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Após percorrer mais de 100 quilômetros, a “Marcha Lula Livre, Lula Inocente”, que saiu de Caruaru, chega ao Recife nesta sexta-feira (20). A direção do PT-PE marcou para acontecer a partir das 15h, na Praça do Derby, o lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência da República em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e com a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

De acordo com a legenda, a militância está “sintonizada” com a vontade popular de ter o líder petista de novo presidente do Brasil. “Em todos os levantamentos de pesquisas eleitorais realizados, Lula desponta como o favorito pela esperança do povo de que possa tirar o país da crise. Lula pode e será inscrito como nosso candidato à presidência da República”, destacaram por meio de nota. 

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 No protesto marcado para amanhã, haverá uma coleta de assinaturas para um abaixo-assinado pedindo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que anulem a prisão do ex-presidente. O objetivo também é fortalecer a mobilização para o próximo dia 15 de agosto quando o PT afirma que registrar a candidatura de Lula junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Muitos políticos que irão concorrer ao pleito eleitoral deste ano estão recorrendo às vaquinhas virtuais com o objetivo de arrecadar recursos para suas respectivas campanhas. Polêmicas à parte sobre esse tipo de modalidade, as doações para a “campanha” do ex-presidente Lula continuam crescendo. 

Para se ter uma ideia, no primeiro dia no ar, no último dia 15 de maio, o site www.lula.com.br/doe arrecadou R$ 56 mil. Depois de uma semana no ar, as doações chegaram a R$ 252 mil. Até a tarde desta quinta-feira (19), já são R$ 395.308 reais. Quem quiser doar deve escolher contribuições de R$ 10 a R$ 1064, o valor máximo permitido por dia.

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O mote utilizado para convencer é o de que “o Brasil já foi feliz com Lula”. “Você conhece o Brasil com Lula: um país com emprego, inclusão social, crescimento e oportunidades para todos. Um país que dava orgulho aos brasileiros e brasileiras e despertava a admiração do mundo inteiro. O Brasil já foi feliz com Lula. E com seu apoio, vai ser feliz de novo”, diz uma parte do texto. 

O PT vem afirmando que “queiram ou não os juízes” Lula será candidato a presidente da República. Na semana passada, o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto (MST) em Pernambuco, Jaime Amorim, chegou a dizer que a candidatura de Lula talvez será o maior ato de “rebeldia e desobediência” que o país irá presenciar. Amorim também avisou que será convocado “um grande arrastão” para acompanhar o registro da candidatura de Lula, no próximo dia 15 de agosto. 

De acordo com a nova legislação, se a candidatura não for confirmada, o valor doado deve ser devolvido a cada doador. Há mais de 44 plataformas aprovadas pelo TSE para intermediar a arrecadação aos pré-candidatos. Como uma forma de fiscalização, as informações sobre os depósitos devem ficar disponíveis para a Justiça Eleitoral e para o público no site da empresa que estiver arrecadando. 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou, nesta quinta-feira (19), a pressão que tem recebido para que fique calado e não concorra às eleições deste ano. Em um artigo publicado hoje no jornal Folha de São Paulo, o líder petista fez um panorama do cenário do país desde que ele foi preso, em 7 de abril deste ano, e ponderou que se querem derrotá-lo, “façam isso de forma limpa nas urnas”. 

Segundo Lula, nos mais de cem dias em que está detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, um “governo ilegítimo corre nos seus últimos meses para liquidar o máximo possível do patrimônio e soberania nacional que conseguir”, como a venda da Embraer. No artigo, ele cita também o aumento do desemprego, da pobreza e a greve dos caminhoneiros que aconteceu em maio.

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Com o relato de críticas ao governo de Michel Temer (MDB), o ex-presidente indaga se foi para isso que “os poderosos sem votos e sem ideias” promoveram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e se uniram para deixá-lo fora do pleito eleitoral deste ano, inclusive, com a decisão da juíza Carolina Lebbos que o impede de conceder entrevistas e participar de atos de campanha. 

“Parece que não bastou me prender. Querem me calar. Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa?”, perguntou no artigo, pontuando que a própria presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, já chegou a dizer que "cala boca já morreu".

Apesar de tudo isso, Lula aproveitou o espaço para reiterar que é candidato à Presidência da República. “Eu sou candidato porque não cometi nenhum crime. Desafio os que me acusam a mostrar provas do que foi que eu fiz para estar nesta cela”, disparou. 

“Por que falam em ‘atos de ofício indeterminados’ no lugar de apontar o que eu fiz de errado? Por que falam em apartamento ‘atribuído’ em vez de apresentar provas de propriedade do apartamento de Guarujá, que era de uma empresa, dado como garantia bancária? Vão impedir o curso da democracia no Brasil com absurdos como esse?”, completou, questionando.

Para o ex-presidente, os maiores interessados em que ele dispute as eleições deveriam ser aqueles que não querem que ele volte a comandar o país. “Querem me derrotar? Façam isso de forma limpa, nas urnas. Discutam propostas para o país e tenham responsabilidade, ainda mais neste momento em que as elites brasileiras namoram propostas autoritárias de gente que defende a céu aberto assassinato de seres humanos”, argumentou.

No artigo, Lula ainda ressalta que sempre exerceu o diálogo quando comandou o país e frisou ter trabalhado para “que a inclusão social fosse o motor da economia e para que todos os brasileiros tivessem direito real, não só no papel, de comer, estudar e ter moradia”. A atuação, segundo ele, provoca medo em seus adversários.

“Querem que as pessoas se esqueçam de que o Brasil já teve dias melhores? Querem impedir que o povo brasileiro —de quem todo o poder emana, segundo a Constituição— possa escolher em quem quer votar nas eleições de 7 de outubro? O que temem? A volta do diálogo, do desenvolvimento, do tempo em que menos teve conflito social neste país? Quando a inclusão dos pobres fez as empresas brasileiras crescerem?”, indagou o ex-presidente. 

Por fim, ele diz que “o Brasil precisa se reencontrar consigo mesmo e ser feliz de novo”. “Podem me prender. Podem tentar me calar. Mas eu não vou mudar esta minha fé nos brasileiros, na esperança de milhões em um futuro melhor. E eu tenho certeza de que esta fé em nós mesmos contra o complexo de vira-lata é a solução para a crise que vivemos”, declarou.

Leia o artigo na íntegra:

Estou preso há mais de cem dias. Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis causou uma greve de caminhoneiros que desabasteceu as cidades brasileiras. Aumenta o número de pessoas queimadas ao cozinhar com álcool devido ao preço alto do gás de cozinha para as famílias pobres. A pobreza cresce, e as perspectivas econômicas do país pioram a cada dia.

 Crianças brasileiras são presas separadas de suas famílias nos EUA, enquanto nosso governo se humilha para o vice-presidente americano. A Embraer, empresa de alta tecnologia construída ao longo de décadas, é vendida por um valor tão baixo que espanta até o mercado. 

Um governo ilegítimo corre nos seus últimos meses para liquidar o máximo possível do patrimônio e soberania nacional que conseguir —reservas do pré-sal, gasodutos, distribuidoras de energia, petroquímica—, além de abrir a Amazônia para tropas estrangeiras. Enquanto a fome volta, a vacinação de crianças cai, parte do Judiciário luta para manter seu auxílio-moradia e, quem sabe, ganhar um aumento salarial.

Semana passada, a juíza Carolina Lebbos decidiu que não posso dar entrevistas ou gravar vídeos como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, o maior deste país, que me indicou para ser seu candidato à Presidência. Parece que não bastou me prender. Querem me calar.

Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa?

É para isso que vocês, os poderosos sem votos e sem ideias, derrubaram uma presidente eleita, humilharam o país internacionalmente e me prenderam com uma condenação sem provas, em uma sentença que me envia para a prisão por "atos indeterminados", após quatro anos de investigação contra mim e minha família? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?

Lembro-me da presidente do Supremo Tribunal Federal que dizia "cala boca já morreu". Lembro-me do Grupo Globo, que não está preocupado com esse impedimento à liberdade de imprensa —ao contrário, o comemora.

Juristas, ex-chefes de Estado de vários países do mundo e até adversários políticos reconhecem o absurdo do processo que me condenou. Eu posso estar fisicamente em uma cela, mas são os que me condenaram que estão presos à mentira que armaram. Interesses poderosos querem transformar essa situação absurda em um fato político consumado, me impedindo de disputar as eleições, contra a recomendação do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Eu já perdi três disputas presidenciais —em 1989, 1994 e 1998— e sempre respeitei os resultados, me preparando para a próxima eleição.

 Eu sou candidato porque não cometi nenhum crime. Desafio os que me acusam a mostrar provas do que foi que eu fiz para estar nesta cela. Por que falam em "atos de ofício indeterminados" no lugar de apontar o que eu fiz de errado? Por que falam em apartamento "atribuído" em vez de apresentar provas de propriedade do apartamento de Guarujá, que era de uma empresa, dado como garantia bancária? Vão impedir o curso da democracia no Brasil com absurdos como esse?

Falo isso com a mesma seriedade com que disse para Michel Temer que ele não deveria embarcar em uma aventura para derrubar a presidente Dilma Rousseff, que ele iria se arrepender disso. Os maiores interessados em que eu dispute as eleições deveriam ser aqueles que não querem que eu seja presidente.

Querem me derrotar? Façam isso de forma limpa, nas urnas. Discutam propostas para o país e tenham responsabilidade, ainda mais neste momento em que as elites brasileiras namoram propostas autoritárias de gente que defende a céu aberto assassinato de seres humanos.

Todos sabem que, como presidente, exerci o diálogo. Não busquei um terceiro mandato quando tinha de rejeição só o que Temer tem hoje de aprovação. Trabalhei para que a inclusão social fosse o motor da economia e para que todos os brasileiros tivessem direito real, não só no papel, de comer, estudar e ter moradia.

Querem que as pessoas se esqueçam de que o Brasil já teve dias melhores? Querem impedir que o povo brasileiro —de quem todo o poder emana, segundo a Constituição— possa escolher em quem quer votar nas eleições de 7 de outubro?

 O que temem? A volta do diálogo, do desenvolvimento, do tempo em que menos teve conflito social neste país? Quando a inclusão dos pobres fez as empresas brasileiras crescerem?

O Brasil precisa restaurar sua democracia e se libertar dos ódios que plantaram para tirar o PT do governo, implantar uma agenda de retirada dos direitos dos trabalhadores e dos aposentados e trazer de volta a exploração desenfreada dos mais pobres. O Brasil precisa se reencontrar consigo mesmo e ser feliz de novo.

Podem me prender. Podem tentar me calar. Mas eu não vou mudar esta minha fé nos brasileiros, na esperança de milhões em um futuro melhor. E eu tenho certeza de que esta fé em nós mesmos contra o complexo de vira-lata é a solução para a crise que vivemos.

Luiz Inácio Lula da Silva

Ex-presidente da República (2003-2010)

Muitas são as ideias e as propostas de muita gente para um Estado melhor. O projeto Rota do Sol é um bom exemplo a seguir. Abaixo um artigo bem interessante do Engenheiro Civil, Vice-Prefeito de Paulista e Coordenador do Movimento Cidade Melhor Jorge Carrero.

Hoje, a grande maioria das pessoas vive em áreas urbanas. As cidades são os locais de moradia, trabalho, estudo, lazer. São os espaços onde cada qual deve construir a sua felicidade. Apesar dessa importância, os espaços urbanos ainda não conseguiram a devida atenção dos poderes públicos. A partir disto, lançamos o Movimento Cidade Melhor com o objetivo de ouvir a população sobre os temas relevantes para as cidades, como educação, saúde, segurança pública, mobilidade urbana, cultura, esportes, lazer, meio ambiente, habitação, desenvolvimento econômico e social, empreendedorismo e negócios. Fizemos diversas plenárias, presenciais e virtuais, em todas elas sobressaiu a forte vocação turística da costa norte pernambucana. Deste modo, a partir do resultado das discussões tiradas em nossas plenárias, resolvi estudar qual a solução viável para aproveitar essa vocação e como resultado, apresento a proposta que resgata a ideia de tratar o território de maneira integrada, articulando o potencial natural de destino de sol e mar com foco no turismo e o adensamento das cadeias produtivas dos polos industriais consolidados, como o Polo de Bebidas, Polo Vidreiro, Polo Farmacoquímico e o Polo Automotivo. Proponho a implantação da REGIÃO INTEGRADA DE DESENVOLVIMENTO - RIDE ROTA DO SOL E DO MAR, que compreenderá uma área de 1.894,86 km², com uma população de 1.168.069 habitantes e um PIB de R$ 19.943.613, contemplando 08 cidades dos estados de Pernambuco (Olinda, Paulista, Abreu e Lima, Igarassu, Itapissuma, Ilha de Itamaracá, Araçoiaba e Goiana) e 04 cidades da Paraíba (Caaporã, Alhandra, Pitimbu e Conde), totalizando 12 cidades compreendidas entre o Litoral Norte pernambucano e o Litoral Sul paraibano. A Região Integrada de Desenvolvimento-RIDE é uma estratégia que une cidades de dois ou mais estados com identidades semelhantes e vocações comuns, com o objetivo de racionalizar as iniciativas, integrar esforços e promover oportunidades que gerem riquezas e melhorem a vida das pessoas. Seu objetivo constitucional é o de reduzir as desigualdades sociais com a aplicação dos recursos públicos obtidos, pois tem prioridade junto à União para alocação destes recursos, especialmente de fundos de desenvolvimento regional, visando explorar a vocação das cidades da melhor forma, investindo em rodovias, transporte público, geração de emprego e renda, capacitação profissional, saneamento básico, preservação das áreas de proteção ambiental, saúde e assistência social, educação, cultura, combate as desigualdades sociais, turismo e segurança pública.

O Movimento Cidade Melhor nos trouxe um olhar mais sensível acerca das cidades e o que o cidadão quer para melhorá-las. Partindo desse ponto, analisamos o Litoral Sul pernambucano, que prosperou estruturado no turismo, com grandes hotéis e resorts, e com o Porto de Suape. Fui um pouco mais além, e resolvi analisar um caso de RIDE consolidada, a Petrolina/Juazeiro, criada em 2001 através de lei complementar, denominada RIDE DO VALE DO SÃO FRANCISCO. Reunimos todo esse conteúdo e propomos a criação de uma nova RIDE, com foco no desenvolvimento turístico, sendo esta, sua mola propulsora. O turismo é uma vocação da região, nos dois estados. O litoral de ambos tem o mesmo potencial do Litoral Sul pernambucano, para receber grandes hotéis e resorts, mas sem qualquer investimento por absoluta falta de decisão política. O fortalecimento turístico irá desenvolver por si só as cidades, resultando na capacitação da mão de obra, levando emprego à população local, ampliando o desenvolvimento imobiliário, consequentemente, as pessoas passarão a trabalhar e morar em sua cidade, ampliando o consumo de bens e serviços, pois as cidades devem ser o espaço de convivência das pessoas. A RIDE ROTA DO SOL E DO MAR garantirá o desenvolvimento da região. Serão milhares de empregos diretos e indiretos, além de estrutura de capacitação e ampliação das novas atividades, fortalecendo e criando novas perspectivas para o crescimento e melhoria das condições de vida da população. Através da RIDE, são criadas condições especiais para a captação de recursos e implantação de incentivos fiscais com o objetivo de reduzir as desigualdades sociais. A Nossa vocação é o turismo! Então, a nossa “irrigação” na RIDE ROTA DO SOL E DO MAR será através de Estradas, Ciclovias, Equipamentos de apoio a trilhas e lazer, implantação de áreas de camping e uma política de ocupação e uso do solo de modo sustentável, Sistema de coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos, já que assim como o potencial do solo sertanejo, temos nessa região o potencial do mar e do sol durante todo o ano. Entretanto, para alavancar este projeto, é necessária representação política para defender e viabilizar a vocação natural da nossa terra, da nossa gente.

E agora?

A vice-presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, rejeitou o pedido do Movimento Brasil Livre (MBL) para que a Corte declarasse a inelegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à Presidência da República, antes do registro de candidatura na Corte. 

Negativa

A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Execuções Penais (VEP) de Curitiba, negou recurso apresentado pelo fotógrafo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrevistá-lo na prisão, com uso de gravador e câmera ou bloco de anotações e caneta.

Contra

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB), líder do partido na Câmara, faz oposição à agenda de propostas da bancada ruralista no plenário. Membro da Frente Parlamentar Ambientalista, o deputado é contrário ao PL 6299/02, chamado de "PL do Veneno", e votará também contra o PL 4576/2016, que muda as regras da venda direta de produtos orgânicos.

O ministro Humberto Martins, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no exercício da presidência, indeferiu liminarmente nesta quarta-feira, 18, um habeas corpus impetrado por particular que pedia a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. As informações foram divulgadas no site do STJ.

O ministro justificou a decisão devido a posicionamento expresso da defesa constituída pelo ex-presidente em recente julgamento de habeas corpus impetrado por terceiros em favor de Lula.

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Humberto Martins destacou que, ao ser regularmente intimado, o advogado Cristiano Zanin Martins, defensor de Lula, assinalou expresso desinteresse não só naquela, mas em qualquer outra representação excepcional, ou seja, de terceiros não constituídos para defender o ex-presidente.

Desta forma, segundo o ministro Humberto Martins, o indeferimento liminar é uma medida que respeita o posicionamento da defesa expresso no HC 434.338, analisado durante o plantão judiciário de janeiro de 2018.

Na ocasião, a defesa do ex-presidente reconheceu a boa intenção do impetrante, mas não autorizou qualquer forma de representação judicial ou extrajudicial em nome de Lula que não seja através dos advogados legalmente constituídos para representá-lo e defender seus direitos e interesses.

Trânsito em julgado

Neste último pedido, o impetrante citou decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal (STF) que concederam liberdade a condenados em segunda instância como exemplos de fatos novos para rediscutir a prisão após condenação em segunda instância. O advogado particular solicitou a liberdade provisória do ex-presidente até o trânsito em julgado do processo do triplex.

Humberto Martins afirmou que, em 2016, o STF passou a adotar o entendimento de que não viola a presunção constitucional de não culpabilidade a execução provisória da pena quando pendente recurso sem efeito suspensivo, como são os recursos extraordinários (ao STF) e especial (ao STJ), situação processual do ex-presidente.

"Desse modo, não há plausibilidade do direito invocado pelo impetrante, pois a possibilidade de execução provisória da pena encontra amparo na jurisprudência das Cortes Superiores, o que, por si só, é suficiente para o indeferimento do pedido", fundamentou o ministro ao lembrar que a matéria já foi analisada por diversas vezes pelo STF, STJ e também pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

O indeferimento liminar do habeas corpus representa a sua extinção, conforme concluiu o Vice-Presidente Humberto Martins, no exercício da Presidência do STJ.

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou hoje (18) pedido feito pelo Movimento Brasil Livre (MBL) para que o tribunal declare a inelegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na decisão, Rosa Weber não entrou no mérito do pedido e entendeu que os representantes do movimento não tem legitimidade para levantar a causa. Além disso, a ministra afirmou que antes do período de registro de candidaturas, não se pode discutir legalmente a questão da inelegibilidade de candidatos.

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Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP). A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça.

Apesar de a Lei da Ficha Limpa ter definido que condenados por órgãos colegiados estão inelegíveis, o momento no qual a Justiça Eleitoral analisa a restrição ocorre após a apresentação do pedido de registro de candidatura, que deve ser feito a partir do próximo dia 20 de julho até 15 de agosto, depois da aprovação do candidato na convenção de seu partido. 

Durante uma entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, ao programa Conversa Afiada, mais uma vez a pré-candidata a governadora de Pernambuco Marília Arraes (PT) se mostrou bastante confiante sobre sua possível candidatura. A neta do ex-governador Miguel Arraes chegou a dizer que não foi surpresa Lula ter dito ao coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile e para o ex-presidente do PT, Rui Falcão, durante uma visita ao ex-presidente, que ela era sua candidata em Pernambuco. 

“Na verdade para a gente essa declaração não foi uma surpresa. Lula já tem tido esse entusiasmo com a candidatura nossa há algum tempo. Em Pernambuco, a gente sente é que as pessoas são muito conscientes do por quê tiraram a presidenta Dilma, da reforma trabalhista e da ameaça da reforma da Previdência”, ressaltou.

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Marília também afirmou que Pernambuco tem a consciência de que o ex-presidente está sendo injustiçado. “Sem dúvida, o sentimento de que o presidente Lula está sendo injustiçado é muito grande. Isso não é somente o que a gente sente, mas também o que é medido nessas pesquisas no estado. Pernambuco é o estado, se não me engano, em que Lula está com os maiores intenções de votos no Brasil”. 

A vereadora petista garantiu que o PT está militando em sua campanha. “Sem dúvida, a base do PT está animadíssima e, além disso, ultrapassou as fronteiras do partido já. A gente já está criando um movimento na sociedade inteira de Pernambuco”. 

Ao jornalista, ela ainda ressaltou que a presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, está do lado do PT. Sobre o encontro que Gleisi teve com o governador Paulo Câmara (PSB), a parlamentar disse que o processo faz parte de uma articulação nacional. Caso a senadora se mostrar contra a sua candidatura, Marília falou que escutaria a base da legenda e o presidente Lula tomando a decisão que não contrarie os interesses nacionais do partido. 

 

Nesta semana, junto com uma comissão formada por outros senadores, foi a vez do pré-candidato a governador de Pernambuco Armando Monteiro (PTB) visitar o ex-presidente Lula, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba desde o último dia 7 de abril. 

De acordo com o petebista, o líder petista se encontra “animado”. “O presidente Lula está animado, inteiro, e fiquei muito feliz de encontrá-lo com disposição. Essa viagem tem um significado para além do caráter institucional, de uma visita oficial do Senado”, declarou Armando. 

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Armando Monteiro também disse que a visita teve um “significado pessoal” por causa da relação de Lula com o seu pai, o ex-ministro Armando Monteiro Filho. “Para mim, também tem um sentido pessoal porminha relação de muitos anos com o presidente Lula e como uma homenagem ao meu pai, que se vivo estivesse certamente viria aqui trazer sua solidariedade ao presidente Lula”, salientou. 

O encontro, que teve o objetivo de verificar as condições de todos os presos e a situação da carceragem da PF, também contou com a presença dos senadores Roberto Requião (MDB), Renan Calheiros (MDB), Edison Lobão (MDB) e Jorge Viana (PT), que foi o autor do requerimento para realização da visita. 

Em abril passado, uma semana antes de Lula se entregar à PF, em entrevista exclusiva ao LeiaJá, Armando Monteiro chegou a dizer que torcia para que Lula não fosse preso. “Considero o presidente Lula uma liderança popular que criou um lastro por tudo que pode fazer quando foi presidente, pela grande identificação que tem com a população mais carente do Brasil, pela sua história, pela sua trajetória, pelo muito que fez por Pernambuco”, elogiou na ocasião. 

Por sua vez, dentro da prisão, o petista continua se mostrando resistente. “Podem ter certeza, vou ser candidato”. Segundo Lula, sua candidatura tem como finalidade “recuperar a soberania do povo brasileiro”. 

 

 

A juíza Carolina Moura Lebbos, da 12.ª Vara Federal de Curitiba, negou na sexta-feira, 13, pedido do fotógrafo Ricardo Henrique Stuckert para que o ex-presidente Lula participe de entrevistas. Stuckert havia recorrido da decisão da magistrada, que, em 11 de julho, barrou Lula em debates e também vetou a saída do ex-presidente da cadeia da Lava Jato para participação presencial na Convenção Partidária Nacional do PT.

Segundo a juíza, "o fato de terem sido eventualmente realizadas entrevistas com outros presos em regime fechado, pontualmente citados pelo agravante, de modo algum poderia significar autorização genérica ou precedente vinculativo". Carolina Lebbos afirmou que "não se verificam argumentos ou fatos novos aptos a justificar a reconsideração do julgado ora impugnado pela via recursal".

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"A decisão agravada apreciou exaustivamente os pleitos de acesso ao local de custódia para a concessão de entrevistas pelo executado (Lula)", anotou a juíza.

Lula, condenado a 12 anos e um mês de reclusão no processo do triplex do Guarujá, cumpre sua pena na sede da Polícia Federal de Curitiba desde a noite de 7 de abril. O PT insiste que ele é o pré-candidato do partido à Presidência.

A trajetória de Nelson Mandela, desde a luta pelo fim da segregação racial até o símbolo de ter sido o primeiro presidente negro da África do Sul, tem sido enaltecida por políticos nas redes sociais nesta quarta-feira (18), dia em que se estivesse vivo ele celebraria 100 anos de nascimento. Em mais um de seus recados desde que foi preso para cumprir pena da Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a “luta” de Mandela para “curar os ódios de uma nação dividida” servem como exemplo hoje para o Brasil. 

Ao reverênciar o líder africano, Lula pontuou também que mazelas como o racismo e uma espécie de apartheid são fortes no país. “Hoje faz 100 anos que nasceu Nelson Mandela. Nos encontramos algumas vezes, mas infelizmente não fomos presidentes ao mesmo tempo. A sua lição de luta, perseverança e que o perdão pode curar os ódios de uma nação dividida são importantes no Brasil de hoje, onde o racismo ainda é muito forte e onde querem reconstruir um apartheid social que lutamos tanto para diminuir”, observou. 

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“O ser humano não nasce odiando, ele é ensinado a isso. Então vamos ensinar as pessoas a serem mais justas, solidárias e sem nenhum tipo de preconceito”, completou o ex-presidente. Mandela governou a África em 1994.

O Nobel da Paz de 1993 também foi recordado pela deputada federal Luiza Erundina (PSOL) que, enquanto prefeita de São Paulo em 1991, recebeu Mandela no Brasil. “Sem sombra de dúvidas uma das mais importantes figuras que já passou pela Terra e um dos políticos mais influentes de todos os tempos. Foi defensor da liberdade, dos direitos humanos e da dignidade humana. Por isso e muito mais, Madiba vive!”, declarou a psolista. 

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A tese de que a voz de Mandela ainda ecoa pelo mundo também foi compartilhada pelos deputados  federais Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Danilo Cabral (PSB-PE) . “Mudou o seu e o destino de seu povo. Sua voz contra a segregação racial se eternizou na História e virou holofote na escuridão do preconceito no mundo. Faria 100 anos hoje. Salve, Nelson Mandela!”, disse, em publicação no Twitter. “Mesmo tendo passado 27 anos preso, não desistiu e segue sendo um de nossos exemplos máximos na luta por igualdade, democracia e contra o racismo”, completou Danilo.

Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 em Mvezo, atual província do Cabo Oriental, e morreu em 2013. 

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, atua internamente na legenda para evitar que o partido opte pela neutralidade nas eleições 2018. Os pessebistas estão sendo assediados pelo PT e pelo ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto.

"O País está em uma crise política, social e econômica sem precedentes. Aí nós vamos dizer que estamos neutros? Que partido é esse? Eu não reconheceria o PSB se ficasse neutro. Isso não seria PSB, mas uma casa de interesses pessoais. Defendo que partido tenha uma posição. Neutralidade é inaceitável e imperdoável", disse Siqueira ao Estadão/Broadcast.

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Segundo o dirigente, a decisão será tomada em uma reunião do diretório pessebista marcada para o próximo dia 30. A convenção do PSB será no dia 5 de agosto, no limite do prazo legal.

As conversas entre Ciro e o PSB caminhavam para um acordo, mas no último o dia 12 o governador de Pernambuco e vice-presidente nacional do PSB, Paulo Câmara, declarou que apoiará a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, mesmo que o PT tenha candidatura própria ao governo do Estado nas eleições 2018.

O apoio ao petista foi declarado após um café da manhã de Câmara com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, no Palácio do Campo das Princesas.

O gesto criou um impasse interno e fortaleceu a tese do PSB manter a neutralidade. A proposta de não subir em nenhum palanque agrada ao governador Márcio França (PSB), que é aliado do ex-governador Geraldo Alckmin, e também aos dirigentes do partido de Estados que buscam alianças locais com o PT, como a Paraíba.

Em outra frente, Ciro faz essa semana uma ofensiva pelo apoio do PCdoB. Aliado do PT em todas as eleições presidenciais desde 1989, o partido se aproximou do ex-ministro e já admite a possibilidade de retirar a deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila da disputa.

O assunto vai começar a ser debatido de forma oficial no encontro do comitê central do partido entre sexta-feira e domingo na capital paulista. Ciro se reuniu ontem no Recife com a cúpula nacional do PCdoB.

A imagem do encontro foi divulgada nas redes sociais do pré-candidato e no portal do PCdoB na internet. Na segunda-feira Ciro esteve em São Luis do Maranhão, onde foi recebido pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que é um dos maiores entusiastas da aliança com o PDT.

A popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco é inegável e a ligação da imagem dele aos palanques dos três principais pré-candidatos a governador tem sido concorrida. Neste sentido, gestos do governador Paulo Câmara (PSB), do senador Armando Monteiro (PTB) e da vereadora Marília Arraes (PT) nos últimos dias têm dado o tom de que se a candidatura do líder-mor petista à Presidência da República vingar, ele pode ter três potenciais eleitores nos palanques estaduais. 

Mesmo integrando uma chapa ao lado de opositores históricos do PT - como PSDB e DEM, Armando não esconde a afeição que tem a Lula. Nessa terça-feira (17), o senador esteve com o ex-presidente em Curitiba, onde ele está preso desde o dia 7 de abril. Cumprindo uma agenda da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para vistoriar as condições dos presos no local, o petebista deixou claro que o encontro teve um sentido pessoal. 

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“O presidente Lula está animado, inteiro, e fiquei muito feliz de encontrá-lo com disposição. Essa viagem tem um significado para além do caráter institucional, de uma visita oficial do Senado”, afirmou Armando. “Para mim, também tem um sentido pessoal, por minha relação de muitos anos com o presidente Lula e como uma homenagem ao meu pai, que se vivo estivesse certamente viria aqui trazer sua solidariedade ao presidente Lula”, ressaltou.

A mesma relação de gratidão é expressada por Paulo Câmara, que tem tido uma postura  efusiva dentro do PSB para que a legenda oficialize o apoio a candidatura de Lula e não marche ao lado de Ciro Gomes (PDT) no pleito. Apesar disso, na semana passada, Paulo disse que independente da posição nacional da legenda ele apoiará o líder-mor petista. "Nosso posicionamento aqui é de apoio à candidatura do presidente Lula”, asseverou, após um encontro com a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), no Recife. 

A decisão do PSB deve sair no dia 30 de julho, quando está marcada uma reunião do Diretório Nacional. Caso se alie ao PT, Paulo será um dos mais beneficiados, uma vez que a aliança também se refletirá em Pernambuco fazendo com que os petistas desistam da candidatura de Marília Arraes ao Palácio do Campo das Princesas e voltem a integrar a Frente Popular de Pernambuco. 

A postura, entretanto, não vai ser bem digerida pela possível única representante petista no pleito pelo governo pernambucano. Marília Arraes já deixou claro que não quer abrir mão da candidatura, contudo nos últimos dias chegou a declarar que seria bom para Lula ter três palanques no Estado. 

Ainda que exista um movimento para limar a candidatura dela em Pernambuco, Marília tem vantagem diante de Paulo e Armando. Recentemente, interlocutores do ex-presidente chegaram a ponderar o apoio dele para que a vereadora do Recife pleiteie o cargo de governadora

Advogado do PT, o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão defendeu a tese de que a prisão domiciliar para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria uma saída estratégica para a participação do líder petista nas eleições deste ano. A tese foi adotada pelo advogado do ex-presidente Sepúlveda Pertence e dividiu a equipe que defende Lula, uma vez que o outro advogado do petista, Cristiano Zanin, não concordou. 

"Na medida que Lula ficasse numa prisão domiciliar, ele teria condições de dar entrevista, condições de articular, de encontrar amigos, ele teria mais liberdade do que estando lá naquele espaço", declarou, após um debate promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, nessa segunda-feira (16). 

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"A estratégia de Sepúlveda Pertence foi de comer pelas bordas e aos poucos ir liberando o regime dele. Acho perfeitamente legítimo. O advogado deve pensar nisso. É o interesse do cliente dele", acrescentou Aragão. 

Para o ex-ministro da Justiça, Lula em casa é melhor "em todos os sentidos". "Até para mim. É mais perto ir de Brasília para São Paulo do que para Curitiba. E eu acho São Paulo mais interessante como cidade", brincou. 

As divergências de estratégias entre Cristiano Zanin e Sepúlveda Pertence vieram à tona depois que Zanin desautorizou publicamente Sepúlveda por ter incluído o pedido para prisão domiciliar no memorial da defesa. Zanin disse que esse não era um desejo de Lula.

A senadora e presidente do PT, Gleisi Hofmann, afirmou que não desistirá de buscar a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que completa hoje 100 dias preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba, condenado na Operação Lava Jato.

Gleisi está em Havana, Cuba, junto com a ex-presidente Dilma Rousseff e militantes, onde participam do Foro de São Paulo, movimento que reúne partidos da esquerda de diversos países. "Viemos aqui para denunciar, e estamos recebendo a solidariedade para Lula. Não vamos desistir. Lula voltará a ser presidente do Brasil", afirmou Gleisi, em vídeo divulgado nas redes sociais.

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A senadora ainda voltou a criticar a atuação do Judiciário e a prisão de Lula que, conforme sustentam os advogados do PT, ocorreu sem provas concretas. "A tentativa de soltá-lo com uma argumentação justa e correta ficou frustrada. Parte expressiva do Judiciário mostrou que tem lado nessa disputa e politizou o tema. Não vamos desistir de Lula, pois não vamos desistir do povo brasileiro", completou, referindo-se à suspensão do habeas corpus conferido, semana passada, pelo plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF), desembargador Rogério Favreto.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. No centésimo dia da prisão, os administradores do seu perfil oficial no Twitter reafirmaram que em 15 de agosto será registrada sua candidatura à Presidência da República.

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Condenado na Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa amanhã 100 dias preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba. Mais magro do que estava quando chegou de helicóptero, na noite de 7 de abril, o petista ainda dita as estratégias e os passos do partido e de seus principais aliados na campanha presidencial. E mantém o PT imobilizado na definição de uma alternativa eleitoral.

As vésperas da convenção partidária e a um mês do prazo final para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - o prazo é 15 de agosto -, o mais importante preso da Lava Jato transformou sua "cela" em comitê político e eleitoral, numa espécie de campanha via porta-vozes.

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Desde que foram autorizadas as visitas especiais de amigos, o ex-presidente já esteve com 16 pessoas em 11 datas distintas. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, é quem mais visitou o ex-presidente. É ela a responsável por avisar o partido, governadores e líderes políticos sobre as decisões de Lula - que, segundo a sigla, tem a palavra final.

Anteontem, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad esteve com o ex-presidente pela primeira vez como advogado com procuração para atuar no processo da execução penal. Coordenador do programa de governo do PT e apontado como possível " plano B" do partido, Haddad havia estado com Lula em sua cela duas vezes, desde que foram liberadas pela Justiça visitas de amigos nas quintas-feiras, pelo período de uma hora. Como advogado, o petista pode agora ver o ex-presidente em qualquer dia da semana.

A intenção do grupo diretamente ligado a Lula é arrastar até o momento final a definição da candidatura e tentar reverter a situação em benefício eleitoral para o nome que for escolhido como candidato do partido, já que Lula está potencialmente impedido de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa.

O PT avalia que o bom desempenho do ex-presidente nas pesquisas, mesmo depois de preso, é um trunfo eleitoral importante para as composições estaduais. E assim, busca manter Lula candidato durante o máximo de tempo possível e fazer a troca só depois que a Justiça decidir se aceita o registro da candidatura.

Lula acompanha o cenário eleitoral e político do País pelos canais da TV aberta - que assiste boa parte dos dias - e pelos relatos de amigos, familiares e advogados.

Reveses

No inicio de junho, o PT pediu à Justiça o direito de Lula participar de "atos de pré-campanha e, posteriormente, de campanha", de comparecer ou participar por vídeo da Convenção Partidária Nacional do PT marcada para o dia 28. Além disso, o partido pleiteava que Lula pudesse participar de debates e sabatinas realizadas pela imprensa.

Na última semana, porém, a juíza federal Carolina Lebbos, responsável pelo processo da execução provisória da pena de Lula, negou o pedido. Para a Justiça, o status do ex-presidente atualmente é de inelegível, em decorrência da condenação em segunda instância - a 8.ª Turma do TRF-4 confirmou sentença de Moro em janeiro e elevou a pena.

A decisão de negar direitos especiais a Lula saiu dois dias depois de o desembargador de plantão do TRF-4, Rogério Favreto - que tem histórico de ligações com o PT - conceder liberdade ao ex-presidente no último dia 8. A ação foi revertida no mesmo dia pelo relator da Lava Jato, desembargador João Pedro Gebran Neto, e pelo presidente da Corte, Carlos Eduardo Thompson Flores.

O ex-presidente foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. O partido e a defesa do ex-presidente sustentam que ele é inocente e vítima de uma perseguição político-judicial.

Nos primeiros 57 dias de prisão Lula leu 21 livros, uma média de 52 páginas por dia: desde os mais densos como Homo Deus, de Yuval Noah Harari; Quem Manda no Mundo, de Noam Chomsky; a clássicos como O Amor nos Tempos do Colera, de Gabriel García Márquez; Ressurreição, de Liev Tosltoi; e a biografia Belchior - Apenas um rapaz latino-americano, do jornalista Jotabê Medeiros.

Nesses 100 dias, Lula passou a receber semanalmente visitas de religiosos, todas as segundas-feiras. Ele já foi visitado, por exemplo, pelos amigos Frei Beto e Leonardo Boff. Um pastor evangélico, um monge e um pai de santo também estiveram com o ex-presidente em sua cela neste período. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, concedeu o habeas corpus para que Fábio Pisoni, condenado a 30 anos de prisão - 28 em regime fechado e dois em regime aberto - por homicídio e porte ilegal de arma, aguarde a apreciação dos recursos impetrados pela defesa na 2ª instância judicial em liberdade. 

A magistrada acolheu um argumento da defesa de que o cumprimento da pena foi antecipado e o réu não poderia ter sido preso até o fim do recurso na segunda instância. 

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A postura de Laurita Vaz vem sendo questionada nas redes sociais por políticos e militantes do PT. A ministra é a mesma que nesta semana negou, de uma só vez, 143 pedidos de habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Antes disso, ela também revogou a liminar para a soltura do petista condedida pelo desembargador de plantão no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Rogério Favreto, no último domingo (8). A defesa de Lula também alega o cumprimento antecipado da pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. 

"Laurita Vaz, como plantonista, solta preso condenado a 30 anos por assassinato. A juíza é a mesma que negou habeas corpus a Lula e criticou atitude do desembargador Rogério Favreto", comentou o deputado Henrique Fontana (PT-SP), no Twitter. 

Caso de Pisoni

De acordo com o G1 de Tocantins, Fábio Pisoni foi condenado pela morte do estudante de agronomia Vinícius Duarte de Oliveira, em 2007. A acusação apontou que ele atirou seis vezes contra um carro, onde estavam Vinícius e mais cinco pessoas. O motivo do crime teria sido uma discussão que começou em uma festa.

Pisoni chegou a ficar foragido entre 2008 e 2012. Ele foi preso duas vezes, mas em ambas foi colocado em liberdade pela Justiça. Fábio Pisoni saiu do presídio Luz do Amanhã, em Cariri do Tocantins, na tarde dessa sexta-feira (13).

O Movimento Brasil Livre (MBL), através de seus coordenadores Kim Kataguiri e Rubens Nunes, entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a Corte declare desde já a inelegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à presidência da República, condenado e preso na Operação Lava Jato.

O MBL pede que o TSE impeça "desde já" o registro de candidatura do petista. O tribunal estabelece que, após a convenção partidária, o partido tem até o dia 15 de agosto para requerer à Justiça Eleitoral os registros dos candidatos escolhidos.

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Na petição, o movimento destaca que Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e que desde a publicação do acórdão do TRF-4 "não há dúvidas" de que Lula "está inelegível", com base na Lei da Ficha Limpa.

"É certo que a eventual possibilidade de candidatura do requerido gera severa insegurança jurídica à sociedade brasileira", afirmam os integrantes do MBL. O movimento ainda pede que a Corte proíba Lula de praticar atos de campanha, e de ser citado em pesquisas eleitorais. O TSE está de recesso durante todo o mês de julho.

A curtida do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) na foto publicada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rendeu comentários irônicos entre os políticos. O ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), não deixou a atitude passar em branco e reforçou a crítica de que o pai de Eduardo, o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), tem posturas iguais ao do PT e, por isso, o "like" não surpreendeu.  

"Não é surpresa o filho do Bolsonaro dar like na foto do Lula. Os votos do pai sempre foram iguais aos do PT, inclusive contra o Plano Real", comentou no Twitter o presidenciável tucano. Sem deixar lado a alfinetada eleitoral, Alckmin disse ainda que mesmo com posturas iguais, nem Bolsonaro nem Lula vão "resolver os problemas do Brasil".

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"Para que a vida do brasileiro melhore, é preciso pensar diferente. Reduzir impostos, gerar renda, criar oportunidades. O Brasil precisa mudar, mudar para melhor", completou Alckmin.

Crítico ácido de Lula, Eduardo Bolsonaro curtiu uma foto do líder petista no Instagram, publicada nessa quinta-feira (12). A publicação pedia para que os seguidores não se abaterem e não desistirem. 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (13), que está indignado com o sofrimento do povo brasileiro. A postura do líder-mor petista -que é pré-candidato à Presidência da República - foi exposta em publicação nas redes sociais dele acompanhada da hashatg “#RecadodoLula”. A iniciativa tem sido recorrente desde que o ex-presidente foi preso, em abril deste ano. Para publicizar o que pensa sobre a conjuntura do país, Lula tem escrito cartas da cadeia e enviado por lideranças políticas que o visitam. 

Ao comentar o episódio do último domingo (8), quando teve um habeas corpus concedido por algumas horas e revogado logo em seguida, o ex-presidente disse que não sentia ódio dos que o mantém preso, mas pena da situação que o país se encontra. Segundo o petista e sua própria campanha, apenas ele pode “devolver a felicidade” aos brasileiros.

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“A tensão deles com a possibilidade de eu ser solto é porque sabem que me prenderam com mentiras. Eles estão nervosos pela consciência culpada deles, das armações que produziram. Eu não sinto ódio, mas pena pela situação em que essa gente colocou o Brasil para vender nossas riquezas e indignação com o sofrimento que passa o povo brasileiro, com cada vez mais dificuldade de ter emprego e pagar as suas contas”, salientou o ex-presidente. 

No recado publicado nas redes sociais, Lula ainda diz que a maior preocupação dos adversários dele é com o resultado de uma eleição democrática. O ex-presidente lidera as pesquisas de intenções de votos, mesmo estando preso para cumprir uma pena de 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro. 

“O pavor que os poderosos sentem não é de mim, Lula, mas de terem que ouvir a opinião dos brasileiros em eleições livres. É o povo brasileiro que precisa recuperar sua liberdade democrática”, conclui o pré-candidato à Presidência.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou parecer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) se manifestando contra o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o juiz federal Sérgio Moro seja considerado suspeito para julgar a ação penal relacionada ao sítio da Atibaia. Para a PGR, o juiz tem sido imparcial em todo o processo.

No parecer, a PGR afirmou que todas as teses de nulidade apresentadas pela defesa do ex-presidente já foram julgadas improcedentes pelas instâncias inferiores da Justiça e mostram mero inconformismo com as decisões de Moro. “Assim, inviável a declaração de nulidade de todos os atos praticados no curso da ação penal processada e julgada pelo Juízo Criminal Federal de Curitiba, que se manteve imparcial durante toda a marcha processual”, afirmou a procuradoria.

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Na ação penal, que é presidida por Moro, na 13ª Vara Federal em Curitiba, Lula é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber como vantagens indevidas reformas realizadas no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), frequentado pela família do ex-presidente.

No laudo elaborado pela Polícia Federal, em 2016, sobre o sítio de Atibaia, os peritos citam as obras que foram realizadas, entre elas a de uma cozinha avaliada em R$ 252 mil. A estimativa é de que tenha sido gasto um valor de cerca de R$ 1,7 milhão, somando a compra do sítio (R$ 1,1 milhão) e a reforma (R$ 544,8 mil).

A defesa de Lula sustenta que o ex-presidente não é proprietário do sítio.

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