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O rio Guaire, destino do esgoto de Caracas, recebe diariamente dezenas de jovens em busca de joias perdidas para vender. Conseguir ouro é o sonho, mas um pedaço de fio de cobre já ajuda a diminuir a fome.

Bryan, de 23 anos, se emociona ao resgatar das águas negras um brinco dourado. Grupos de jovens como ele e inclusive crianças se concentram desde cedo em diferentes pontos do rio sujo que cruza a capital venezuelana, com a esperança de ter um golpe de sorte.

"Você tenta sobreviver. A situação está difícil", diz Bryan à AFP nas margens do Guaire, mostrando orgulhoso o que espera que seja uma joia. Mergulhados até a coxa, sem proteção, os "mineiros", como se autodenominam, colocam as mãos na água e esquadrinham até o entardecer entre os resíduos arrastados pelo rio.

Muitos carregam no pescoço um frasco de plástico, onde guardam as peças que pescam. Um anel de ouro de cinco gramas foi a melhor descoberta de Bryan em seis meses de imersões, mais rentáveis que seus empregos como padeiro e pedreiro.

Por uma peça como essa, conta, joalheiros e sucateiros pagam ao menos sete milhões de bolívares, 30 dólares no mercado negro. A renda mínima legal é de cerca de 6,5 dólares por mês nesse câmbio, que marca vários setores da economia. Mas eles podem passar semanas sem encontrar algo de valor.

"Às vezes paro de comer para dar comida a minha filha de três anos", conta. A alguns metros de distância, urubus se alimentam entre montanhas de lixo flutuante.

"Você se torna imune"

A possibilidade de infecções é uma ameaça. Bryan levanta suas mãos sujas e mostra uma pequena ferida no dedo, causada por um prego. A primeira vez que entrou no rio, ficou doente. "Passei três dias na cama, com febre. Depois você se torna imune ao Guaire", relata.

Ele deixou de trabalhar como padeiro e ajudante de construção ao ver como seu salário evaporava por uma hiperinflação que o FMI projeta em 13.000% para este ano. Segundo a ONG CENDA, que monitora o custo de vida, são necessários 20 salários mínimos para cobrir a cesta básica, difícil de completar, além disso, pela grave escassez de alimentos básicos e remédios.

A renda mínima (salário mais um vale-alimentação) permite comprar no máximo três quilos de carne de vaca. A pobreza afeta cada vez mais pessoas. À medida que as condições socioeconômicas se deterioram, os "mineiros" proliferam no Guaire e em outras correntes de águas residuais de Caracas.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) situava em 32,6% a pobreza e em 9,5% a pobreza extrema na Venezuela em 2014. Não cita estatísticas oficiais desde então, mas uma nova queda do PIB de 16,5% em 2017, segundo o FMI, faz temer uma situação pior.

Segundo um estudo das principais universidades do país, a pobreza extrema escalou para 61,2% em 2017, enquanto o governo a estima em 4,4%. Antonio, de 19 anos, diz que foi um dos primeiros "mineiros" a se lançar no canal, há três anos, e que "cada vez há mais gente" tentando a sorte dessa forma.

Ele denuncia que com frequência grupos de "mineiros" são detidos por militares da Guarda Nacional, transportados em veículos para controle da ordem pública e liberados horas depois. "Nos extorquem. Avaliam o que levamos e tiram de nós", assegura.

Quando chegam as chuvas, o rio cresce - chegando a transbordar em alguns casos - e torna a busca impossível. Em uma cheia súbita, "um colega foi levado pelo rio, e não voltamos a vê-lo", conta Antonio.

Três suspeitos foram presos logo após um assalto dentro de um veículo do sistema Bus Rapid Transit (BRT) na PE-15, em Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR). O roubo ocorreu no final da noite do domingo (25).

De acordo com a Polícia Militar (PM), uma equipe do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) voltada de operação quando foi acionada por duas vítimas. Quando os suspeitos foram localizados, eles tentaram escapar por um canal de esgoto, onde foram cercados pelos policiais e receberam voz de prisão.

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Com o trio, foram apreendidos 12 celulares, um papelote de maconha, uma espingarda calibre 12, um simulacro de revólver calibre 38 e uma faca. Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil do Varadouro, em Olinda.    

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) realiza uma obra de esgoto "emergencial" na Rua Imperial, bairro de São José, área central do Recife. A intervenção é feita após a identificação, na madrugada desta quinta-feira (22), de um trecho da rede coletora de esgoto danificado.

Segundo o órgão, os técnicos constataram a necessidade de substituir 30 metros de tubulações, de 400 milímetros de diâmetro. A ação visa melhorar o fluxo de esgoto na região, evitando  eventuais pontos de obstrução na via. Para o serviço, a faixa da esquerda da Rua Imperial, no cruzamento com a Rua Dormentes, foi interditada ao tráfego de veículos.

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A previsão é que a obra seja concluída até às 9h desta sexta-feira (23). A intervenção é realizada pela  BRK Ambiental, parceira privada da Compesa no Programa Cidade Saneada.

Com um índice de apenas 57% de coleta de esgoto, o Brasil vive um paradoxo no setor de saneamento: o País coleciona exemplos de obras pela metade e redes que ficaram perdidas por anos, sem conexão da população. São tubulações que não chegam a lugar nenhum e não beneficiam ninguém - resultado de um planejamento deficiente do poder público.

Teresina, capital do Piauí, é um exemplo dessa situação. A cidade do Nordeste - que ocupa o 88.º lugar no ranking de saneamento elaborado pelo Instituto Trata Brasil com as 100 maiores cidades do País - tem cerca de 700 quilômetros de rede de esgoto construída. Mas quase 20% dessa malha estava - literalmente - perdida no subsolo, sem nenhuma ligação. As obras haviam sido feitas em governos passados, mas por algum motivo ficaram no meio do caminho. Os trechos mais fáceis foram construídos e aqueles, com solos pedregosos, deixados para trás. Isso criou uma rede descontínua, que impossibilitou a conexão.

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Com a transferência dos serviços de esgoto para uma empresa privada no ano passado, os antigos moradores de um bairro procuraram a nova concessionária para saber se poderiam se conectar à rede que existia ali. Até então, a empresa e o governo atual não sabiam da existência desse ramal. A surpresa foi descobrir que cerca de 150 km de esgoto estavam prontos e não haviam sido incluídos no mapa.

"Durante 30 dias, tivemos de abrir e fechar buracos, a cada esquina, para saber se havia rede no local", afirmou Hamilton Amadeo, presidente da Aegea - empresa que vai tocar os serviços de esgoto em Teresina. A expectativa é que nos próximos dias todo o trecho seja mapeado. O governo do Piauí não quis falar sobre o assunto.

A lista de absurdos encontrados no saneamento, cujo índice de cobertura é considerado importante indicador de desenvolvimento de um País, é resultado de uma série de fatores. Primeiro, o setor sempre foi o "patinho feio" da infraestrutura, com baixo volume de investimentos diante das necessidades da população. Segundo, porque existe uma pluralidade de órgãos que gerenciam projetos no setor, além de ministérios, fundações, Estados, municípios e governo federal, afirma o presidente da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe), Roberto Tavares.

Ele explica que é comum casos de órgãos que começam uma obra e não concluem por falta de orçamento. Nesse caso, a chance de o projeto ficar no meio do caminho é grande, explicou Tavares. "Depois que uma obra para, ela se deteriora e fica mais difícil concluí-la. Isso é desperdício." Ele conta ainda que nos últimos anos muitas construtoras quebraram e deixaram obras sem continuidade. O executivo, que é presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), diz que em Recife há quase 100 km de rede que não levam a lugar nenhum. "A empreiteira quebrou, a rede não foi concluída e ninguém pôde se conectar."

Em Tubarão (SC), uma rede que está sendo construída agora ficará ociosa até 2022. A prefeitura conseguiu uma verba para pavimentar algumas ruas e exigiu que as obras de saneamento fossem antecipadas para não estragar o asfalto no futuro. "É o melhor uso do dinheiro público", disse o prefeito da cidade, Juares Ponticelli. Como a obra não constava do planejamento atual da concessionária de esgoto, a rede será construída, mas as ligações não poderão ser feitas, pois trata-se de uma área isolada do resto do sistema. "Vamos fazer a rede, mas ela ficará ociosa até 2022", afirma Gustavo Guimarães, presidente da Iguá (ex-CAB Ambiental).

Projetos

Os problemas no setor de saneamento são crônicos. Além da baixa cobertura de esgoto, o dinheiro disponível para investimento nem sempre é usado por falta de capacidade técnica das prefeituras para elaborar os projetos. Na época do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo colocou alguns bilhões de reais à disposição dos municípios, mas sobrou muito dinheiro, conta o presidente do Instituto Trata Brasil, Edison Carlos.

Hoje, com a crise fiscal que assola todas as esferas públicas, a situação piorou. Sem capacidade técnica e sem dinheiro, algumas prefeituras entendem que a saída é transferir os serviços para a iniciativa privada. Mas esse também não é um caminho rápido. Em São João do Meriti (RJ), a concessão foi feita em 2015, mas até hoje o contrato não foi assinado por divergências entre os órgãos públicos. "Estamos numa situação super complicada. A prefeitura não tem condição de investir no esgoto", afirma o prefeito João Ferreira Neto. Atualmente, a cidade tem quase 350 km de rede, mas 60% da malha está entupida e outra parte está perdida por falta de conexão. "Nosso sistema é rudimentar e ultrapassado. Tudo vai parar no rio." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os moradores de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, receberão na cidade uma obra a fim de corrigir um trecho danificado na rede coletora de esgoto na Avenida Coronel Frederico Lundgren, em Rio Doce. Os trabalhos terão início às 9h da próxima segunda-feira (15) e, por conta disso, linhas de ônibus mudarão o itinerário.

De acordo com a Compesa, o problema foi identificado durante uma inspeção de rotina. As obras acontecerão especificamente no cruzamento com a Rua Manoel Graciliano de Souza. Ainda conforme as informações, haverá a alterando o percurso de nove linhas de ônibus que trafegam no local. A Compesa explicou que a previsão é de concluir os serviços até a quarta-feira (17).

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Confira as linhas que sofrem alteração:

882-TI Xambá/Rio Doce (Carlos de Lima Cavalcanti)

1981-TI Rio Doce(Conde da Boa Vista)

1986-TI Rio Doce/TI PE-15

Desvio:

...Rua Manoel Graciliano de Souza, Rua Rogaciano de Santana , Rua Delmiro M. da Purificação, Av. Cel. Frederico Lundgren, Rua Propria, Rua Estudante Cláudio Uchôa C. Filho, Rua 01 (Rua Clídio de Lima Nigro), Rua Fenelon Ático Leite...

Já as linhas 910 e 1960 terão outro itinerário:

910 – Barra de Jangada/Rio Doce

1960 - Maria Farinha/Casa Caiada

Desvio:

...Rua Manoel Graciliano de Souza, Rua Rogaciano de Santana, Rua Delmiro M. da Purificação, Av. Cel. Frederico Lundgren, Av. Brasil...

A linha 1973-Casa Caiada terá uma pequena mudança:

Desvio:

...Rua Manoel Graciliano de Souza, Rua Rogaciano de Santana, Rua São João Batista...

As linhas 910 e 1987 terão a seguinte mudança:

910-Piedade/Rio Doce

1987-TI Rio Doce (Príncipe)

Sentido: Recife / Olinda:

Desvio:

...Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcanti, Av. Cel. Frederico Lundgren, Rua 01 (Rua Clídio de Lima Nigro), Rua Fenelon Ático Leite, Av. Jules Rimet, Av. Brasil...

Sentido: Olinda / Recife

Desvio:

... Av. Brasil, Av. Jules Rimet, Rua Fenelon Ático Leite, Rua 01 (Rua Clídio de Lima Nigro), Av. Cel. Frederico Lundgren , Rua Belo Horizonte, Rua Almirante Tamandaré, Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcanti...

Confira as mudaças nas linhas 1907 e 1996

1907-Paulista/Rio Doce(Via Bultrins);

1996 – Arthur Lundgren/Rio Doce (Paratibe).

Desvio:

... Av. México, Av. Brasil, Av. Jules Rimet, Rua Fenelon Ático Leite, Rua 01 (Clídio de Lima Nigro), Rua Estudante Cláudio Uchôa C. Filho, Primeira Travessa Leão, Av. Cel. Frederico Lundgren, Rua 01 (Rua Clídio de Lima Nigro), Rua Fenelon Ático Leite, Av. Jules Rimet, Av. Brasil, Av. México...

Já no atendimento Nobre, a linha 1907 – Paulista/ Rio Doce terá um desvio diferente:

Desvio:

...Av. México, Av. Brasil, Av. Jules Rimet, Rua Fenelon Ático Leite, Rua 01 (Rua Clídio de Lima Nigro),Rua Estudante Cláudio Uchôa C. Filho, Primeira Travessa Leão, Av. Cel. Frederico Lundgren, Rua 01 (Rua Clídio de Lima Nigro), Rua Fenelon Ático Leite, Av. Jules Rimet, Av. Brasil, Av. México...

O esgoto gerado na cidade de Bayeux, região metropolitana de João Pessoa, está sendo despejado no mar sem nenhum tipo tratamento. Além disso, os serviços de saneamento básico existentes no município, representados pelos 9%, não estão funcionando. Três licitações já foram instauradas e as obras não foram concluídas pelas mudanças de gestão da cidade. Dos 650 metros, já foram concluídos 150 metros para cumprir 20% do saneamento da cidade.

Nesta quarta-feira (2), o Ministério Público da Paraíba (MPPB) divulgou que foi instaurado um inquérito junto à Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e a Secretaria de Infraestrutura de Bayeux (Seinfra) para discutir o assunto.

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De acordo com a promotora de Justiça, Fabiana Lobo, no ano de 2006 houve um repasse de recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para a construção de bacias de esgoto em cinco bairros da cidade, porém, com a troca de gestão na Prefeitura de Bayeux, os procedimentos não foram concluídos.

Os engenheiros da Cagepa disseram que só foram finalizados a estação elevatória final e o emissário de recalque. Em 2008, três licitações foram abertas para encontrar empresas que concluíssem as obras, mas todas renunciaram devido à dificuldade de realizar os serviços.

Em 2013, uma empresa iniciou as obras, no entanto, os serviços foram paralisados por conta de processos burocráticos da Caixa Econômica Federal (CEF), devido a uma adequação de planilha. O saneamento só foi reiniciado em 2015, porém, houve uma paralisação e só retornou efetivamente em janeiro de 2017.

De acordo com a Cagepa, 650 metros de interceptor de esgoto serão feitos para possibilitar o transporte desses resíduos até a estação de tratamento do Róger, em João Pessoa. Os engenheiros da Cagepa esclareceram ao MPPB que existem dificuldades de instabilidade do solo e periculosidade da região.

Quando as obras forem concluídas, o funcionamento desse sistema de esgotos irá garantir que 20% da cidade seja atendida pela rede de saneamento básico de Bayeux.

O plano do governo federal era universalizar os serviços de saneamento básico até 2033. Mas, no ritmo atual, esse cronograma deverá atrasar, pelo menos, 20 anos, segundo o levantamento "Diagnósticos e Perspectivas para os investimentos em saneamento no Brasil", feito pela GO Associados. Para atingir a meta, o País teria de investir R$ 20 bilhões por ano até 2033. De 2010 a 2015, porém, o investimento médio ficou na casa de R$ 11 bilhões, quase a metade do necessário.

Resultado disso é o baixo nível de cobertura dos serviços. O índice de coleta de esgoto, por exemplo, está em 50% e o de tratamento de esgoto, em 42,7%. Entre 2005 e 2015, esses indicadores melhoraram, mas de uma forma muito lenta, na proporção de 1 ponto porcentual ao ano - número incompatível com as metas do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab).

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Outro dado preocupante é que, nesse mesmo período, o número de domicílios sem rede de esgoto aumentou, de 25,6 milhões para 28,5 milhões. A explicação é que, apesar do aumento do atendimento, ocorreu também um crescimento populacional e uma mudança demográfica representativa no período. Os serviços de abastecimento de água estão em uma posição melhor, mas ficaram basicamente estáveis nos últimos anos, com 93% de atendimento urbano em 2015 (83,3% de atendimento total).

O sócio da GO Associados Pedro Scazufca, especialista em saneamento e responsável pelo estudo, diz que o quadro do setor é grave, especialmente quando se analisa a situação em detalhes. "As empresas que mais precisam investir são as que menos investem. Nesses casos, se não houver mudança, não dá nem pra pensar em universalização."

Em Rondônia, por exemplo, apenas 2% da população urbana tem coleta de esgoto e nada é tratado; no Pará, 3,41% tem rede de esgoto; e no Amapá, 3,79%. "Em muitos locais não houve avanço algum nos indicadores", diz Scazufca. Exemplo disso, é que nesses Estados os investimentos caíram entre 10% e 27% entre 2014 e 2015, segundo o levantamento.

Scazufca afirma que no setor de água há deficiências, especialmente na Região Norte. Mas, no caso do esgotamento sanitário, o problema é geral - o que implica em gastos diretos em saúde pública. Segundo cálculos de mercado a cada R$ 1 investido no setor de saneamento, o governo economiza R$ 4 no sistema de saúde.

Diagnóstico

Hoje as empresas estaduais atendem cerca de 75% da população no abastecimento de água e 50% em esgoto. Muitas delas não têm condições de elevar o volume de investimento no setor por causa da elevado endividamento. De acordo com o diagnóstico feito pela GO Associados, umas das alternativas é aumentar as parcerias entre a iniciativa privada e o setor público.

O levantamento mostra que, apesar das companhias privadas atenderem apenas 6% dos municípios brasileiros e 14,5% das pessoas, elas foram responsáveis por 20% dos investimentos do setor em 2015. O sócio da GO Associados afirma que tem crescido a modalidade de subconcessão, em que a estatal - responsável pela concessão - faz um contrato com a iniciativa privada para transferir alguns serviços, como o esgotamento sanitário. "Isso já está ocorrendo em Teresina e em Goiás, em ambos os casos na área de serviços de esgoto." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Incrustados na lama, uma variedade de produtos: aparelho de televisão, base de ventilador, pedaços de madeira. Sacos plásticos, pregos, papelão. Quando a maré é baixa, os canais e galerias do Grande Recife expõem um panorama longe de ser novidade e de ser resolvido: o irresponsável descarte de lixo nas redes de drenagem.  

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Se o inverno, em 2017, oficialmente se inicia apenas no dia 21 de junho, chuvas mais intensas já dão as caras e acendem o sinal de alerta. A julgar pela situação dos canais da Região Metropolitana, a população pode se preparar: os alagamentos serão inevitáveis. 

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No Canal da Malária, em Olinda, tem de tudo: de televisores a bonecas de criança. No mesmo dia, nossa reportagem avistou dois sofás no local: um na margem, pendurado à vegetação, e outro despejado diretamente no canal. Moradores reconhecem a falta de consciência da própria população, mas criticam a ausência de uma postura firme da gestão pública. 

"Só tem piorado. Cada dia é mais lixo, tanto no canal como na praia (de Del Chife). O lixo desce todinho do (rio) Beberibe e vem despejar aqui. E não vem ninguém da prefeitura limpar isso aqui. Acredito em melhora não. Eu acho que a tendência é piorar", queixa-se o pescador Jorge Machado, morador da Ilha do Maruim. Seu convizinho, Amarildo Silva, afirma que, não raro, peixes são encontrados mortos dentro de sacos plásticos, sufocados. 

Na Zona Norte do Recife, o Canal do Arruda é um dos mais críticos da região. De tão comuns, garrafas pets parecem fazer parte natural do ambiente violentamente degradado. Em Afogados, às margens do Canal do ABC, moradores da comunidade Escorregou Tá Dentro convivem de muito perto com o mau cheiro e a imundície. Enquanto a reportagem passava no local, garotos descartavam pacotes de salgadinho na canaleta, despreocupados, como se ali fosse realmente o lugar apropriado para isso. 

Prefeituras garantem mutirões de limpeza

Com a meta de antecipar os serviços da Operação Inverno, a prefeitura do Recife iniciou a limpeza dos canais da capital no fim de 2016. Segundo a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), as ações já foram concluídas em quase 30 canais, como no Canal do Jordão, no bairro homônimo, e no Canal da Avenida 30 de Outubro, em Jardim São Paulo.

Atualmente, os trabalhos estão em andamento em outros dez canais: Canal do Ibura; Canal da Rua Ipiporã, Canal da Fortuna, Canal Passarinho, Canal Rio Morno, Canal do Valença, Canal Rio Jiquiá/Planeta Curado, Canal do Cavouco, Canal do Sport e Canal Ilha de Santa Terezinha. A Emlurb assegura que a previsão é atuar em mais de cem pontos até o início do inverno, com um investimento específico de R$ 600 mil. No total, o valor destinado pela prefeitura para a limpeza de canais, em 2017, é de R$ 5 milhões.

Mesmo valor será desembolsado pelos cofres públicos de Olinda. O secretário executivo de Manutenção Urbana da cidade, Givaldo Calado, explica que a prefeitura está "ininterruptamente, desde o início do ano, realizando os trabalhos de limpeza dos canais". De acordo com Calado, "o Canal do Fragoso tem recebido atenção redobrada devido à obra no local e também por cortar todo o município". Foi por causa desta obra que, no ano passado, os olindenses testemunharam uma das maiores enchentes dos últimos anos

Ecoestações

No Recife, na tentativa de evitar o despejo irresponsável de metralhas, móveis, resíduos de podas e outros utensílios domésticos nos canais e galerias, a prefeitura disponibiliza à população as chamadas Ecoestações. Desde 2013, oito equipamentos do tipo foram instalados na cidade. Os recifenses podem fazer o descarte de segunda a sábado, das 8h às 16h. São proibidos lixos hospitalar, industrial e eletrônico. Confira os endereços das Ecoestações:

Ibura: Rua Rio Tapado, Ibura de Baixo, próximo à BR-101
Imbiribeira: Avenida Mascarenhas de Morais, sentido cidade/subúrbio, próximo ao viaduto Tancredo Neves.
Campo Grande: Avenida Agamenon Magalhães com a rua Odorico Mendes.
Totó: Esquina da Rua Onze de Agosto com a Rua Nelson de Sena, S/N.
Cohab: Esquina da Av. Rio Largo com a Av. Santos, Cohab, Ibura, próximo à Escola Municipal Cristiano Cordeiro.
Torrões – Rua maestro Jones Johnson, Torrões.
Torre - Av. Ciclovia Republica da Argelia (Comunidade Santa Luzia)
Arruda - Rua Professor José dos Anjos, no Arruda.

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Circula nas redes sociais um vídeo de um vazamento de água dentro do Shopping Tacaruna, no Recife. Na gravação, é possível ouvir os clientes falando se tratar de um vazamento de esgoto, informação desmentida pela assessoria do centro de compras.

O caso aconteceu na última terça-feira (8). O shopping informou que o ocorrido foi consequência do rompimento de uma válvula na tubulação do sprinkler, que faz parte do sistema de combate a incêndio do shopping.

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Em nota, o shopping contou que a válvula foi trocada e o problema resolvido. Nenhuma loja foi fechada pelo incidente e a água molhou apenas uma parte do mall, próxima ao restaurante Mercado 153.

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Olinda terá obras de esgoto realizadas a partir da próxima segunda-feira (10), no bairro de Casa Caiada, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Os trabalhos serão realizados na Avenida Ministro Marcos Freire, na altura no número 4905, a partir das 8h. 

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) detalha que está prevista a substituição de cerca de dois metros de tubulação, que apresenta diâmetro de 150 milímetros e está a dois metros de profundidade. 

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Por conta disso, será necessário interditar a faixa da esquerda da via, no sentido subúrbio. Para isso, os motoristas que trafegam pelo local poderão realizar o desvio pela própria via. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até a sexta-feira (14).

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--> Obra da Compesa interdita via em Casa Amarela

Uma obra emergencial para troca de tubulação de esgoto no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, interdita a Rua Professor Silvio Rabelo, no cruzamento com a Rua Brasilândia, desde às 8h desta quarta-feira (28).

De acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a obra está sendo realizada para recuperação de um trecho da rede coletora de esgoto no bairro. A obra prevê a substituição de cerca de cinco metros de tubulação, que apresenta 150 milímetros de diâmetro e está a uma profundidade de quase dois metros.

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Para a execução do serviço, foi preciso interditar parcialmente o lado direito da via, no sentido praia. Os veículos que trafegam pelo local devem realizar o desvio pela própria via. A obra será executada pela Odebrecht Ambiental, em parceira com a Compesa, no programa Cidade Saneada, e deve ser concluída até o próximo dia 11 de outubro. 

Foi aberto o processo de licitação que visa a obra de implantação de sistemas de esgotamento sanitário  em 11 municípios do Interior de Pernambuco, iniciativa que irá beneficiar 350 mil pessoas. O serviço irá integrar o Projeto de Sustentabilidade da Bacia do Rio Capibaribe (PSH) e tem investimento previsto de U$$ 410 milhões de dólares e, segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), devem ser aplicados em diversos  projetos e obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário no Estado.

Visando agilizar o processo de licitações, a Compesa apontou que os projetos serão recebidos em três etapas, sendo o primeiro em março de 2018, contemplando as cidades de Brejo da Madre de Deus, Ribeirão, Serra Talhada e Toritama. A segunda leva proporcionará melhorias às cidades de Feira Nova, Bom Conselho, Pesqueira e São Bento do Uma, com conclusão prevista para junho de 2018. Já a última fase deverá ser entregue em setembro do mesmo ano, nas cidades Pombos, Bonito e Carpina. Segundo a Companhia o PSH é mais um esforço do governo estadual na busca  da universalização dos serviços de esgotamento sanitário em Pernambuco com meta de ampliação para 75% o índice de cobertura de esgoto em Pernambuco nos próximos 15 anos. Em contrapartida, a cobertura atual é de 22%. 

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A Compesa explica que cinco dos municípios contemplados não integram a Bacia do Capibaribe, mas foram selecionados no projeto, pois estão entre as 50 maiores cidades do Estado que ainda não possuíam ações de esgotamento sanitário. São eles: Serra Talhada, no Sertão do Pajeú; Pesqueira, no Agreste Central; São Bento do Uma, no Agreste Central; Bom Conselho, no Agreste Meridional e Ribeirão, na Mata Sul.

No entanto, a Companhia explica que o tamanho desses sistemas e a quantidade de unidades operacionais necessárias serão definidas nos projetos que serão elaborados pela Empresa ou Consórcio que vencer a licitação. Cada projeto deverá  ser concebido de acordo com as especificidades de cada município. 

Com informação da assessoria

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Mau cheiro, proliferação de mosquitos, perigo de acidentes. Essa é a descrição de algumas ruas de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. Quem precisa pegar ônibus tem que conviver com esgoto a céu aberto e os moradores ficaram sem calçadas, visto que as águas sujas tomaram conta da encosta dos muros. 

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De acordo com Isan Braga, que precisa conviver com esse cenário, “a atenção deve ser redobrada para os pedestres que andam pelas calçadas de Olinda. Acontece que nas principais vias, as canaletas de esgoto estão obstruídas e em sua maioria sem tampas”. A realidade é vista na Avenida Humberto de Lima Mendes e da Rua Doutor Joaquim de Oliveira Valença, no bairro de Casa Caiada. Ele explica que “além do forte mau cheiro, existe a proliferação de doenças, um risco iminente para a população”.

Outro local apontado por Braga é a galeria de esgoto aberta, situada ao lado da parada de ônibus, expondo a população ao risco de acidentes. “É uma falta de respeito muito grande com os cidadãos”. Por conta disso, a população solicita a atenção da Secretaria de Serviços Públicos de Olinda, “a fim de evitar acidentes com os transeuntes que, em sua maioria, são idosos e crianças a caminho da escola”.

De acordo com a Prefeitura de Olinda, serão enviadas equipes às ruas denunciadas pelos moradores “para avaliar a extensão dos problemas relatados e tomar as devidas providências”. No entanto, o órgão aponta que em alguns casos, problemas com esgoto a céu aberto devem ser resolvidos pela Compesa. No entanto, adiantam que “se for a situação, acionaremos a Companhia. Porém, os populares também podem entrar em contato com o órgão solicitando uma vistoria”.

Na praça Joubert de Carvalho, no bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo, o esgoto corre a céu é aberto. Por intermédio de um cano de pvc tudo que é produzido por uma quadra, um bar e algumas casas acaba sendo lançado na calçada antes de chagar à rua. O passeio fica intransitável e o mal cheiro em dias de calor se torna insuportável.

Os moradores alegam que durante anos encaminham o problema a prefeitura, mas não conseguem solução alguma. Elza Borges de Andrada reside na região há mais de 20 anos e diz que a situação nunca esteve tão ruim. "Olha, a calçada vira uma imundice, a gente não consegue andar porque ela está nojenta, com água podre pra todo o lado", afirma.

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Uma casa abandonada no meio do parque ajuda a piorar ainda mais a situação. O local chegou a ser murado mas não o suficiente para impedir que possa ser utilizado para o consumo de drogas. Os vizinhos afirmam que brigas e discussões, sempre regadas a muita bebida quase sempre acabam entrando madrugada a dentro.

Não bastasse estes inconvenientes os moradores ainda estão impedidos de utilizar, por exemplo, a única quadra poliesportiva que há. Segundo José Carlos, proprietário de uma casa que fica em frente ao espaço, é provável que o espaço tenha sido arrendado, pois segundo ele se alguém quiser jogar bola tem de pegar.

Na manhã desta quarta feira, 20, nossa reportagem tentou localizar a pessoa que supostamente seria responsável pela locação do espaço. O homem que nos foi indicado não estava presente, e as pessoas que se encontravam presentes não quiserem falar a respeito. A quadra e o bar são os únicos espaços devidamente conservados.

O lixo espalhado pela área também é motivo de preocupação. Não se trata de entulho ou resto de construção, mas de resíduos alimentares, garrafas de bebidas, seringas e preservativos. A praça Joubert de Carvalho está cercada, em determinados trechos as pequenas colunas de cimento estão quebradas, porém em outras partes paredes foram levantadas sem qualquer critério.

Procurada a prefeitura disse apenas em nota que fará uma vistoria ainda nesta semana para programar um mutirão de limpeza no local.

Uma festa em Manaus terminou da pior forma possível. Moradores do Condomínio Mundi, em Adrianópolis, foram pegos de surpresa no último sábado (16), após uma estação de tratamento de esgoto se romper e o fluxo de dejetos causar uma verdadeira avalanche de sujeira no local. Na ocasião, um dos moradores da propriedade fazia um churrasco para 11 convidados. O circuito interno de segurança flagrou o momento do acidente. Assista abaixo.

Os convidados do churrasco foram surpreendidos por uma onda de dejetos, que inundou a área de lazer. Nas imagens registradas, é possível ver algumas pessoas conversando, segundos antes do incidente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro às vítimas. Segundo o síndico do condomínio, os presentes tiveram ferimentos leves. Uma perícia será feita no local.

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Quem trafegar pela Rua Doutor Samuel Lins irá se deparar com uma obra emergencial de esgoto a partir desta quarta-feira (13). A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) irá realizar os trabalhos em frente ao número 44 da via, com a finalidade de substituir aproximadamente três metros da rede coletora de esgoto que possui 200 milímetros de diâmetro. Para isso, os trabalhadores ficarão submersos a três metros de profundidade, então, a rua precisou ser completamente interditada. 

A Compesa informa que a previsão de conclusão do serviço está estipulada para o próximo sábado (16) e os condutores devem ficar atentos aos desvios durante este período.

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A Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA) informou na tarde desta segunda-feira (4) que, a partir das 22h, irá iniciar uma obra emergencial na rede coletora de esgoto da Rua Castro Alves, no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. 

De acordo com o órgão, o trabalho será necessário para a recuperação do chamado poço de visita, que consiste no local onde são realizadas as inspeções na rede de esgoto. Além disso, a substituição de um trecho de 200 milímetros da tubulação será feita, em uma profundidade de três metros. A previsão é de que os trabalhos estejam concluídos no próximo domingo.

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A Companhia atenta para a interdição completa do local da obra, portanto, os carros que precisarem trafegar pela via, precisarão realizar um desvio de rota. Os veículos deverão entrar à esquerda na Rua Professor Antônio Ferreira Lima, acessar a Avenida Norte e retornar a Castro Alves pela Rua José de Sá Carneiro, à direita.  

Para orientar os condutores, no local serão colocadas placas de sinalização fazendo a indicação do desvio.

 

Uma obra emergencial foi iniciada nesta quarta-feira (29) no município de Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Uma tubulação da rede coletora de esgoto se rompeu, o que ocasionou o desgaste do asfalto da Avenida Carlos de Lima Cavalcante, no bairro de Casa Caiada.

A intervenção acontece na altura do imóvel 2027, nas proximidades do Colégio Luiza Cora, no sentido Recife. Segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a obra vai trocar três metros de tubulação, que possui 200 milímetros de diâmetro e está a dois metros e meio de profundidade.

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Por conta do serviço, a faixa da direita da via está sendo interditada. Agentes de trânsito estão orientando os motoristas para um desvio, que está sendo realizado na própria avenida. A previsão da Compesa é que a obra seja concluída até a próxima terça-feira (5). 

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) irá realizar, nesta segunda-feira (27), uma obra emergencial de esgoto no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife. Os serviços iniciarão a partir das 22h, no cruzamento entre a Rua Barros Barreto, cruzamento com a Rua Treze de Maio. 

De acordo com a Companhia, a intervenção fará a recuperação de um poço de visita - local por onde são feitas inspeções na rede de esgoto - e de um trecho de rede, que apresenta 150 milímetros de diâmetro e três metros de profundidade. 

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Já os veículos que trafegam devem estar atentos, afinal, a parte central da via será interditada para a realização da obra. O desvio será indicado por placas de sinalização na própria via. A conclusão está prevista para a próxima sexta-feira (1°).

Uma obra emergencial de esgoto vai alterar o trânsito no bairro do Parnamirim, na Zona Norte do Recife. O serviço será executado em dois metros de tubulação danificada na Rua Padre Roma, próximo à Praça Melvin Jones. Segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a previsão de conclusão é até a próxima sexta-feira (10).

Os veículos que vêm pela Rua Padre Roma sentido Rua Afonso Celso devem seguir pelo lado direito da via, pois a faixa da esquerda está interditada para a execução da obra. Os que vêm pela Padre Melvin Jones em direção à Rua Sebastião Alves não poderão seguir em frente. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) estará no local para orientar os condutores. 

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