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O humorista e apresentador Danilo Gentili respondeu às críticas feitas pelo ator José de Abreu a atriz Regina Duarte, em referência ao apoio da atriz ao candidatado à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro. Em sua conta no twitter, Gentili ironizou o posicionamento de Abreu e disse que o ator tinha 'os pentelhos do saco do Lula' na boca.

"Se eu fosse a Regina Duarte teria medo de andar na rua e tomar cuspida do Zé de Abreu. Já pensou receber os pentelhos do saco do Lula na cara?", escreveu.

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Regina Duarte visitou o presidenciável Jair Bolsonaro, que divulgou uma foto com a atriz nas redes sociais. Após a divulgação da foto, Patrícia Pillar e José de Abreu criticaram o posicionamento da global.

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Por Lídia Dias

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou neste domingo (14) que o mais certo seria que os debates de segundo turno fossem entre ele e o ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT), no lugar do candidato do PT, Fernando Haddad. Mesmo assim, disse que "não iria debater com Lula de jeito nenhum".

"Querem que eu compareça a um debate de qualquer maneira, mas eu dependo de uma avaliação médica. Agora, eu vou debater com ele, Haddad? Por que não tiram o Lula da cadeia para debater comigo? Se bem que eu não iria debater com Lula de jeito nenhum. Mas o mais certo é o Lula, porque quem vai formar ministério é o Lula", disse Bolsonaro, em transmissão de vídeo ao vivo pelo Facebook.

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Preso desde abril pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá, Lula foi o candidato do PT até o início de setembro, quando teve sua candidatura impedida pela Justiça Eleitoral, em razão da Lei da Ficha Limpa, que proíbe condenados em segunda instância de serem candidatos. Haddad assumiu a chapa logo em seguida.

Confiante na vitória no segundo turno, o candidato do PSL afirmou que é "quase impossível" perder a disputa. "Vamos mudar o Brasil, não teremos outra oportunidade", disse o capitão da reserva. Na primeira pesquisa de intenção de voto feito pelo Datafolha após o primeiro turno, Bolsonaro apareceu com 58% dos votos válidos, enquanto Haddad teve 42%. Uma pesquisa Ibope é esperada para amanhã.

Na transmissão ao vivo pelo Facebook, Bolsonaro voltou a cometer um ato falho em relação à facada que levou em Juiz Fora, Minas Gerais, durante campanha no primeiro turno. Assim como havia dito em entrevista à CBN na quinta-feira (11), o candidato disse que foi "vítima do que prega". Depois, se explicou e afirmou que foi vítima da violência que combate.

O ato falho ocorreu enquanto Bolsonaro criticava Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Presidência no primeiro turno e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que insinuou que o MTST ocuparia a casa do Bolsonaro, por considerá-la improdutiva.

"Logo eles que dizem que eu que sou violento. Eles sempre se vitimizam. Eu não prego a violência, eu prego a não violência. Eu fui vítima daquilo que prego, a não violência", disse em um primeiro momento. "Só para deixar bem claro, eu sou vítima do que eu combato. Eu combato a violência e fui vítima desse combate à violência, eu sofri um ato de violência", afirmou em seguida, após ter sido corrigido por alguém da equipe dele.

Bolsonaro, inclusive, reforçou que, se eleito, vai tipificar como terrorismo a invasão de propriedades, urbanas ou rurais.

Em um ataque a Haddad, o candidato do PSL recorreu a trechos de obras acadêmicas do seu adversário para argumentar que quem representa risco à democracia é o petista e não ele. "Na tese de mestrado dele, ele fala do caráter socioeconômico do sistema soviético. Olha pelo que ele se interessa", disse.

"E o orientador foi Paulo Arantes, que é um filósofo, importante pensador marxista. E tem gente que acredita que esse cara Haddad é democrata. É o fim da picada. E vão continuar falando que eu sou risco à democracia e não ele", afirmou.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou hoje (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contra pedido para retirar do juiz Sérgio Moro a relatoria do processo envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso de um sítio em Atibaia (SP).

A defesa de Lula alegou que Moro não tem competência para julgar o caso em função da decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que retirou da relatoria do juiz trechos de delações de ex-diretores da Odebrecht, provas que foram usadas pelo Ministério Público Federal (MPF) para embasar a acusação contra o ex-presidente.

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Ao se manifestar sobre a questão, Raquel Dodge afirmou que, na decisão,  o STF não analisou a competência de Moro para relatar o processo. "Trata-se de pretensão que não merece ser acolhida na medida em que representa indevida tentativa de, a um só tempo, burlar o rito próprio previsto para que esse tipo de pretensão seja apreciada, suprimir triplamente instâncias e violar o rol constitucional de competências da Suprema Corte", afirmou a procuradora.

O processo trata das suspeitas de que as benfeitorias feitas no sítio foram financiadas pelas empreiteiras OAS e Odebrecht com recursos desviados da Petrobras. A defesa de Lula sustenta que a propriedade era frequentada pela família de Lula, mas que o ex-presidente não é proprietário do sítio.

Segundo os investigadores, as reformas no sítio começaram após a compra da propriedade pelos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, amigos de Lula, quando “foram elaborados os primeiros desenhos arquitetônicos para acomodar as necessidades da família do ex-presidente”.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em outro processo, o caso do tríplex em Guarujá (SP).

A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça.

Mais uma vez elevando o tom, o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que eram fake news algumas informações divulgadas, segundo ele, pelo ex-presidente Lula e o presidenciável Fernando Haddad (PT). “O pau mandado do corrupto preso e pai do kit-gay, propôs combate às notícias falsas, hoje espalha mentiras descaradas a meu respeito”, expôs pelas redes sociais.

Bolsonaro falou que o Partido dos Trabalhadores (PT) é demagogo e garantiu que irá manter o Bolsa Família. “E combateremos as fraudes para possibilitar o aumento para quem realmente precisa como dito várias vezes, manteremos o 13º terceiro salário, protegido pela constituição e manteremos licença-maternidade”, prometeu. 

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O capitão da reserva não poupou críticas, sem citar nomes, a Lula e a Haddad. “Quem está a favor do povo faz política com a verdade, não trabalha a serviço de um corrupto preso, nem faz parte da quadrilha que assaltou os brasileiros e colocou o país na lama. Canalhas mil vezes”, disparou. 

Bolsonaro ainda afirmou que irá ampliar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e que apoiará as pesquisas nas universidades para o desenvolvimento do país.       

 Por sua vez, Haddad parece estar bem disposto a enfrentar Bolsonaro cara a cara. Nesta quarta-feira (10), o petista disse que iria até a enfermaria para fazer o debate com ele, após o deputado falar que não iria participar do debate da TV Bandeirantes, marcada para esta semana.

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), negou, nesta terça-feira, 9, pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tirar dos autos de ação penal um dos termos da delação do ex-ministro Antonio Palocci. Na petição, os advogados ainda pediam a suspensão do processo em que o petista é réu por supostas propinas de R$ 12 milhões da Odebrecht.

A defesa do ex-presidente ainda pedia a suspensão da ação penal até decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU. Os advogados requereram também o direito à "apresentação de alegações finais após réus colaboradores".

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"Analisando os autos e a decisão ora hostilizada, não verifico flagrante ilegalidade capaz de autorizar o processamento excepcional do habeas corpus, sobretudo porque, como já afirmado introdutoriamente, não está em discussão a liberdade do paciente", pontua Gebran.

Neste processo, o ex-presidente é réu sob acusação de ter recebido propinas da Odebrecht na forma da suposta aquisição, pela empreiteira, de um terreno para o Instituto Lula (R$ 12 milhões) e de um apartamento em São Bernardo do Campo, ocupado pelo petista (R$ 504 mil).

Nos autos desta ação, um dos termos do acordo foi divulgado segunda-feira, 1, pelo juiz federal Sérgio Moro, o juiz da Lava Jato.

O anexo narra suposto loteamento de cargos na Petrobras em troca do abastecimento de campanhas políticas.

O ex-ministro reafirmou que Lula "tinha conhecimento, desde 2007", de supostos esquemas de corrupção na Petrobras. Palocci revelou que 90% das Medidas Provisórias nos governos do PT estavam relacionadas ao pagamento de propinas e ainda disse que as campanhas que elegeram a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2010 e em 2014, custaram R$ 1,4 bilhão, valor bem acima do declarado ao Tribunal Superior Eleitoral.

Os advogados afirmam que "o despacho que determinou a juntada aos autos do contrato de recompensa de Antônio Palocci Filho com a Polícia Federal, mesmo que não sirva nem possa ser usado para o livre convencimento quando do julgamento da ação penal, bem como a publicidade a ele conferida na semana que antecede a disputa eleitoral, se deu, única e exclusivamente, para gerar efeito político".

Lula foi condenado pelo TRF-4 a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Pelos mesmos crimes, Palocci foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 12 anos e 2 meses de prisão.

Palocci também prestou depoimentos em outros inquéritos que miram o petista. Em depoimento à força-tarefa Greenfield, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil dos governos Lula e Dilma afirmou que o ex-presidente agiu "diretamente" em pedido de propina relacionado à compra de caças suecos durante governo Dilma. Além disso, Palocci também revelou que pacto previa repasse de R$ 300 milhões da empreiteira Odebrecht para o PT.

Por conta de discordâncias políticas no Brasil, várias pessoas estão sendo vítimas de ataques e até sendo mortas. No último domingo (7), por estar vestindo uma camiseta com a imagem do ex-presidente Lula, o jornalista Guilherme Daldin foi atropelado por um carro na Rua Trajano Reis, no Centro de Curitiba. Segundo a vítima, o motorista ainda ameaçou os amigos do jornalista dizendo estar portando uma arma de fogo.

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O carro não atingiu em cheio a vítima                     Foto: Reprodução/Brasil de Fato

Segundo o site Brasil de Fato, a placa do carro foi identificada e através dela foi possível encontrar o perfil do Facebook do suspeito, que não foi divulgado. Na rede social, mensagens de ódio e pedido de morte a quem apoia o Partido dos Trabalhadores (PT) foram compartilhadas. Ao site, o jornalista disse que o que aconteceu com ele foi "leve comparado a outros casos de violência praticados por quem apoia Bolsonaro".

O jornalista Guilherme Daldin afirmou que ao chegar na delegacia para fazer o Boletim de Ocorrência (BO) se sentiu acuado por ver adesivos do candidato Jair Bolsonaro colados no computador da escrivã. "Um órgão público, equipamentos do estado, com propaganda eleitoral: isso é crime", compartilhou Guilherme em sua conta do Facebook.

As colagens foram vistas quando o jornalista tentava denunciar o caso   Foto: Reprodução/Facebook/Guilherme Daldin

Na mesma publicação, o jornalista diz que se sentiu angustiado e despossuído de seus direitos. "Mas vocês sabem que sou otimista e que não medirei esforços para barrar a ameaça fascista (sic)", finalizou a vítima, que não sofreu grandes ferimentos com o atropelamento.

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Na primeira entrevista concedida após ser reeleito, nesta segunda-feira (8), o governador Paulo Câmara (PSB) falou que haverá muito trabalho para eleger o candidato a presidente Fernando Haddad (PT). “Agora nós vamos trabalhar muito para ele ser eleito presidente e que ele possa fazer as mesmas parcerias que o [ex] presidente Lula fez com Eduardo Campos. Fazer conosco aqui a partir de 2019”, declarou. 

O governador garantiu que o melhor projeto para o Brasil é a do petista. “Nós vamos pedir o voto como nós fizemos no primeiro turno. Foi importante para ele ter a votação que teve aqui em Pernambuco e avançar. A gente tem que procurar mostrar para as pessoas que o melhor projeto para o Brasil para os próximos quatro anos, para Pernambuco e para o Nordeste passa pela eleição de Fernando Haddad”. 

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Paulo Câmara também falou sobre a visita de Haddad a Lula nesta segunda, em Curitiba. “Fernando Haddad já colocou isso de maneira muito clara e é advogado do [ex] presidente Lula. Ele visita efetivamente o [ex] presidente Lula toda segunda-feira”, explicou.

O governador ainda contou que Haddad ouve as colocações de Lula. “É uma pessoa que ele ouve também diante do desafio que é participar de uma eleição como essa e o futuro que ele quer construir para o Brasil como o [ex] presidente Lula fez quando era presidente. A gente respeita isso, ele é o nosso candidato”.

O candidato do PT à Presidência da República nas eleições 2018, Fernando Haddad, visitou na manhã desta segunda-feira, 8, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua cela especial na sede da Polícia Federal em Curitiba - onde está preso e condenado pela Operação Lava Jato.

Haddad chegou na sede da PF por das 11h. Ele viajou em um jato acompanhado dos petistas Emídio de Souza e Luiz Eduardo Greenhalgh.

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Haddad entrou sozinho para falar com Lula. Saiu cerca de uma hora depois. No primeiro ato da campanha de segundo turno, Haddad comemorou com Lula o resultado e discutiu os rumos da disputa contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, nessa segunda etapa.

O candidato do PT convocou a imprensa para uma entrevista coletiva em um hotel de Curitiba onde ele faria uma reunião no início da tarde desta segunda-feira, antes de retornar a São Paulo.

Lula completou neste domingo de eleições gerais no País exatos 6 meses de prisão em Curitiba. Apesar do isolamento do cárcere o petista comandou a campanha de Haddad por seus porta-vozes e por meio de bilhete manuscritos.

O Comitê de Direitos Humanos da ONU confirma que apenas tomará uma decisão definitiva sobre a queixa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2019. Nesta segunda-feira, 8, o órgão iniciou sua última reunião do ano e o caso do brasileiro não foi incluído na agenda.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, Margo Waterval, uma das 18 especialistas independentes do Comitê e responsável por presidir o grupo que seleciona os casos a serem tratados, confirmou que Lula "ficará para algum momento em 2019". "Não incluímos ainda na agenda deste ano. Temos um volume grande de casos", explicou a especialista, do Suriname.

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Segundo ela, o Comitê irá avaliar 22 queixas individuais nas próximas duas semanas. Três deles se referem a deportações. Margo indicou que, dos 22 casos, o órgão considerou que 14 deles devem ser considerados como violações dos tratados internacionais e dos direitos básicos. Um deles ainda seria considerado como não violação. Outros seis casos foram considerados como inadmissíveis.

Já havia uma indicação de que a queixa envolvendo o brasileiro não seria tratada nesta reunião, depois que o Comitê estabeleceu certos prazos para que a defesa do ex-presidente e do estado brasileiro pudessem se pronunciar.

O caso de Lula foi levado ao Comitê de Direitos Humanos Nações Unidas em julho de 2016, pelo advogado Geoffrey Robertson, contratado pelo ex-presidente. A denúncia central era de que o juiz federal Sérgio Moro estaria sendo parcial no julgamento do ex-presidente.

Em outubro daquele ano, as equipes legais da ONU aceitaram dar início ao exame. Para que uma queixa seja aceita, a entidade em Genebra precisa concluir que o sistema judicial brasileiro não tem a capacidade ou garantias suficientes de independência para tratá-lo.

Em meados de agosto, o Comitê de Direitos Humanos da ONU havia concedido medidas cautelares e solicitado às autoridades brasileiras que mantivessem os direitos políticos de Lula até que seu caso fosse avaliado pelo Supremo Tribunal Federal e que o mérito do caso fosse tratado em Genebra. O órgão formado por 18 peritos independentes, porém, não atendeu ao pedido para que o ex-presidente fosse solto.

Naquele momento, o Comitê deixou claro que, ao pedir medidas cautelares, o órgão não estava prejulgando uma eventual inocência ou não de Lula.

Nesta segunda-feira, entre os peritos do Comitê, a situação eleitoral brasileira estava entre os principais assuntos nos corredores, com os especialistas tentando entender o resultado das urnas e quais cenários poderiam ocorrer no País nas próximas semanas.

Mas o presidente do órgão, o israelense Yuval Shany, deixou claro que não havia qualquer medida que o Comitê poderia tomar até que o mérito do caso fosse definido, em 2019.

À reportagem, os diferentes peritos insistiram que o trabalho do órgão não tinha qualquer viés político e que não era organizado com base no calendário eleitoral nem do Brasil e nem de qualquer outro país.

Ainda assim, os peritos deixaram claro que o governo brasileiro não manteve uma comunicação com o órgão como se desejava. No caso das medidas cautelares, em agosto, o Comitê indicou que apenas recebeu uma resposta da missão do Brasil na ONU em que confirmava o recebimento da comunicação, sem qualquer comentário adicional.

Também surpreendeu o órgão o fato de que a diplomacia brasileira abriu mão de recorrer da decisão sobre as medidas cautelares, um direito que também tinha. O governo se limitou a considerar que a decisão não tinha poder vinculante.

A primeira agenda oficial do candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, vai ser uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. É o primeiro ato de Haddad após receber 29,3% dos votos no Domingo (7) contra 46,1% de Jair Bolsonaro (PSL).

Assim que foi eleito, Haddad fez questão de agradecer o ex-presidente em agenda pública. Além dele, vão visitar Lula o secretário de finanças do partido, Emídio de Souza, e Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado historicamente ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

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O encontro deve definir quais as prioridades de Haddad no 2º turno. O PT espera que Lula delibere sobre alianças e quais os rumos de Haddad. Setores petistas já discutem se o candidato à Presidência deve assumir um caminho mais independente a Lula para tentar atrair eleitores mais ligados ao centro.

Um dos pontos que pode ser mudado no 2º turno é o programa de governo, feito sob medida para Lula. Já há grupos petistas quem defendem que ele modere em questões tributárias e reforma da Constituição, entre outros temas.

Para petistas ligados ao candidato, Haddad vai ter de sair de "baixo das asas de Lula" para ser ele próprio neste 2º turno.

Primeiro colocado no 1º turno das eleições presidenciais, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) não chegou aos mil votos em Caetés, cidade natal do ex-presidente Lula. O município tem 26 mil habitantes. Até as 22h deste domingo, 7, Bolsonaro havia recebido 869 votos ou 7%.

Preso em Curitiba desde 7 de abril para cumprir pena de 12 anos e um mês de reclusão na Operação Lava Jato, Lula foi considerado inelegível pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral e substituído nas eleições 2018 pelo ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT).

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O primeiro colocado de Caetés foi Haddad com 10 mil votos ou 82%. O candidato Ciro Gomes (PDT) ficou em segundo com 966 votos ou 7,98%.

Bolsonaro e Haddad vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais. O candidato do PSL é o mais votado em 16 Estados e no Distrito Federal. O capitão reformado do Exército só ficou atrás de Haddad nos oito Estados do Nordeste e no Pará. Ciro Gomes liderou a disputa no Ceará, seu berço político.

Bolsonaro e Haddad disputam a Presidência pela primeira vez e foram os dois mais votados entre os 13 postulantes ao Palácio do Planalto. O resultado do primeiro turno quebrou a polarização entre PT e PSDB na eleição presidencial. Nas últimas seis eleições, houve duas vitórias do PSDB (1994 e 1998) e quatro do PT (2002, 2006, 2010 e 2014).

O Nordeste que garantiu a vitória a Dilma Rousseff em 2014 também assegurou a realização de segundo turno em 2018.

O governador Paulo Câmara (PSB) conquistou, neste domingo (7), a reeleição para o cargo e vai gerir o Estado até 2022. Com 99% das urnas apuradas, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, Paulo já conquistou 50,61% dos votos válidos, o que garante a ele a vitória sem precisar enfrentar um segundo turno. Em segundo lugar na disputa ficou o senador Armando Monteiro (PTB) com 36,01% dos votos válidos. Esta é a segunda vez que o petebista é derrotado nas urnas pelo pessebista, em 2014 os dois também se enfrentaram e Paulo foi eleito no primeiro turno.

Entre os demais candidatos,  Dani Portela (PSOL) foi a terceira mais votada com 5,03% dos votos, seguida de Julio Lossio (Rede) - 4,68% - e Maurício Rands - 3,46%.

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Mais cedo, ao votar acompanhado da candidata a vice, Luciana Santos (PCdoB), e dos demais membros da chapa majoritária da Frente Popular de Pernambuco, Paulo já demonstrava estar confiante em um resultado favorável já neste domingo.

O governador chegou a disputa com um palanque endossado por 12 partidos, entre eles o PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que mesmo estando preso, ainda tem uma influência de voto grande em Pernambuco, sua terra natal. O apoio do PT, contudo, não foi unânime, já que parte da militância reprovava Paulo e deixou isso bem claro em uma das agendas de campanha conjunta com Fernando Haddad (PT), no Recife, onde o governador chegou a ser chamado de “golpista”.

Campanha acirrada

Apesar da vitória, o governador enfrentou uma campanha bastante crítica ao seu primeiro mandato. O principal ponto citado nos discursos dos adversários foi a falta de cumprimento de algumas promessas feitas em 2014, quando ele concorreu pela primeira vez, entre elas a implantação do bilhete único no transporte coletivo e a construção de hospitais. Para enfrentar os concorrentes e justificar o descumprimento, Paulo culpou a crise econômica e, por muitas vezes, afirmou que Pernambuco foi vítima de uma "perseguição" do governo do presidente Michel Temer (MDB).

Temer também foi uma figura importante na disputa em Pernambuco, uma vez que nenhum dos postulantes quis ser atrelado ao presidente que configura o título de "o mais rejeitado que o país já teve". Nessa briga de desvinculação e fazendo uma polarização na corrida pelo comando do Palácio do Campo das Princesas, o governador enfrentou diretamente Armando Monteiro, que chegou a crescer nas pesquisas de intenções de votos, mas não obteve êxito nas urnas.

Um episódio que marcou o acirramento entre os dois foi o apoio com relação à reforma trabalhista aprovada no Congresso em 2017. Como o assunto dividiu boa parte da população e foi rejeitado pelas classes mais populares, Paulo aproveitou para lembrar nos debates e no guia eleitoral que Armando votou a favor da atualização das regras trabalhistas e o petebista aproveitou para rebater, acionando, inclusive, a Justiça Eleitoral.

O acirramento entre os dois foi se atenuando ainda mais na reta final da campanha, quando as pesquisas de intenções de votos apresentaram um crescimento de Armando no cenário, chegando a empatar tecnicamente com o governador.

Novo governo, mas de continuidade

Apesar do ano da eleição ser 2018, Paulo Câmara ganhou mais quatro anos para por em prática as promessas feitas em 2014. Nos debates e entrevistas o governador sempre deixou claro que "faltava muito" para fazer em Pernambuco e sempre reiterava que as propostas apresentadas naquele ano estavam valendo para a atual campanha. Tanto é que renovou o polêmico compromisso de instalar o bilhete único na Região Metropolitana do Recife.

Entre as novidades, contudo, Paulo prometeu implantar o 13º para beneficiários do programa Bolsa Família, criar uma linha de crédito de até R$ 3 mil para os micro e pequenos empreendedores e criar o Prouni Estadual, com bolsas de estudo nas universidades particulares em Pernambuco para estudantes da rede pública de ensino com bom desempenho no Enem.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um policial barrando a entrada de uma eleitora em uma seção, em Maceió, por estar vestindo uma camisa com o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ministério Público Federal de Alagoas (MPF-AL) vai apurar a informação.

De acordo com as imagens, a senhora estava se dirigindo a sala onde votaria quando foi abordada pelo policial que informou ter conversado com o promotor de Justiça da cidade sobre a vestimenta dela, que exibia o nome de uma pessoa que não era candidata ao pleito. Lula teve a postulação indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

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“Ele pediu para gente solicitar a senhora que se retire e mude a camisa”, disse o policial a mulher, que não foi identificada. Um outro eleitor que gravou o vídeo, mas também não é identificado e é possível apenas ouvir a voz, também tenta interferir contra a eleitora. “[Vai ter que tirar a camisa] Ou se não vai presa, tem problema não. Tem cabelo branco, mas eu gosto de gente honesta. A senhora está induzindo o povo a votar no Lula”, frisou.  

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A mulher, por sua vez, tenta argumentar que está exercendo o direito democrático, mas não é bem sucedida.

Em resposta ao UOL, o MPF chegou a informar vai apurar o caso, mas que é importante que as vítimas registrem ocorrência na Polícia Federal ou no próprio MP Eleitoral. Também segundo o MPF não há restrições para a vestimenta dos eleitores e sim quanto ao comportamento, uma vez que o eleitor não pode manifestar voto em voz alta ou tentar convencer outros cidadãos a votar em alguém.

Por meio de uma carta escrita à mão, Lula pediu como presente de aniversário que o povo brasileiro vote neste domingo, 7, em Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência. O ex-presidente comemora seu nascimento no dia 6, sábado.

Uma fotografia do documento foi publicada no perfil oficial de Lula no Twitter. Haddad compartilhou a postagem em suas redes sociais com uma resposta ao ex-presidente: "Amanhã se completam 73 anos do nascimento do maior líder brasileiro da História".

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Luiz Inácio da Silva nasceu em Garanhuns (PE), no dia 27 de outubro, mas foi registrado como tendo nascido em 6 de outubro.

Leia o texto na íntegra:

"Ao meu querido povo brasileiro,

Dia 06 de outubro é meu aniversário oficial. Espero ganhar de presente no dia 07 de outubro o voto do povo brasileiro no Haddad para Presidente. Haddad é 13. Haddad é Lula.

Um grande abraço do Lula

Sem medo de ser feliz"

Liderando as pesquisas de intenções de votos, o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou, nesta quinta-feira (4), que a “grande surpresa positiva” para ele com o resultado das eleições no próximo domingo (7) virá do Nordeste.  A fala de Bolsonaro é significativa, uma vez que a região é predominantemente petista e sofre grande influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou Fernando Haddad (PT) para a disputa presidencial. 

“A grande surpresa positiva para mim virá do Nordeste. O povo Brasileiro, você pode ver, qual a cidade que tem mais nordestinos no Brasil? São Paulo. Peço para que liguem para os parentes e procurem saber como Haddad governou São Paulo. Ele nem conseguiu se reeleger e perdeu para o [João] Dória. Esse homem agora está a serviço de uma pessoa que tinha tudo para ser um grande presidente, mas está preso. [Lula] Ele está colhendo o que ele plantou, ele tentou fazer com que Brasil fosse de um só partido, mas o PT instituiu o maior programa de corrupção do mundo”, argumentou, em entrevista à Rádio Jornal. 

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Bolsonaro garantiu ainda que não pretende “fechar a torneira” para os governadores do Nordeste caso seja eleito. “Ao estar afinado com o governador não pode prejudicar toda a população. Isso não é justo. O Estado que for eleger um governador do PT ou do PDT não tem problema nenhum. Sempre falamos, menos Brasília e mais Brasil. Queremos descentralizar os recursos. Não tem como fechar a torneira para o governador do Maranhão porque ele é do PCdoB, por exemplo”, salientou. 

Ainda sobre a região, o presidenciável disse que vai priorizar a Transposição do Rio São Francisco e negou a possibilidade de retomada da CPMF. 

Causas LGBTI+

O candidato do PSL à Presidência também rebateu as teses de que ele seria contra “negro, contra mulher, contra gay”, para ele isso é “invenção” da oposição. “Como posso ser contra tudo no Brasil e estar no primeiro lugar nas pesquisa?”, indagou, ironizando. 

Quanto aos relacionamentos homoafetivos, Jair Bolsonaro disse que os gays devem mais é ser felizes. “A minha bronca sempre foi e será contra esse tipo de material escolar [kit gay]. O pai não quer que o filho aprenda a fazer sexo homo ou hétero aos 6 anos de idade. A criança é um anjinho. Os movimentos de esquerda, como não tinham como discutir isso comigo, inventaram que eu era homofóbico. Onde é que me ouviram falando isso aí?”, questionou. 

“Ela [uma mulher lésbica] é maior de idade, eu quero mais é que ela seja feliz, assim como a outra menina quer namorar um menino, vá ser feliz. Cada um vá cuidar da sua vida, agora para criancinha de 6 anos de idade não dá. O pai não quer encontrar o filho brincando de boneca por influência da escola. Não tenho nada contra os gays, os gays vão ser felizes. A grande maioria são pessoas felizes, trabalham, pagam seus impostos, tem todo direito de ser feliz”, completou, dizendo que se eleito vai eliminar a educação sexual nas escolas. 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu nesta quarta-feira (3) manter a proibição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conceder entrevistas da prisão. Para o presidente da Corte, deve ser cumprida "em toda a sua extensão" a decisão liminar do vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, que impediu na última sexta-feira (28) Lula de falar com a imprensa no período eleitoral.

Toffoli também reiterou que a proibição vale até o plenário da Suprema Corte analisar definitivamente a questão, o que só deve ocorrer após as eleições. O novo despacho de Toffoli deverá pacificar a questão, alvo de uma guerra de liminares no tribunal que envolveu nos últimos dias o próprio Toffoli, Fux e o ministro Ricardo Lewandowski.

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"Louvando a iniciativa do eminente Relator, ministro Ricardo Lewandowski, registro que a decisão liminar proferida (...) em 28/9/18, pelo vice-presidente da Corte, Ministro Luiz Fux, no exercício da Presidência, deverá ser cumprida, em toda a sua extensão, nos termos regimentais, até posterior deliberação do plenário", escreveu Toffoli, em despacho assinado na noite desta quarta-feira.

A avaliação de integrantes do STF é a de que o episódio desgastou institucionalmente a imagem do Supremo e aprofundou as divisões internas da Corte. Dois ministros ouvidos reservadamente pela reportagem consideram a situação "péssima", "difícil" e "horrível" para o tribunal. Há também um entendimento de que, quando o plenário do STF se debruçar sobre a questão, deverá ser avaliado o aspecto processual do embate, ou seja, a ação pela qual Fux, na última sexta-feira, derrubou a autorização concedida por Lewandowski em outro processo.

Nesta quarta-feira, Lewandowski não compareceu a um almoço marcado por Toffoli com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, do qual participaram outros integrantes da Corte. Lewandowski e Toffoli tiveram uma dura conversa sobre o episódio na última segunda-feira (1), quando estiveram em um debate na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) em São Paulo.

Autorização

A nova decisão de Toffoli ocorre depois de Lewandowski atender a um pedido da defesa de Lula para autorizar que o petista seja entrevistado da superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso.

Lewandowski enviou o caso para Toffoli decidir como seria executada sua autorização, deixando com o colega a palavra final em torno do imbróglio.

A controvérsia envolvendo a possibilidade de Lula conceder entrevistas começou com os pedidos do jornal Folha de S.Paulo e do jornalista Florestan Fernandes Júnior feitos ao STF. Em resposta a estas solicitações, Lewandowski autorizou as entrevistas na última sexta-feira (28). Mas, no mesmo dia, a decisão foi cassada pelo vice-presidente da Corte, Fux, na condição de presidente em exercício.

Nesta segunda-feira, no entanto, Lewandowski reafirmou a autorização e atacou a decisão de Fux, dizendo que o despacho do colega é "absolutamente inapto a produzir qualquer efeito no ordenamento legal".

O episódio, que gerou grande tensão na Corte, precisou da intervenção do presidente Toffoli, que resolveu, ainda na segunda, manter a proibição de Lula dar entrevistas até que o plenário do STF discuta sobre a matéria.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize que o petista seja entrevistado da cadeia, para que seja garantida "a livre manifestação de pensamento". Quem vai decidir sobre o pedido é o ministro Ricardo Lewandowki, que já se posicionou a favor de Lula falar com a imprensa mesmo preso.

A possibilidade de Lula conceder entrevistas da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, gerou um recente embate entre Lewandowski e o ministro Luiz Fux, envolvendo também o presidente do STF, ministro Dias Toffoli. O episódio acabou com Lula sendo vetado de dar entrevistas até que o plenário da Corte decida sobre a matéria. Agora, o próprio Lula pede que Lewandowki autorize as entrevistas.

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Na ação, a defesa do ex-presidente reclama das decisões da 12.ª Vara Federal de Curitiba (PR), que proibiram as entrevistas inicialmente. "Tais pedidos, contudo, restaram todos indeferidos pelo juízo reclamado em decisão que lhe impõe censura prévia", afirma.

Os advogados ainda dizem que Lewandowski "já reconheceu" que há "violação" nas proibições, quando, na última sexta, autorizou Lula a falar com a imprensa. "Luiz Inácio Lula da Silva é ex-Presidente da República, governou o País durante os anos de maior prosperidade social na história, era pré-candidato em 2018 até o injusto indeferimento de sua candidatura e, com certeza, tem muito mais a contribuir ao interesse público do que sua censura", diz a defesa.

Os advogados ainda falam que "censurar" o petista é "ludibriar a democracia, e subverter as bases do processo eleitoral".

Lula era o candidato à Presidência da República pelo PT até o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrar seu registro em função da Lei da Ficha Limpa. Seu nome foi substituído pelo de Fernando Haddad.

A ação no STF é assinada pelos deputados petistas Wadih Damous (RJ), Paulo Pimenta (RS) e Paulo Teixeira (SP).

Embate

O imbróglio envolvendo a possibilidade de Lula conceder entrevistas começou com os pedidos do jornal Folha de S. Paulo e do jornalista Florestan Fernandes Júnior feitos ao STF. Em resposta a essas solicitações, Lewandowski autorizou as entrevistas na última sexta-feira, 28, mas, no mesmo dia, a decisão foi cassada pelo vice-presidente da Corte, Fux, na condição de presidente em exercício.

Nesta segunda-feira, 1, no entanto, Lewandowski reafirmou a autorização e atacou a decisão de Fux, dizendo que o despacho do colega é "absolutamente inapto a produzir qualquer efeito no ordenamento legal".

O episódio, que gerou grande tensão na Corte, precisou da intervenção do presidente Toffoli, que resolveu, ainda na segunda, manter a proibição de Lula dar entrevistas até que o plenário do STF discuta sobre a matéria.

Os dois candidatos que lideram as pesquisas de intenções de voto na disputa pelo Senado em Pernambuco, Humberto Costa (PT) e Jarbas Vasconcelos (MDB), irão intensificar a agenda de campanha nesta reta final da corrida eleitoral. Os dois aparecem empatados com 33%, cada, na pesquisa divulgada pelo Ibope nessa terça-feira (2). 

Tentado associar a sua imagem ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Humberto vem se autodenominando como o “senador de Lula”. “Um senador que sempre lutou por Pernambuco e pelos programas que mudaram o Brasil”, destacou por meio das redes sociais. 

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Nas publicações do Facebook, também é reiterado que Humberto é do "time" de Lula. “Que criou [Lula] o Samu 192, o Farmácia Popular e o Brasil Sorridente, que criou a carteira de motorista gratuita para a população de baixa, a Academia das Cidades e construiu mais de 20 mil casas para os pernambucanos”, diz o texto. 

O senador petista, que já chegou a dizer que é preciso dar um basta no candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), nesta quarta-feira (3), falou que no programa de governo do capitão da reserva prevalece um profundo desprezo pelo povo trabalhador. “Fruto do ódio e da ignorância enraizados nas elites deste país. Repare as ideias: imposto de renda unificado, igualando ricos e pobres, privatização das estatais e venda de propriedades imobiliárias da União. A lista de absurdos é gigante e pode afundar de vez o Brasil”, pontuou. 

Por sua vez, Jarbas vem ressaltando que é a opção para Pernambuco continuar melhorando. Nas redes sociais do candidato, também é exaltado sua trajetória política frisando que o emedebista foi o primeiro governador a implementar o modelo de educação em tempo integral em Pernambuco. 

Rivais históricos e agora unidos na mesma chapa encabeçada pelo governador Paulo Câmara (PSB), os dois tentam explicar o motivo de terem se unido. Jarbas já disse que se uniu a um adversário por acreditar que é o melhor para o estado. Humberto, que vem sendo chamado pelos que não concordam com a aliança de “golpista”, também falou sobre o assunto. “Em nome de Pernambuco poder avançar, em nome da gente esquecer as diferenças do passado e olhar para frente para fazer o nosso estado chegar onde ele pode e deve”, disse recentemente.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná rejeitou o recurso apresentado pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedindo autorização para que ele pudesse votar nas eleições deste ano. A postura da Corte foi exposta na noite dessa terça-feira (2). 

A defesa argumentou, no TRE, contra a primeira decisão de 23 de agosto questionando a "impossibilidade técnica" para instalar uma seção eleitoral na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso desde abril. 

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Uma norma da Justiça Eleitoral prevê que é necessário ter, no mínimo, 20 eleitores para a instalação de uma seção, no sentido de preservar o sigilo do voto. O juiz Jean Leeck disse que Lula tem o direito de votar, porque a condenação dele não foi transitado em julgado, mas "embora o direito ao voto seja individual, a viabilização do seu exercício aos enclausurados é necessariamente coletiva”. 

A decisão, contudo, não descarta a possibilidade de Lula votar na sua zona eleitoral em São Bernardo do Campo, mas para isso a Justiça deve autorizar a locomoção com acompanhamento policial, não compete ao TRE do Paraná. 

As declarações dadas pelo ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Antonio Palocci, em delação premiada deram um novo fôlego para críticas ao PT na reta final da campanha eleitoral. Liderando as pesquisas de intenções de votos, o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, nesta terça-feira (2), que a sigla “coloca qualquer facção criminosa no bolso”. 

Para Bolsonaro, “é inegável o caráter criminoso do PT”. “Aliança com a ditadura cubana, venezuelana, mensalão, petrolão, tesoureiros presos, marketeiros presos, presidentes presos, e agora um candidato que recebe ordens de um corrupto condenado preso”, listou o presidenciável, fazendo referência ao adversário Fernando Haddad (PT), segundo lugar nas pesquisas, e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril deste ano. 

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O candidato do PSL acredita que “o próximo passo dessa facção, assim como de suas linhas auxiliares, será soltar seu líder bandido e torná-lo ministro para obstruir a justiça, outro poder que eles não respeitam”.

“O PT representa o fim da Lava Jato e a volta dos esquemas que ameaçam a democracia”, considerou Jair Bolsonaro.

Na delação, que teve o sigilo retirado pelo juiz Sérgio Moro, Palocci faz uma narrativa minuciosa e explica como foi montado o esquema de propinas e loteamento de cargos atendendo interesses de partidos políticos na Petrobras. Segundo o ex-ministro, Lula tinha conhecimento do esquema investigado pela Lava Jato desde 2007.

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