanto, o estudo aponta que o mais comum é que os pais consigam avançar os estudos do filho apenas por meio de decisões judiciais.

Dificuldade. Na prática, a identificação, tanto na rede pública quanto na privada, ocorre quando um professor ou os pais desconfiam do comportamento do estudante e pedem uma avaliação. Foi o que ocorreu com o filho da pediatra Paula Sakae. "Ele aprendeu a ler com menos de 4 anos", conta. Aos 7 anos, o menino tinha atritos constantes com professores e colegas. "Cheguei a levá-lo a um psicólogo.

Foi só depois de diversas tentativas que a mãe encontrou, pela internet, a possibilidade de fazer um teste em uma entidade privada na zona sul da capital, a Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação. Após o diagnóstico, o menino passou a ter encontros semanais com outras crianças também identificadas como superdotadas, para desenvolver habilidades de concentração e trabalho em grupo. "Uma minoria das escolas tem interesse em atender. Infelizmente o Brasil joga seus talentos no lixo."

Especialista em educação em altas habilidades na Unesp, Vera Capellini conta que a área ainda é nova no Brasil, mas que a literatura aponta que a falta de atendimento adequado pode levar a processos de bullying e até depressão. "O aluno não vê sentido em ficar na escola. Se a criança tem uma habilidade acima da média e nunca ninguém a observou, é muito provável que ela estacione e nunca venha a contribuir de maneira significativa para a sociedade."

Para a presidente da Associação Paulista Para Altas Habilidade/Superdotação, Ada Toscanini, os colégios têm dificuldade de ligar com as exceções. "Escolas, em geral, têm em mente uma educação massiva, mas não entendem os extremos."

Em nota, a SEE diz que "foi pioneira na implementação da educação especial" e a cada ano amplia o atendimento. O governo afirma que há capacitação de docentes e salas de recursos especializados no contraturno, além de um serviço itinerante em que o professor especialista vai à unidade ajudar um aluno. Apesar das ações apontadas, a rede relata, hoje, só 649 estudantes identificados com altas habilidades. O Estado tem uma rede de 3,5 milhões de alunos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O evento "Study in Europe Road Show", promovido pelo serviço alemão de intercâmbio acadêmico (DAAD), Campus France e o Nuffic Neso Brazil, chega ao Recife no próximo dia 25 de abril, na Universidade Federal de Pernambuco. A entrada é gratuita e não é necessário realizar inscrição prévia.

Na feira, são oferecidas palestras sobre oportunidades de intercâmbio, cursos de férias, mestrado, doutorado e pós-doc em diferentes países. Os presentes ainda terão a oportunidade de conversar pessoalmente com representantes das agências oficiais e de universidades europeias.

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o evento acontecerá em oito cidades brasileiras, na programação: Belo Horizonte; Curitiba; Santo André; Rio de Janeiro; Salvador; Recife; Brasília; e Belém.

No Recife, a UFPE sedia a iniciativa no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CSSA), no dia 25 de abril, das 11h às 15h. A Instituição fica localizada na Av. dos Economistas, s/n - Cidade Universitária, Recife - PE.

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O Ministério da Educação suspendeu, nesta quinta-feira (5), a criação de cursos de medicina pelos próximos cinco anos e o aumento de vagas em graduações já existentes. A portaria foi assinada pelo ministro Mendonça Filho, durante reunião com o presidente interino Michel Temer, em Brasília.

Em entrevista ao site do MEC, o ministro ressaltou a importância da portaria, que promoverá uma preservação da qualidade do ensino superior e do profissional de saúde. “Isso é fundamental, tendo em vista, inclusive, a tradição da boa formação médica que o Brasil conquistou nos últimos anos e que precisa ser preservada. Nós teremos uma parada e, respeitando aquilo que vai ser planejado e deliberado por um grupo de trabalho, enxergaremos um horizonte para que a formação médica no Brasil passe por uma avaliação completa e uma adequação, tendo em vista a necessidade da população brasileira de um lado e o zelo pela formação médica do outro”, pontuou.

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A decisão também estabelece a criação de um grupo de trabalho, que orientará a formação médica. “É preciso considerar os avanços tecnológicos na área. Com o uso de novas tecnologias mais recentes, é preciso realinhar o campo da prática com o currículo que é dado nos cursos de medicina. Isso tudo precisa ser revisto, e o grupo de trabalho fará toda essa análise", explicou Henrique Sartori, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC.

O Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Pernambuco (UPE) divulgou o edital de seleção com 24 vagas para seu programa de mestrado profissional em educação no campus da Mata Norte. 

O programa tem 24 meses de duração e é composto por 15 docentes. São oferecidas duas linhas de pesquisa: formação e professores ou política e gestão educacional. Os candidatos serão selecionados através da análise do pré-projeto de pesquisa, prova dissertativa, defesa do projeto, análise curricular e prova de idiomas.

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As inscrições, que custam R$ 150, já estão abertas e devem ser feitas até o dia 4 de maio, pessoalmente, na Secretaria do Mestrado Profissional em Educação da Universidade de Pernambuco, Campus Mata Norte, no horário das 10h às 12h e das 14h às 17h, ou por SEDEX, em atenção às secretárias Carla França ou Josina Silva, enviando a documentação exigida pelo edital para a Rua Amaro Maltês de Farias, Nazaré da Mata - PE, 55800-000. 

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Já se tornou lugar comum ouvir o termo “brain drain” ou fuga de cérebros. Brain drain, fuga  de capital humano ou de cérebros  consiste na emigração de indivíduos detentores de alto grau de conhecimento   técnico ou  científico para países mais desenvolvidos, devido a  fatores como conflitos étnicos,  guerras,  riscos à saúde,   instabilidade política, mas,  principalmente,  como é o caso do Brasil, à instabilidade econômica com a consequente  carência  de investimentos em pesquisa nas áreas de  ciência e tecnologia, que, por via de consequência gera a falta de  oportunidades de  empregos  em nosso país.

Aquelas cabeças mais especializados em suas áreas do conhecimento humano, são atraídos para trabalhar em países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos e Europa, já que lá conseguem benefícios pessoais,  reconhecimento da carreira, e principalmente, tem  oportunidades de desenvolver pesquisas em ciência e tecnologias, e o mais importante,  facilidade de empregos  com remuneração adequada.

O termo foi criado pela Royal Society of London for the improvement of natural knowledge (Real Sociedade de Londres para o melhoramento do conhecimento natural), fundada em 1660, destinada a promoção do conhecimento científico.

É importante registrar que os EUA, mesmo tendo o maior número de cientistas em seu território, são o maior receptador dos melhores cérebros do mundo, visando desenvolver novas tecnologias de ponta para que possam ser patenteadas naquele país.  Não é à toa que a maioria das inovações tecnológicas tiveram origem naquele país, principalmente no Vale do Silício e Califórnia, embora tenham sido criadas por estrangeiros, principalmente de nacionalidades  indianas, árabes, europeus, latinos, inclusive brasileiros, residentes naquele país.

Se por um lado a emigração das cabeças pensantes para diversos países como os EUA trazem consequências financeiras benéficas para aquele país, já que aquelas cabeças ajudam o receptor a desenvolver novas tecnologias de ponta,  por outro lado, o país perdedor,  fica carente de  um grande potencial de inovações, que seriam desenvolvidas por seus cientistas  nacionais, o que  é extremamente nefasto e economicamente prejudicial ao país  perdedor. Que o diga o Brasil.

As fugas de cérebros são extremamente comuns entre os países mais pobres do planeta, e também entre as nações em desenvolvimento, como países africanos, ilhas do Caribe, países da América latina, além do Brasil, onde  existe carência de investimento em pesquisa da ciência e tecnologia, e por via de consequência as habilidades e competências não são  valorizadas e recompensadas monetariamente. Ilustrativamente, citamos um estudo realizado na América Latina, no ano 2000,  no qual revelou  que naquele ano a Argentina perdeu 2.9% dos seus profissionais, o Brasil 3.3%, o Chile 5.3%, o Equador 10.9%,  a Colômbia 11% e o México 14.3%.

Nesse sentido, o Brasil, que embora  para alguns não seja considerado um  grande perdedor de pesquisadores, segundo a CAPES e o CNPQ,  só  em  2015 quase 50 mil  cientistas saíram do Brasil para universidades estrangeiras, especialmente de setores da Medicina, Engenharia, Cinematografia e inclusive produção gráfica, haja vista que  certos fenômenos de bilheteria  hollywoodiana são frutos de pesquisadores brasileiros, a exemplo do filme Matrix, considerado uma revolução cinematográfica e o desenho  animado A Era do Gelo I e II.

Ampliando o quadro de considerações, frisamos que no atual estágio de sucateamento das entidades de pesquisa e universidades públicas brasileiras, o  famigerado programa Ciência Sem Fronteiras, que, a priori,  constitui-se num incentivo ao intercâmbio científico como estratégia  pública desenvolvimentista, por um lado é extremamente positivo para os pesquisadores, mas,  por outro, demonstra ser  dinheiro jogado fora, altamente nefasto para o país, pois abre os olhos dos cientistas para as condições mais favoráveis encontradas no estrangeiro, como, por exemplo, os laboratórios de alta tecnologia,  recebendo altos salários como contraprestação remuneratória, diferentemente das condições e dos salários que obteriam no Brasil.

Com efeito, cumpre elencar as causas secundárias e principais do brain drain no Brasil:

1) Causas secundárias:

1. 1) mão de obra acessória altamente desqualificada.  A qualidade da educação brasileira fica na 76ª posição entre 129 países de acordo com a Unesco, perdendo até para países africanos como Zâmbia e Senegal, além de estar abaixo de todos os países da América do Sul. As escolas são ruins, sem estruturas e equipamentos, professores mal preparados e mal pagos.  Isso repercute no ensino superior.  As Instituições  recebem os alunos mal preparados. A má qualidade do ensino no Brasil é fruto de um paradoxo, gasto altamente desproporcional. A maioria do orçamento do MEC vai para universidades públicas onde estudam cerca de um milhão de alunos,  e uma pequena parte do orçamento vai para as escolas de nível básico, onde estudam mais de 40 milhões de crianças e jovens. Gasta-se  muito com os universitários, que na maioria podem pagar (88% de Medicina, 80% Odonto, 50% Direito). Em média, 9 mil dólares ano, e pouco com alunos do ensino básico: aproximadamente mil dólares. Só resta aos  menos favorecidos ingressarem nas Instituições  públicas em carreiras de pouca procura. Ex. Pedagogia, Letras, ou trabalhar para pagar uma Instituição privada. Na sociedade digital, a baixa qualidade do ensino no Brasil  afeta o crescimento do PIB, haja vista que é uma ameaça a competitividade das empresas para competir na economia global e um obstáculo ao crescimento do país;

 

1.2) dentre todos os países, o Brasil é um dos mais corruptos do mundo. As verbas não chegam ao destino final.

1.3) um dos mais burocráticos países do mundo. Extremamente burocrático para conseguir equipamentos e insumos para pesquisa e até para criar qualquer empresa de pesquisa;

1.4) tem uma das maiores taxas de juros do planeta, logo, qualquer financiamento para realizar pesquisa em ciência e tecnologia encarece a  pesquisa, sobremaneira;

1.5) uma das maiores cargas tributárias do mundo. Paga-se imposto sobre tudo e um alto percentual ;

1.6) onde 50% dos empreendimentos vão a falência e são fechados em até 3 anos de atividades.

 

2) Causas principais

2.1) baixo  investimento em  inovação,  pesquisa da ciência  e do desenvolvimento tecnológico. Primeiramente, é importante asseverar que gastos com inovação e pesquisa da ciência e tecnologia não são gastos, são investimentos, pois ajudam o país a se desenvolver. O Brasil até antes do governo Temer investia cerca de 1% de seu PIB com ciência e tecnologia, o que já era muito baixo e insuficiente para o desenvolvimento do país. Basta compararmos com a União Europeia, que pretende destinar 3% do PIB para pesquisa e desenvolvimento até 2020. Nos EUA, até 2017, já se aplicava em torno de 2,7% do PIB e a China vem aumentando substancialmente os investimentos em inovação e pesquisa da ciência e da tecnologia. Aqui no Brasil, entretanto, em 2017, o orçamento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Comunicações (no governo Temer o Ministério das Comunicações foi incorporado ao de Ciências e Tecnologia) que  já era muito baixo, de 5,8 bilhões, foi diminuído para 3,2 bilhões, sendo  700 milhões destinados para Comunicações e 2,5 bilhões para Ciência e Tecnologia. Com o corte drástico interromperam-se pesquisas, programas e bolsas de pesquisas acelerando a fuga dos cientistas para outros países.  Isso tem repercutido de forma negativa no meio internacional além de deixar a comunidade científica brasileira extremamente preocupada. Se antes da redução do orçamento a situação já era ruim, agora está muito pior.   O resultado desse corte trará trágicas consequências para o desenvolvimento do país, infelizmente é o que veremos num futuro próximo. Nessa perspectiva, segundo Luiz Davidovich, em épocas de crise, os países devem aumentar o investimento em pesquisa, ciência, desenvolvimento e inovação tecnológica, já que constitui-se na “porta de saída da crise”, pois isso é o que tem feito diversos outros países há muito tempo. O corte no orçamento "vai penalizar o Brasil por décadas", constituindo-se numa “bomba de efeito retardado que estoura lá na frente”.

2.2) falta de conexão entre as universidades e o mercado de trabalho (indústrias e empresas em geral). No Brasil, poucas empresas têm parcerias com as universidades para produzir pesquisas. Podemos citar como exceção, dentre outras, a Petrobras que ganhou prêmios internacionais na exploração de petróleo em águas profundas, através de cooperação com várias universidades brasileiras, e a Embraer, que em cooperação com o departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, transformou-se na maior empresa de compressores do mundo. Aqui no Brasil não temos nenhuma universidade no “The Times Higher Education University 2015/2016”, prestigiosa publicação que elege as melhores instituições de ensino dedicadas à pesquisa ao redor do globo.

Arrematando, cumpre asseverar que para manter nossos pesquisadores em nosso país, trabalhando em inovação e pesquisa para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia é imprescindível a adoção de políticas que evitem que sejamos  um "doador de cérebros". E isso só é possível através de: 1) altos investimentos em inovação e pesquisa da ciência para o desenvolvimento científico e tecnológico, ou seja, se tornando um polo de inovações científicas e tecnológicas,  para que os pesquisadores tenham oportunidades de desenvolver suas pesquisas e possam ter carreiras iguais e  empregos bem remunerados;  2) maior conexão entre as universidades e o mercado de trabalho (indústrias). Ex. No Japão, os universitários de Engenharia, Informática, etc. São convocados pelas indústrias, no final do curso, para desenvolver ideias novas a serem postas no mercado. Muitas delas, de fato, foram como projetos de carros “futuristas” que são constantemente elaborados;  3) oferecer benefícios ou incentivos fiscais para as empresas privadas em caso de  inovação em novas tecnologias ou ideias que sejam desenvolvidas por seus funcionários.

A primeira edição do Escola em Foco acontece na próxima quarta-feira (4) no auditório 1 da UniFBV, no bairro do Ipsep, Zona Sul do Recife. O evento é direcionado a educadores de escolas públicas e privadas e discute diversas temáticas da educação.

Entre os temas propostos pela formação está o cyberbullying, a superexposição dos alunos nas redes sociais, as cláusulas abusivas e os contratos de trabalho dos professores frente à reforma trabalhista.

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Entre os convidados estão o Coordenador Acadêmico do Curso de Direito da UniFBV, Álvaro de Oliveira Azevedo Neto, Felipe Soares Torres e Daniela Madruga Rego Barros. As inscrições para o Escola em Foco são gratuitas e realizadas pela internet.

Serviço

Escola em Foco

Quarta (4)| 8h30

Auditório 1 da UniFBV (Rua Jean Emile Favre, 422,Ipsep)

A UFPE no Mercado, maior feira de estágios e trainee do Norte/Nordeste, em sua 6ª edição, acontece nos dias 11 e 12 de abril, no Centro de Convenções, no Recife. Como tema: "Seja protagonista. Conecte-se com o seu futuro", o evento reúne palestras e cursos voltados à qualificação profissional e empreendedorismo para estudantes, recém-formados ou quem procura oportunidades em diversas áreas.

As inscrições são gratuitas e já estão abertas, através do site UFPE no Mercado 2018. Nesta edição, mais de 10 empresas vão expor seus produtos e serviços. Além de recrutar profissionais durante o evento.

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Na programação, palestra com apresentação do Ph.D. em educação matemática pela Universidade da Califórnia, mestre em psicologia cognitiva e bacharel em pedagogia, professor adjunto de psicologia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e colaborador do Mestrado em Design do C.E.S.A.R CESAR School, e sócio-fundador da Joy Street, Luciano Meira, com o tema “tecnologia na educação”.

Ainda entre os destaques, a presença do CEO da Loco Media, André Ferraz, que contará um pouco da sua trajetória, motivações e falar como se tornou um empreendedor de sucesso e Fabiano Leoni, sócio da CAMALEONI. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Pernambuco (Sebrae-PE) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL) também oferecerão palestras e serviços aos participantes.

As atividades do evento acontecerão entre as 14h e 22h. A organização espera receber cerca de 10 mil visitantes. Promovido pela pela A.C.E Consultoria, empresa Júnior liderada por estudantes do CCSA da UFPE, o evento acontece no Centro de Convenções do Estado, localizado na Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n - Salgadinho, Olinda - PE.

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De origem humilde e dividida entre o trabalho e os cuidados com os irmãos, Maria Pereira da Silva, de 91 anos, viu o sonho de concluir os estudos se concretizar após décadas sem pisar em uma sala de aula.

Moradora do Recanto das Emas, no Distrito Federal, Dona Maria, como é conhecida entre os familiares, amigos e colegas de escola, conseguiu o certificado de conclusão do ensino médio na última quarta-feira (28). A conquista foi bastante comemorada, mas ela garante que isso é apenas o começo, pois ainda deseja fazer faculdade e se formar em Teologia.

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Em entrevista ao UOL, Dona Maria falou que a decisão de retomar os estudos veio após matricular os filhos na escola. "A diretora me incentivou a voltar a estudar. Voltei, terminei o ensino fundamental, mas parei de novo. Ficava muito cansada porque tinha que cuidar de filhos, casa e também trabalhava em uma rede de fast food. Aí desisti", explicou.

Tempos depois, aos 89 anos, já avó, ela foi incentivada por um neto, que realizou a matrícula e com quem foi junto comprar os materiais escolares. No supletivo, Dona Maria fazia questão de estar presente em todas as aulas. "Só faltei dois dias no colégio. Isso só porque fiquei doente", contou.

Após a conquista, ela não pensa em parar de estudar. Agora, o foco é ingressar no ensino superior. "Sou evangélica, uma leitora assídua da Bíblia. Amo estudá-la. Então, esse curso tem mais minha cara. Sei que faculdade precisa de mais esforço, dedicação, espero estar bem para conseguir", afirmou.

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