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A novela 'O Outro Lado do Paraíso' sofrerá uma alteração no elenco na reta final das gravações. Por problemas de saúde, Thiago Fragoso, o Patrick, será substituído por um dublê. No entanto, algumas cenas já foram gravadas com o ator e vão ao ar nos próximos dias.

De acordo com a colunista Patrícia Kogut, do 'O Globo', Walcyr Carrasco, responsável pela trama, fez modificações em alguns capítulos como o resgate de Tomaz (Vitor Figueiredo), filho de Clara (Bianca Bin) e Gael (Sérgio Guizé), no qual Patrick será atingido por um tiro e precisará passar por cirurgia.

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A assessoria do ator não se manifestou sobre o caso. Mas a assessoria da emissora divulgou que as gravações seguem como previstas.

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O DJ e produtor Tim Bergling, mais conhecido como Avicii, de 28 anos, foi encontrado morto na tarde desta sexta-feira (20) em Muscat, Oriente Médio. A assessoria do artista, por meio de comunicado à imprensa norte-americana, confirmou a morte do artista e pediu privacidade aos familiares de Avicii.

 

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"É com profunda tristeza que anunciamos a perda de Tim Bergling, também conhecido como Avicii. Ele foi encontrado morto em Muscat, Omã, nesta sexta-feira à tarde. A família está arrasada e pedimos a todos que, por favor, respeitem sua necessidade de privacidade neste momento difícil. Nenhuma declaração adicional será dada", divulgou a assessora Diana Baron.

Fora dos palcos desde 2016, por problemas de saúde. O Dj lançou o primeiro disco, True, em 2014, e a música 'Wake me up' fez parte da trilha sonora da novela Além do Horizonte, da Rede Globo.

Arthur Aguiar surpreendeu os fãs ao lançar o clipe da música 'Maior Presente que Deus meu Deu', nesta sexta-feira (20). O músico e ator, que integra do elenco de O Outro Lado do Paraíso, anunciou através do vídeo a chega do primeiro filho com a ex-BBB e life coach Mayra Cardi.

"Veja só, a família cresceu/O maior presente que Deus me deu", diz os versos da canção. O clipe conta com imagens do casal e do ultrassom do bebê. Em entrevista a Revista Quem, a life coech revelou que a gestação está no quarto mês. "Foi muito difícil esconder nossa felicidade durante quatro meses, mas queríamos garantir que nosso bebê estivesse seguro. Vivemos em uma vitrine e acredito que esse início de gravidez é muito frágil", disse. Confira o vídeo:

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A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Impressora Brasil Ltda., de Jaú (SP), ao pagamento de indenização de R$ 200 mil por danos morais coletivos em razão de ter contratado detentos em número superior ao limite estabelecido por lei. Para os ministros, a conduta da empresa prejudicou trabalhadores livres que buscam emprego e consistiu em fraude, pois os direitos previstos na CLT não contemplam os presidiários.

O caso

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A gráfica firmou convênio em 2009 para instalar estrutura no Centro de Ressocialização de Jaú, onde cerca de 20 detentos prestavam serviço de colagem de caixas. O número equivalia a 30% do total de empregados da empresa.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública sustentando que a empresa descumpria a Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984) ao utilizar mão de obra carcerária em percentual superior ao limite de 10% do número total de empregados, conforme o parágrafo 1º do artigo 36.

Para o MPT, a contratação de detentos em número maior que o permitido implicou redução nos postos de trabalho destinados às pessoas não apenadas e resultou em violação ao princípio da livre iniciativa, pois as empresas concorrentes teriam mais encargos trabalhistas e previdenciários.

A Impressora Brasil, em sua defesa, afirmou ter atuado com boa-fé e alegou que a Lei de Execução Penal fixa o limite percentual apenas para o trabalho realizado pelos detentos fora do presídio, sem abranger as situações em que a prestação de serviço se dá no estabelecimento prisional, como no caso.

O juízo de primeiro grau e o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) julgaram procedente o pedido do Ministério Público para que a empresa cumprisse o teto de 10% no uso de mão de obra carcerária. Para o TRT, a restrição se aplica tanto ao trabalho externo quanto ao interno, pois tem a finalidade de resguardar oportunidades de emprego e de impedir que a empresa opere somente com trabalhadores detentos.

Outro objetivo é evitar fraude à legislação trabalhista. No entanto, o Tribunal Regional não condenou a Impressora Brasil ao pagamento de indenização, por entender que não houve má-fé ou ação ilícita causadora de dano à coletividade dos trabalhadores livres.

TST

Para o relator do recurso de revista do Ministério Público ao TST, ministro Alexandre Agra Belmonte, a situação caracteriza lesão à coletividade de trabalhadores pelo descumprimento do artigo 36, parágrafo 1º, da Lei 7.210/1984.

“Na interpretação gramatical do dispositivo se constata que a limitação se aplica ao trabalho externo, mas cabe ao magistrado buscar uma interpretação que seja mais condizente com os princípios gerais do direito e com a própria Constituição Federal”, afirmou, citando os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, o direito social ao trabalho e os princípios da valorização do trabalho humano e do pleno emprego.

Para o relator, a conduta de contratar mão de obra de detentos em percentual superior ao permitido pela lei, sem reconhecimento de direitos trabalhistas previstos na CLT (conforme expressa determinação legal), em detrimento de outros trabalhadores livres, viola a ordem jurídica e causa dano moral coletivo. O ministro ressaltou que não se pode desprestigiar a conduta da empresa de ultrapassar preconceitos sociais e proporcionar dignidade à comunidade carcerária por meio do trabalho.

“Por outro lado, essa faculdade por ela exercida deve observar um limite legalmente imposto, a fim de preservar a possibilidade de contratação de trabalhadores livres, que tenham direitos trabalhistas assegurados”, afirmou. Por unanimidade, a Terceira Turma acompanhou o voto do relator e fixou a indenização em R$ 200 mil, a ser revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

*Da assessoria do TST

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O Clube do Remo tem um importante desafio neste sábado (21), no Mangueirão. O Leão faz sua estreia como mandante na Série C 2018, contra o Globo-RN. A equipe azulina vem de um mal resultado na abertura da competição na última segunda, contra o Atlético-AC. Por isso, a vitória na próxima partida será fundamental para a recuperação da equipe.

O meia Rodriguinho entende a importância da partida para as pretensões do Clube na Série C. "A gente sabe que o campeonato é longo, são 18 jogos e o fato de ter perdido na estreia é ruim, mas não é o fim do mundo. Para isso é muito importante que o próximo jogo a gente saia com uma vitória. Até para recuperar a confiança e sempre estar pontuando em casa", disse.

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O atleta sabe que terá um fator fundamental para a recuperação no campeonato, o Fenômeno Azul. "A gente pede apoio da torcida do início ao fim, que eles possam confiar na gente assim como foi no estadual, onde tivemos o título. Que nos jogos em casa possam encher o estádio, até para que esses números de um dos melhores públicos do Brasil sejam mantidos, e que a festa seja linda. Me lembro quando cheguei no clube e ouvi histórias da torcida do Remo, como em 2005, que foi um ano brilhante, onde o clube colocou mais torcedor  que qualquer outro no Brasil estando também em uma série C. A gente espera repetir essa alegria", disse o meia em tom de entusiasmo.

Na segunda-feira (16), o Clube do Remo visitou o Atlético em Rio Branco-AC e foi derrotado por 1 a 0 na Arena da Floresta. O gol do Galo foi marcado por Eduardo.

A noite do Leão já começou ruim quando o técnico Givanildo Oliveira não pôde comandar a equipe à beira do gramado por não estar registrado na CBF, mesmo quase dois meses depois de assumir o Leão. Então, o auxiliar Netão assumiu a partida.

Ambas as equipes não conseguiam progredir com a bola e os passes errados foram muitos. Remo e Atlético só criavam chances quando o outro falhava. A primeira oportunidade do Leão foi aos 15 minutos, quando Fernandes roubou a bola e lançou para Felipe Marques. Que finalizou em cima do goleiro Ruan. O Atlético respondeu com Polaco, que em uma jogada ensaiada recebeu na área e chutou no lado de fora da rede. Aos 33 minutos, Polaco tocou para Neto dentro da área. O atacante se complicou e finalizou nas mãos de Vinicius. 

A pressão do Galo era grande, mas ineficiente. O Remo contra-atacava mas errava na definição. Com tantos erros, foi por meio de um que o Atlético abriu o placar. Aos 41 minutos a bola estava na área do Leão, Polaco tentou o chute e Dudu chegou para atrapalhar, só que a bola foi parar nos pés de Eduardo, que estava livre na direita e finalizou pro fundo do gol.

Na segunda etapa, os times mudaram o estilo de jogo e a partida ficou mais aberta. Aos 17 minutos, Elielton apareceu livre para cabecear de frente com o goleiro, mas mandou direto pra fora. Rafael Barros tabelou com Eduardo, que invadiu a área azulina, mas o atacante preferiu chutar do que passar e perdeu a chance aos 21. O Galo errava na hora do passe e perdia o contra-ataque. Com isso, o Remo teve as melhores oportunidades.

Aos 36 minutos, a defesa do Atlético furou e Felipe Marques ficou livre na área. O atacante girou o corpo e finalizou nas mãos de Ruan. Pouco tempo depois, Jefferson Recife cruzou e Jayme desviou na pequena área, direto pra fora.

A desorganização do Remo, principalmente defensiva, surpreendeu negativamente e em uma bagunça na área o time saiu com a derrota. O Remo é vice-lanterna do grupo A com 0 ponto e o Atlético é o líder com 3 pontos, vencendo nos critérios de desempate. Agora, o Leão se prepara para receber o Globo, no sábado (21), às 16 horas, no Mangueirão. O Atlético só joga domingo, às 19 horas, contra o Santa Cruz no Arruda, em Recife. Ambas partidas valem pela segunda rodada da Série C.

Por Mathaus Pauxis (com informações da assessoria do Remo).

 

 

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Em 19 de abril é celebrado o Dia do Exército Brasileiro. Para marcar a data, o Comando Militar do Norte (CMN) promoveu um evento, na praça da Bandeira, em Belém, nessa manhã. A data foi marcada pela Batalha dos Guararapes, ocorrida em 1648, em Pernambuco. Foi a primeira vez que indígenas, negros e brancos se uniram com o objetivo de combater a invasão holandesa na costa brasileira.

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A programação começou às 9 horas, com desfile de militares e estudantes, e contou com a condecoração de militares e personalidades civis com as medalhas de Ordem ao Mérito Militar e a Medalha do Exercito Brasileiro, pelos serviços prestados à corporação e à comunidade. A banda do Exército tocou músicas regionais enquanto os visitantes do evento puderam observar a exposição de alguns equipamentos usados pelo Exército. “Acho [o evento] importante para que a população possa conhecer os valores e a finalidades do Exército”, afirmou Vera Raio, gerente comercial que participou do evento. Ela disse que gostou muito de saber sobre os trabalhados desenvolvidos pelo Exército na Amazônia.

Segundo a tenente Bruna Machado, da área de Comunicação do Exército, a programação foi criada para aproximar cada vez mais o cidadão do da instituição. “A gente montou uma exposição com materiais do Exército e trouxemos o hospital, para as pessoas conhecerem o que o Exército faz, para se aproximarem”, disse ela.

No local, diversos estandes foram montados com armamentos e equipamentos de sobrevivência. Também foram armadas tendas com serviços de saúde como medição de pressão e verificação da glicose.

Por Renato Carneiro.

 

Muitos fãs fazem de tudo para homenagear o ídolo e não foi diferente com Eric Maranhão, de 17 anos. Ele, que é fã da cantora Ivete Sangalo, gastou o equivalente a três salários mínimos para tatuar o rosto da baiana na coxa. Eric é auxiliar de manicure e viajou 11 horas, de Campo Limpo, em São Paulo, para o Rio de Janeiro para ser tatuado por Rodrigo Catuaba, que é conhecido por tatuar rostos de celebridade.

Em entrevista ao UOL, o auxiliar de manicure falou que o custo total da homenagem foi por volta de R$ 3 mil e que não se importa com os comentários negativos acerca da atitude. O rapaz fez questão de compartilhar a tatuagem nas redes sociais e marcar a cantora, que retribuiu o carinho. "Coisa mais linda! Obrigada pelo seu amor", respondeu a baiana. 

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Bruna Marquezine foi surpreendida ao receber um presente de uma editora, na tarde desta quinta-feira (19). A atriz fez questão de compartilhar com os seguidores o 'mimo' pelo Instagram. O pacote recebido pela atriz continha um álbum da Copa do Mundo de 2018 e várias figuras. O que a artista não esperava era que as imagens eram apenas do namorado Neymar.

"Olha o que eu ganhei! Não tive tempo de comprar o meu, mas eu ganhei. Eu abri o primeiro saquinho e olha a primeira figurinha! Falei: 'Meu Deus, não acredito, é muita conexão... É uma cilada, Bino. É um jogo. Eu não acredito que fizeram esse jogo comigo", brincou a atriz ao perceber que as figurinhas eram repetidas. Ela ainda ressaltou que estava disposta a "dar o namorado para quem quiser". "Interessados, favor entrar em contato. Nunca pensei que diria isso, mas eu estou dando meu namorado para quem quiser! Eu troco por qualquer uma!", disse. Confira o momento:

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A greve dos rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba, deflagrada à meia-noite desta quinta-feira (19), deixou milhares de pessoas sem transporte e facilitou os abusos no trânsito. Vans e mototáxis aproveitaram para cobrar preços absurdos por viagens dos bairros para o centro da capital paraense.

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A paralisação foi decidida pelo sindicato da categoria, que envolve motoristas e cobradores de ônibus urbanos. Decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), em Belém, determinou que 80% da frota circulassem na região metropolitana, mas poucos veículos saíram das garagens. O TRT está mediando negociação entre trabalhadores e donos de empresas, representados pelo Setransbel (Sindicato das Empresas de Transporte de Belém). Rodoviários pedem 10% de reajuste salarial, R$ 700,00 em tíquete alimentação e redução da carga horária de trabalho para seis horas diárias.

A população passou uma manhã de sufoco. Vans trafegaram superlotadas e mototaxistas tiveram um aumento expressivo da clientela. As passagens chegaram a custar o dobro do preço normal. Assembleia dos rodoviários, no final da tarde desta quinta-feira, vai decidir os rumos da paralisação.

A pernambucana MC Loma surpreendeu os seguidores ao compartilhar um desabafo nas redes sociais. Na postagem, a cantora, de 15 anos, relatou momentos de humilhação e violência cometidos por uma garota do município de Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife.

"PERDOEI A MENINA QUE ME HUMILHAVA !! me chamava de feia, me botava pra baixo que me batia, mas eu não guardei nenhum rancor dela pelo contrário eu falo com ela, trato ela super bem finjo que nada aconteceu porque esqueci e me livrei disso tudo, era horrível você se arrumar e alguma pessoa fala que você tá horrível, que você nunca vai ser bonita", iniciou a MC.

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Na postagem, Loma relembrou dos maus tratos na cidade pernambucana. "Era horrível você apanhar só porque falou ou só porque você fez alguma coisa que a pessoa não gostou, era horrível ser excluída e a pessoa só te procurar quando quer ou precisa de alguma coisa, isso tudo era horrível e do fundo do meu coração eu não desejo isso pra ninguém pois nenhuma pessoa seja lá quem ela for não merece passar por isso, mas o bom de tudo isso é que eu perdoei ela mesmo ela tendo feito o que fez comigo", relatou.

Mesmo assim, de acordo com o texto da pernambucana, ela decidiu perdoar a agressora e chegou  a trocar mensagens através do Whatsapp."Quando cheguei do show tava eu mechando no meu WhatsApp quando vi uma mensagem de um número que nunca vi me pedindo desculpa por ter me humilhado, por ter me batido, por ter me excluído na hora eu não entendi nada mas mesmo assim eu respondi com um “ Oi, como assim? ” Quando fui ver era a foto da menina que me batia, eu comecei a chorar e desculpei ela e naquele mesmo dia eu conversei com ela disse que não guardei nenhuma raiva dela porque do mesmo jeito que ela errou qualquer outra pessoa poderia errar", escreveu.

A atitude foi elogiada pelos seguidores da MC, que encheram a publicação de mensagens de apoio. "Lindas palavras de uma linda mulher", comentou um fã. "Que gracinha! Você é um ser evoluído, quem deve estar morrendo de vergonha agora é essa garota, mas ela também amadureceu com os erros. Parabéns”, elogiou uma seguidora. Confira a postagem: 

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Na última quarta-feira (18) a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu uma carga com mil munições de arma de fogo em Sobral, no Ceará. A apreensão foi feita durante uma abordagem a um ônibus que fazia o itinerário Teresina-Fortaleza.

O material estava dentro da mala de uma mulher de 27 anos, que contou que a munição seria entregue a uma facção criminosa em Fortaleza. Segundo a PRF, ela receberia R$ 1,5 mil como pagamento pela entrega. 

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A mulher está sob custódia. A Polícia Judiciária está responsável pelas providências cabíveis.

Para além dos cânticos, danças e rituais tradicionais, a cultura indígena se reinventa através dos tempos. Fugindo dos estereótipos e do status de folclórico, cantores e bandas indígenas tratam em suas canções, em português ou em idiomas indígenas, a luta e realidade que o cercam. No entanto, esses artistas ainda são pouco conhecidos no cenário fonográfico nacional.

Presentes nos diferentes gêneros musicais e espalhados por todo país, os artistas indígenas valorizam a sua identidade cultural e reforçam o discurso de resistência através da arte. Conheça alguns cantores e bandas que carregam o espírito de um povo:

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Coco de Toré Pandeiro do Mestre

Fundado em 2000 pelo músico e compositor Nilton Junior, o grupo apresenta uma mistura de ritmos de Pernambuco, dando visibilidade às tradições dos índios do Sertão e Agreste do Estado.

Kunumi MC

Aos 17 anos, Werá Jeguaka Mirim, mais conhecido como Kunumi MC, da aldeia Krukutu, em São Paulo, usa o rap para reivindicar os direitos indígenas. Com versos de protesto, em português ou em guarani, abordando temas como a demarcação de terras, o rapper lança seu segundo disco nesta quinta-feira (19). Em 2017, Kunumi MC gravou, em parceria com Criolo, a música "Terra, Ar, mar".

Ademilson Umutina

Representante do sertanejo indígena, o cantor e compositor Ademilson Umutina, que vive na aldeia Bacalana, no Mato Grosso, busca resgatar nas músicas a cultura tradicional do povo Umutina.

Brô MC's

Brô MC's mistura o rap norte-americano com letras em guarani. As composições relatam os problemas enfrentados pelos Guarani Kaiowá. O grupo indígena é formado por Bruno Veron, Clemerson Batista, Kelvin Peixoto e Charlie Peixoto, das aldeias Jaguapiru e Bororó, e nasceu em 2009 como forma de valorização da cultura indígena.

Banda Sonissini Mavutsini

Apresentando uma fusão do reggae tradicional com os ritmos indígenas, a Banda Sonissini Mavutsini lava um pouco da cultura dos índios do Xingu para além dos limites das terras desse povo. Formado por Lappa, índio da etnia Yawalapiti, Rodrigo Kaverna, Weiler Jahmaika, Léo (Bernujha), Milca Fya Burning, Bruno (Bicudo) e Carmel IYA, o grupo apresenta músicas nas línguas tupi e karibe.

Banda Kaymuan

Formada por indígenas tupiniquins de Aracruz, no Espírito Santo, em 2013, banda Kaymuan mistura o congo capixaba com o reggae, rock, baião e outros ritmos.

Arandu Arakuaa

A banda, formada em 2011, em Taguatinga, periferia de Brasília é composta por Nájila Cristina, Zândhio Aquino, Saulo Lucena e Adriano Ferreira e mescla o rock à música indígena e regional brasileira, com letras em Tupi, Xerente e Xavante. As canções são inspiradas nas lendas, ritos e lutas dos povos indígenas do Brasil.

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Uma árvore do Bosque Rodrigues Alves caiu na tarde desta quarta-feira (18), no bairro do Marco, em Belém. Vários carros que estavam estacionados na travessa Perebebuí foram atingidos e o muro do jardim botânico foi destruído (veja fotos na galeria acima). A via está interditada.

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A Secretária Municipal do Meio Ambiente (Semma) informou que a árvore é da espécie Marupá e que uma equipe foi deslocada para o local para tomar as providencias necessárias. A causa da queda ainda não foi comunicada pelo órgão. A Semma disse ainda que as árvores passam por manutenções semanais e que técnicos já orientaram os proprietários dos veículos atingidos para procedimentos necessários. Em 2018, foram registradas 11 quedas de árvores na capital paraense, sendo seis mangueiras e cinco de outras espécies.

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Abril é reconhecido e lembrado como o mês do trabalhador do campo desde o Massacre de Eldorado do Carajás, ocorrido no sudeste do Estado do Pará, em 17 de abril de 1996, quando 19 trabalhadores rurais foram assassinados. Em alusão à data e em protesto pela reforma agrária, cerca de 350 pessoas do Movimento Sem Terra (MST) do Pará estão acampadas em frente ao Mercado de São Brás, em Belém.

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Desde da última segunda-feira (16), trabalhadores e famílias rurais estão acampadas com lonas improvisadas para cobrar punição pelos assassinatos do massacre de Eldorado do Carajás e outros diversos casos de violência contra trabalhadores e movimentos rurais. “O mês de abril ficou marcado na nossa história após o massacre de Eldorado do Carajás como o mês do trabalhador do campo, e há 22 anos ocorreu o massacre. Estamos aqui também para poder questionar os resultados e punições dos responsáveis pelo massacre”, explicou um dos coordenadores do MST, Raimundo Nonato.

A manifestação também é movida em prol da reforma agrária, políticas públicas para os trabalhadores da terra e contra a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Essa marcha e movimentação que fazemos durante o mês de abril é em prol da reforma agrária, que ainda não aconteceu. A concentração de terras aumentou nos últimos anos, os recursos destinados para a reforma praticamente se extinguiram”, disse Raimundo.

Para arcar com os custos da movimentação, o MST montou a Feira do Trabalhado Rural, onde estão sendo vendidos produtos naturais de pequenos produtores que integram o movimento. “Ainda estão chegando pessoas, estimamos cerca de 300 pessoas hoje (17 de abril), trouxemos uma feira para arcar com alguns custos de transporte e alimentação, e está tendo um bom retorno, o pessoal tá comprando e a gente espera trazer até 400 pessoas para cá”, explicou o coordenador.

A programação do movimento é se manter acampado é até quinta-feira (19), com possibilidade de alteração tanto no volume de pessoas quanto no prolongamento da permanência. Após a realização da feira, o MST irá se reunir com os principais órgãos públicos responsáveis pela reforma agrária, que são o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e Secretaria de Estado de Educação (Seduc), pois o movimento alega que não há escolas nos assentamentos do movimento. “Caso essa negociação não seja satisfatória, aí a nossa proposta se modifica, podendo trazer mais camponeses pra cá e endurecer uma jornada de luta, ocupando os órgãos e tendo uma permanência mais prolongada”, revelou o coordenador.

No início da tarde desta quarta-feira (18), os manifestantes invadiram e ocuparam a sede da Caixa Econômica Federal em Belém. Dentro do prédio, onde funciona a superintendência da Caixa na região, os trabalhadores ocuparam diversos espaços. O atendimento ao público foi suspenso. Diretores do banco negociam a desocupação.

A literatura médica estima uma média de oito casos de osteosarcomas por grupo de 1 milhão de habitantes/ano, ou seja, de câncer no osso, sendo o público infantojuvenil o mais atingido. No Pará, considerando os mais de oito milhões de habitantes, a estimativa é de 50 casos de câncer ósseo por ano, mas muitos deles subnotificados e levando à morte do paciente sem o devido tratamento. Essas e outras questões serão debatidas no XI Congresso Brasileiro de Oncologia Ortopédica, que será realizado pela primeira vez na capital paraense, entre os dias 19 e 21 de abril (veja locais aqui).

Apesar dos casos serem poucos, se comparados com outros tipos de câncer, e de não haver muitos dados sobre a doença, a falta de diagnóstico precoce preocupa os especialistas. De acordo com o ortopedista oncológico, presidente do evento, Fernando Brasil, tratar o tumor ósseo na fase inicial é determinante para que não sejam tomadas medidas extremas. “O diagnóstico precoce é fundamental para a cura de crianças e adolescentes e para que o tratamento não seja mutilante. Então, aquela criança que se queixa de dor, principalmente na região do joelho, parte distal da coxa e proximal da perna, por uma ou duas semanas, deve procurar auxílio médico. Existe aquela dor do crescimento, mas se essa dor é muito frequente, deve-se procurar ajuda”, indica.

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No Pará, a Casa Ronald McDonald, coordenada pela Associação Colorindo a Vida, possui o Programa Diagnóstico Precoce, através do qual capacita profissionais de saúde a identificar precocemente o câncer infantil e juvenil, diminuindo o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico final, e aumentando as chances de cura. Este ano, o programa está sendo executado em Bragança, no nordeste paraense, região onde se constataram casos avançados de câncer infantojuvenil.

Ainda na década de 60, o tratamento era radical: a amputação era a primeira opção e se desarticulava o membro o mais longe possível da lesão primária (originária no osso). Ainda assim, de acordo com o médico Elio Consentino, uma das maiores autoridades no assunto no Brasil e na América Latina, fundador do Grupo de Tumores Músculo-Esquelético da Santa Casa de São Paulo, o número de óbitos era alto, principalmente em crianças, por metástases disseminadas frequentemente do pulmão. “A amputação era feita quase que por uma questão humanitária, porque o tumor crescia muito e as crianças sofriam demais com as dores; então se fazia uma cirurgia mutilante com uma tênue possibilidade de cura. Isto mudou radicalmente com a quimioterapia e hoje, raramente, em tumores diagnosticados precocemente, se realiza a amputação”, comenta.

Os tumores metastáticos (lesões secundárias, advindas de outros órgãos) doem, e normalmente a dor é o primeiro sinal do tumor. Muitas vezes, antes de se descobrir o tumor, a pessoa já apresenta alguma fratura patológica. As metástases ósseas frequentemente surgem a partir do câncer de mama, de pulmão, de rim, de tireoide e de próstata. Atualmente o tratamento é feito por uma equipe multidisciplinar, composto pelas etapas de quimioterapia pré-operatória, cirurgia e quimioterapia pós-operatória.

Causas e sintomasAinda não se sabe ao certo quais as causas do câncer de osso primário, mas alguns fatores de risco tornam os pacientes mais suscetíveis, como a exposição a qualquer tipo de radiação, hereditariedade, Síndrome de Li Fraumeni (doença que causa mutações em genes supressores de tumores, que são os responsáveis por ajudar a controlar o crescimento e a divisão celular normal), tumor maligno ocular (retinoblastoma) e Doença de Paget (interfere no processo onde o tecido ósseo novo substitui gradualmente o tecido ósseo velho).

Os sarcomas ósseos são raros e aparecem mais comumente em crianças e adolescentes. Os sintomas normalmente estão relacionados a dor e inchaço local, fraturas sem trauma associado, fadiga e perda de peso sem aparente motivo. “Quando a doença é descoberta, opta-se pelo tratamento que seja compatível com o local e extensão do tumor e estado do paciente”, explica Fernando Brasil.

O congresso - O XI Congresso Brasileiro de Oncologia Ortopédica será realizado pela primeira vez no Norte do país, em Belém, nos dias 19, 20 e 21 de abril. Promovido pela Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica (ABOO), é o mais importante evento da especialidade no país e traz nomes renomados internacionalmente: Akihiko Takeuchi (Japão), Henk van de Meent (Holanda), Valerae Lewis (Estados Unidos), Mark Scarborough (Estados Unidos) e Adesegun Abudu (Inglaterra). Além deles, um dos pioneiros da especialidade, Elio Consentino, e o presidente da ABOO, André Mathias Baptista, também estarão presentes.

No evento, será aplicado o Exame de Título da ABOO a ortopedistas Membros Titulares da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), que, após dois anos de treinamento em Centros de Referência Credenciados em Oncologia Ortopédica, desejam um lugar junto aos mais de 200 membros titulares especialistas da Associação.

Por Lissa de Alexandria (da assessoria do evento).

Começou na terça-feira (17) e vai até quinta-feira (19), no Espaço Cultural Apoena, em Belém, o PrêmioExu de Música Afro-Brasileira. O prêmio? O direito de representar o Estado do Pará no Prêmio Atabaque de Ouro, um festival nacional de composições autorais de terreiro. O evento occorre anualmente na quadra do GRES Tradição, no Rio de Janeiro.

Concorrerão ao prêmio 25 músicas autorais de 15 compositores de três Estados da Amazônia Legal: Amapá, Maranhão e Pará. As composições, mesmo com letras que refletem temas e perspectivas diferentes, convergem num único propósito de exaltar a luta negra brasileira, a ancestralidade africana, os cultos a encantaria e caboclos brasileiros.

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A premiação é um projeto independente realizado pela Rádio Exu e é um evento primordial não apenas para a cena artística e cultural do Estado mas também como forma de resistência. “Para nós, da Rádio Exu, esse festival aponta a perspectiva da produção musical de combate ao racismo e da valorização do patrimônio artístico e cultural afro-brasileiro e afro-amazônico”, informa a publicação feita pela equipe da Rádio Exu sobre o evento.

No primeiro dia se apresentaram Marquinho Melodia, Rui Carmo, Cobra Venenosa, América Bonifácio, Cassandra Bonifácio e Samily Maria, Nega Isa, Banda Afro Axé Dudu e Daniel do Cavaco. Já para o segundo dia de apresentações os artistas serão: Vozes de Fulô, Oswaldo Abreu, Tambores Tucujus, Pâmela e Adrian, Leonardo Sales Sena Chagas, Jucilene Luciane e Brena, Diogo de Souza Monteiro e o grupo Mametu Muagile.

O festival começa às 19 horas, nestas quarta e quinta-feiras. O Espaço Apoena fica na avenida Duque de Caxias, 450, esquina da Travessa Antônio Baena.

Rádio Exu - Comunicação comunitária de matriz africana é um projeto de mídia étnica e racial que difunde os valores civilizatórios da matriz africana na diáspora brasileira, e prima pelo combate ao racismo e pelo fortalecimento de redes solidárias de lutas sociais e das culturas negras com protagonismo negro, de povo tradicional de matriz africana (terreiro) e de juventude de terreiro. Transmite conteúdos de lutas sociais, difunde e divulga tanto os agentes quanto as culturas negras amazônidas e brasileiras.

Por Matheus Bricio.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) divulgou três editais de concursos públicos para a contratação de três professores adjuntos. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas através da internet até o dia 16 de maio. Também é necessário pagar uma taxa no valor de R$ 143 até R$ 239, a depender do cargo pretendido.

Os candidatos aprovados no concurso farão jus a salários de R$ 4.455 até R$ 9.585 por mês mais auxílio-alimentação, trabalhando em regime de dedicação exclusiva. Entre as áreas disponibilizadas, há vagas para enfermagem fundamental e engenharia química/síntese e simulação de processos químicos. Para participar, os candidatos devem ter título de graduação ou doutorado na área de conhecimento da área desejada.

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A ilustração da capa do livro “Castanha do Pará”, do artista Gidalti Moura Jr. (ouça podcast com o artista aqui), vencedor do Jabuti (o mais importante prêmio literário do Brasil) de melhor história em quadrinhos de 2017, foi removida de uma exposição no Parque Shopping, na última segunda-feira (16), em Belém. Um policial militar visitou a exposição e se sentiu “ofendido” com a ilustração que retratava um garoto fugindo de um PM e postou sua indignação na internet. O post viralizou nas redes sociais e o desenho foi removido da exposição sem a autorização de Gidalti.

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Em suas redes sociais, o artista classificou a situação como censura. “A retirada da obra do evento é um gesto que vai contra valores fundamentais que defendo, dentre estes a liberdade de expressão. A obra é ficcional, tem caráter lúdico e expõe situações rotineiras nas metrópoles brasileiras. Quem a compreendeu como apologia ao crime e/ou a desmoralização da Polícia Militar o faz de forma leviana e sem ao menos ler o livro ‘Castanha do Pará’”, declarou.

Em nota divulgada à imprensa, a Polícia Militar do Pará comunicou à administração do Parque Shopping a insatisfação dos policiais quanto à abordagem da imagem da atividade militar na obra. “Em qualquer momento a instituição afirmou que o desenho incentivava o crime. A Polícia Militar ressalta a defesa da liberdade de expressão e, dessa forma, não escondeu a própria discordância à tela exposta pelo artista Gidalti Moura Jr”, diz a nota da PM.

A decisão de retirada do desenho de Gidalti Jr., segundo a coordenação do shopping, foi tomada em comum acordo com a curadoria do evento e que outra obra do mesmo autor será colocada na mostra. “A mudança ocorreu diante de manifestações de frequentadores do shopping que se sentiram incomodados com a cena de violência, no espaço que é frequentado por crianças”, justificou a coordenação em nota à imprensa.


Pouco mais de um mês após dar à luz, Ivete Sangalo fez sua primeira aparição pública! A cantora esteve em uma hamburgueria em Salvador e, sempre simpática, tirou fotos com fãs e até posou para a página da hamburgueria no Instagram. A última vez que Ivete havia sido vista em público foi quando ela deixou o hospital com suas filhas, as gêmeas Helena e Marina, no dia 14 de fevereiro.

Apesar de não ter feito aparições ultimamente, Ivete faz questão de compartilhar com seus fãs como está sua vida, mostrando o que tem feito e como está sendo sua rotina com as gêmeas.

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E, pelo o que parece, a cantora está sentindo saudades de sua rotina agitada de shows. Sua volta aos palcos foi antecipada e acontecerá no dia 29 de abril, em um evento de comemoração pelo aniversário de Salvador. Ivete agitará o público em um trio elétrico que andará de Olinda até o Farol da Barra.

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“Isolamentos e Fluxos” é a nova exposição do fotógrafo Cyro Almeida, que será aberta nesta terça-feira (17), no Espaço Cultural do Banco da Amazônia, e foi uma das selecionadas pelo Edital de pautas 2018. A exposição contempla fotografias realizadas entre 2011 e 2018 em cinco bairros da capital paraense: São Brás, Guamá, Condor, Jurunas e Cidade Velha. A curadoria é de Mariano Klautau Filho.

O fotógrafo mineiro se dedica à figuração de habitantes e trabalhadores nas periferias das metrópoles, com um olhar atento ao corpo, à cor e à ocupação dos espaços. “As imagens são uma tentativa de escapar da visualidade predominante sobre essas regiões, que normalmente se apoiam nos estereótipos da carência material e da violência”, declara o artista. Por seu trabalho em Belém, Cyro recebeu o XV Prêmio Funante Marc Ferrez de Fotografia, em 2015, na categoria Documentação Fotográfica do Brasil.

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Influenciado por fotógrafos como Luiz Braga e André Cypriano, e pelo cineasta Eduardo Coutinho, a poética de Cyro Almeida é construída pelo desejo de conhecer o outro. Isso o levou a percorrer a pé de Van um trajeto cujas extremidades abrigam os mercados de São Brás e do Ver-o-Peso, indo ao encontro de açougueiros no Guamá, carregadores de açaí nas feiras do Jurunas e da Cidade Velha, serralheiros no Porto do Sal, além de diversos moradores serenamente posicionados nas portas de suas casas ou em momentos de lazer.

Residindo em Belo Horizonte, o artista vem a Belém todos os anos desde 2009, normalmente no período mais chuvoso, entre dezembro e abril. “A primeira vez que estive em Belém, andando pelo Ver-o-Peso, foi como uma mágica, pela conexão e identificação que eu senti. Não tenho nenhum parente em Belém e naquela época nenhum vínculo de trabalho. Era como se eu estivesse matando a saudade de um lugar que eu nunca havia estado”, conta. Ao conviver com os espaços fotografados, observá-los e interagir com as pessoas, Cyro entendeu que estava em áreas marcadas por estigmas da violência social, sendo constantemente alertado para não estar ali.

Sem acreditar que está imune a qualquer ameaça, o fotógrafo prefere a ideia de que os discursos da intimidação podem, às vezes, levar à própria violência que criticam. “Minhas fotografias não são pra dizer que não existe violência nesses bairros, mas para que eu mesmo não me torne violento a eles pela representação estereotipada, a distinção social e fantasia produzida pelo medo.” Portanto, as fotografias apresentadas em “Isolamentos e fluxos” não são apenas um documento histórico de uma parte da vida em Belém na década de 2010, mas uma tentativa de remontar os sentidos convencionalmente colocados sobre essas populações em âmbito local e global.

Nas palavras do curador, Mariano Klautau Filho, o resultado desse processo é uma “fotografia franca, sensível na experiência do contato e precisa nos enquadramentos em que a persona e seu ambiente estão em uma harmonia dissonante aos discursos sobre os perigos da cidade”, examinando ainda que “há certa paz nas imagens, muito provavelmente pela qualidade da experiência entre fotógrafo e retratado”. Trata-se assim da oportunidade do público belenense conhecer pela primeira vez no formato de exposição os resultados de constantes vivências e imersões feitas por um retratista forasteiro que tem tomado a capital paraense como base de sua poética. Na galeria, veja algumas fotos da exposição.

Serviço

Exposição “Isolamentos e Fluxos”, de Cyro Almeida

Abertura: 17/04, 3ª feira

Hora: 18h30

Local: Banco da Amazônia (Av. Pres. Vargas, 800 - Campina)

Conversa com o artista e curador: dia 24/02, 4ª feira

Hora: 18h30

Visitação: 18/04 a 15/06, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h

Entrada gratuita.

Da assessoria do Banco da Amazônia.

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